A embaixada em Ancara, o consulado em Istambul e a escola alemã estão fechadas.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha anunciou hoje o encerramento das representações alemãs na Turquia devido ao perigo de "ataque iminente".
Frank-Walter Steinmeier especificou que a embaixada em Ancara, o consulado em Istambul e a escola alemã, também em Istambul, estão fechadas devido ao risco de atentados, quatro dias após um ataque que fez 35 mortos no centro da capital turca.
Bombista fez-se explodir na Istiklal matando quatro pessoas - três israelitas e um iraniano - numa das ruas mais turísticas da cidade. Há um português entre os 36 feridos.
"É melhor não nos encontrarmos na rua", dizia-se ontem em Istambul nas horas que se seguiram a um novo atentado - o quarto na Turquia desde o início do ano - que fez quatro morto e feriu 36 pessoas (uma delas um português). O clima de instabilidade no país talvez explique porque o bombista suicida que se fez explodir às 11:00 não tenha feito mais vítimas em plena Istiklal, uma das ruas mais famosas de Istambul, conhecida pelo comércio e ponto de atração para muitos turistas.
Na Turquia, tiveram lugar este domingo lugar os funerais das 38 vítimas mortais do duplo atentado ocorrido no sábado em Istambul próximo ao estádio do Besiktas.
Na cerimónia fúnebre, o ministro do interior prometeu vingança apontando o dedo a extremistas curdos, em particular do partido curdo, PKK.
As autoridades turcas já conseguiram identificar a origem dos autores do ataque ao aeroporto em Istambul.
Os terroristas eram provenientes da Rússia, Usbequistão e Quirguistão e o atentado terá tido a autorização da liderança do autoproclamado Estado Islâmico.
De acordo com o mais recente balanço, pelo menos 44 pessoas morreram e 239 ficaram feridas.
O ano de 2017 acaba de chegar e já está tragicamente manchado de sangue. Um ataque contra a Reina, uma das mais famosas e exclusivas discotecas de Istambul, na Turquia, pouco mais de uma hora após a passagem de ano, fez 39 mortos e 65 feridos, dos quais quatro em estado grave.
É o balanço do primeiro atentado terrorista de 2017, o primeiro ano de ano de António Guterres como Secretário-geral das Nações Unidas, cargo que o português assumiu de forma oficial exatamente à meia-noite em Nove Iorque, quase sete horas após o ataque em Istambul.
Militantes curdos da Síria proclamaram unilateralmente uma região federal autônoma no norte do país, junto à fronteira com a Turquia.
A iniciativa do Partido da União Democrática e de grupos aliados foi rapidamente rejeitada, tanto pelo regime de Bashar al-Assad, como pela oposição síria que participa nas negociações de paz em Genebra.
A autoproclamada região autônoma, que os curdos chamam “Rojava”, é composta por três “cantões” distintos junto a fronteira norte da Síria: Afrine, Kobané e Jaziré.
A declaração curda constitui uma forma de protesto contra a exclusão do diálogo em Genebra, em grande parte devido à forte oposição turca, que considera o Partido da União Democrática como uma organização “terrorista” e teme as repercussões entre a sua própria comunidade curda.
Atores incontornáveis do conflito sírio, os curdos controlam 14 por cento do país e três quartos da fronteira com a Turquia. Com o apoio militar dos Estados Unidos, os combatentes curdos conquistaram importantes vitórias face aos extremistas do Estado Islâmico.
Nota do editor
A Rússia declarou: “Se constatarmos casos de violação da trégua por qualquer grupo, (esse grupo) será automaticamente excluído da lista que nos foi fornecida pelos Estados Unidos. Quer dizer, com todas as consequências resultantes.”. Como disse anteriormente: A Turquia acaba de receber um atentado terrorista, porém, não do Estado Islâmico, mas dum grupo que alegou ser o responsável por tal atentado, o TAK, ligado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, a PKK. Erdogan já declarou que qualquer parlamentar, quaisquer jornalistas ou formadores de opinião que derem apoio aos curdos, serão imediatamente colocados na lista de terrorismo, e julgados por alta traição. Ele declarou isso em pleno Parlamento, contrariando assim os pressupostos de que a Turquia vive numa democracia. O problema de Erdogan, é que ele não faria isso somente pelo fato de apoiarem os curdos, mas ele já tem feito, pelo simples fato de se oporem ao seu regime.
A Turquia tem a mania de atacar no ponto fraco dos seus inimigos, os curdos, e agora que os curdos proclamaram uma região federal autônoma no norte da Síria, a Turquia, certamente fará algo contra. Para a Turquia, os militantes curdos são tão terroristas quanto o Estado Islâmico, contra quem está “lutando” na Síria, e por diversas vezes demonstrou descontentamento pelo fato dos países de coalizão não enquadrar os curdos como potenciais terroristas. O aviso da Rússia já foi dado, qualquer um que desrespeitar o cessar-fogo irá sofrer as consequências. Nesse momento, a Turquia está com o fogo nas mãos, e a pólvora jogada sobre os curdos.
Pelo menos 34 pessoas morreram e 125 ficaram feridas - 19 estão em estado crítico - na forte explosão registada hoje no centro de Ancara, na capital da Turquia, segundo as autoridades turcas.
O anterior balanço das autoridades turcas apontava para 27 mortos e 75 feridos.
Uma forte explosão ocorreu às 16:35 (hora de Lisboa) na Praça de Kizilar, centro da capital turca, junto a uma esquadra de polícia e a uma paragem de autocarro - próximo do local onde, em fevereiro, um outro carro-bomba explodiu matando 29 pessoas. Em outubro do ano passado, outro atentado bombista - o mais sangrento na história da Turquia, matou 102 pessoas.
As autoridades suspeitam de um ataque de separatistas curdos. Em declarações à reuters, um responsável da polícia afirmou que "este ataque parece ter sido realizado pelo PKK ou por uma organização filiada". O presidente turco já disse acreditar que o "atentado" foi executado por milícias curdas na Síria.
Sete polícias morreram e 27 pessoas ficaram feridas num atentado bombista na cidade de Diyarbakir, na Turquia. A violenta explosão aconteceu junto ao principal terminal rodoviário daquela que é a principal cidade do sudeste turco. O primeiro-ministro Ahmet Davutoglu tinha uma visita marcada a esta cidade para esta sexta-feira.
A explosão ocorreu numa cidade de maioria curda que deveria receber na sexta-feira a visita do primeiro-ministro turco.
A agência noticiosa turca Dogan afirma tratar-se de um atentado com recurso a um carro armadilhado, mas a informação não foi ainda confirmada oficialmente.
As autoridades turcas têm levado a cabo operações nesta cidade contra os rebeldes curdos do PKK.
A Turquia tem estado em alerta depois de o país ter sido atingido por uma série de ataques, tanto atribuídas a grupos jihadistas como ao conflito entre Ancara e os curdos.
O embaixador russo na Turquia, Andrey Karlov, foi hoje atingido com gravidade no acto de abertura de uma exposição fotográfica. Acabou por sucumbir aos ferimentos
Testemunhas oculares citadas pela agência noticiosa russa Sputnikreferem que Karlov foi alvejado e que foi possível assisti-lo imediatamente no local. Foi depois transportado para o hospital, onde acabou por morrer.
O atentado ocorre na véspera de uma visita agendada do ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlüt Çavuşoğlu, a Moscovo para discussões sobre a Síria com representantes da Rússia e do Irão.
Istambul – um novo partido político chamado de Partido Otomano foi fundado na Turquia com o slogan “A Turquia é a líder.”
O partido caracterizado pelas palavras árabes no seu emblema visa “participar nas próximas eleições através da formação de coalizões em um curto espaço de tempo.”
“Nada será como antes. Vamos colocar tudo em uma estrutura institucional”, disse o chefe do partido, Ibrahim Unye, acrescentando que iria “mudar a política da Turquia.”
A Turquia vive há vários meses num estado de alerta máximo, devido a uma série de ataques relacionados com a retomada do conflito curdo. No dia 18 de fevereiro, os caças bombardeiros descolaram de Diyarbakir para lançarem um ataque aos campos do PKK, no norte do Iraque.
Foi a represália do poder de Ancara ao atentado da véspera, reivindicado pelos denominados Falcões da Liberdade do Curdistão, ou (TAK). Em pleno centro de Ancara, um carro armadilhado, conduzido por um suicida, tinha matado 28 pessoas. Os alvos eram veículos militares.
Os australianos poderiam ser impedidos de participar das vigílias do Anzac Day em Gallipoli, depois que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ter alertado os visitantes não-muçulmanos que eles poderiam ser mandados de volta para casa em caixões.
O primeiro-ministro Scott Morrison descreveu seus comentários como uma zombaria dos escavadores da Primeira Guerra Mundial como “profundamente ofensivos”, apenas cinco semanas antes do Anzac Day.
O Departamento de Relações Exteriores e Comércio agora está aconselhando milhares de australianos, planejando viajar para a Turquia, a “exercer um alto grau de cautela”.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, equacionou hoje a possibilidade de mudar o nome da antiga basílica de Santa Sofia, em Istambul, atualmente um museu, para "mesquita de Santa Sofia" após as eleições locais de 31 de março.
Inquirido, numa entrevista televisiva, a propósito da possível gratuitidade do museu de Santa Sofia, o chefe de Estado turco respondeu: "Não é impossível, mas não o faremos sob o nome de 'museu' e sim como 'mesquita de Santa Sofia'".
O seu comentário provocou um "oh" de surpresa da jornalista que lhe fez a pergunta, na estação de televisão TGRT Haber.
Adivinhem que serão os culpados pelos atentados? Isso mesmo, os curdos.
Este foi o terceiro atentado em menos de seis meses na capital da Turquia
A polícia turca deteve esta segunda-feira quatro homens suspeitos de envolvimento no atentado perpetrado no domingo no centro de Ancara, que matou 36 pessoas, noticiou a imprensa local.
As detenções foram feitas em Sanliurfa (sudeste), próximo da fronteira com a Síria, onde terá sido comprado o automóvel usado no ataque. Os suspeitos vão ser transferidos para Ancara, segundo a agência turca Anatólia.
O atentado, o terceiro em menos de seis meses na capital da Turquia, fez pelo menos 36 mortos e mais de uma centena de feridos.
O ataque não foi reivindicado até ao momento, mas as autoridades suspeitam do envolvimento do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado uma organização terrorista.
A imprensa turca noticiou hoje que as suspeitas recaem sobre a identificação, entre os mortos, de uma jovem curda com ligações ao PKK.
As autoridades turcas prenderam quatro suspeitos de ligações ao atentado desta terça-feira em Istambul. Os sujeitos estarão relacionados com o veículo que foi alugado para o ataque, segundo informam os meios de comunicação locais.
Cerca das 8:40 (menos duas horas em Lisboa), em plena hora de ponta na maior cidade da Turquia, um autocarro da polícia foi alvo de um atentado à bomba.
O número de mortos subiu entretanto de 11 para 12 depois de um dos 36 feridos hospitalizados não ter resistido às lesões provocadas pela explosão de um carro armadilhado.
O governador de Istambul adiantou que a bomba foi acionada à distância no momento da passagem do autocarro da polícia pelo local, o bairro histórico de Vezneciller, muito frequentado por turistas.
O ataque ainda não foi reivindicado. Mas, como é habitual, as autoridades turcas já se apressaram a apontar o dedo aos rebeldes curdos do PKK, com o presidente Erdogan a prometer uma luta “sem tréguas” contra os terroristas.
Durante a tarde, a calma foi regressando lentamente a Istambul, mas quem presenciou a tragédia não esconde a preocupação porque “morrem civis, morrem polícias”, afirma uma testemunha, que não sabe como é que se pode “acabar com o terror, mas é necessário acabar com ele”.
Um casal alemão afirma, por seu turno, que pensou “imediatamente que devia ser um ataque à bomba. Não podia ter sido apenas um trovão, um avião ou algo do género”. Estes turistas acabaram por saber os detalhes nas notícias, mas dizem que, “tendo em conta a situação atual, algo semelhante pode acontecer a qualquer momento em Istambul”.
Desde julho do ano passado, mais de 200 pessoas morreram em atentados na Turquia.
O correspondente da euronews, Bora Bayraktar refere que “dois meses e meio depois do último ataque à bomba em Istambul, o novo atentado levou as autoridades a elevarem novamente o nível de alerta terrorista. A polícia está neste momento tentar perceber quem terá estado na origem deste ataque”.
Um homem tentou atacar a embaixada de Israel em Ancara, na Turquia, e foi depois capturado.
O homem tinha uma faca e tentou forçar a entrada na embaixada israelita. Terá gritado “Allah uh-Akhbar” (deus é grande). A segurança respondeu a tiro. O autor da alegada tentativa de atentado foi ferido e detido. Há notícias, não confirmadas, da presença de um segundo assaltante.
A Turquia voltou a ser alvo de um atentado esta quarta-feira. Pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num ataque com um carro-bomba contra a sede da polícia em Midyat, no sudeste do país, a cinquenta quilómetros da fronteira síria. As vítimas mortais são um polícia e dois civis.
Um veículo tentou entrar na sede da polícia, mas quando foi barrado, o condutor detonou os explosivos.
Kemal Kilicdaroglu, líder do principal partido de oposição turco, o Partido Republicano do Povo (CHP), escapou esta quinta-feira de um atentado, durante uma visita à província de Artvin, no nordeste do país.
No tiroteio entre os atacantes e forças policiais morreram três agentes.
Fonte próxima de Kilicdaroglu disse que nem ele nem a delegação do partido eram alvos do ataque, mas o ministro do Interior da Turquia responsabilizou o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), organização armada que combate o governo turco.
Kilicdaroglu participou na manifestação organizada pelo partido governamental que no dia 07 de agosto reuniu em Istambul todos os dirigentes políticos turcos e milhões de manifestantes, três semanas depois da tentativa de golpe de Estado.
A explosão desta manhã em Cabul ocorre poucos dias depois do início do mês sagrado do Ramadão.
A maior parte das vítimas são civis afegãos que estavam a caminho do trabalho na zona onde se encontram as embaixadas, o palácio presidencial e o canal estatal de televisão.
“Ouvi um enorme estrondo e não me apercebi do que era. Estava sentado numa sala. Era suposto ir aos estúdios de televisão para uma entrevista. A parede ruiu e várias tábuas de madeira cairam-nos em cima. Fiquei preso debaixo das tábuas. A seguir apercebi-me de que havia outras pessoas por terra e vi sangue a correr”, afirmou uma testemunha.
O que para uns é motivo de comemoração, para outros, junto comunidade curda, é motivo de preocupação.
A Suécia e a Finlândia vão aderir à NATO, mas para chegar à Aliança Atlântica tiveram de conseguir libertar-se de um veto turco.
Assinaram um memorando que responde às preocupações de Ancara, mas que deixa os curdos, que entendem que foram feitas demasiadas concessões, desconfortáveis.
Em entrevista à Euronews, o chefe da diplomacia finlandesa, Pekka Haavisto, tentou acalmar o clima de tensão.