BTB, 25/11/2024
Por Oliver JJ Lane
A nova repressão da França contra o cyberbullying, resultou em sete pessoas acusadas na “primeira onda” de prisões relacionadas a ataques online contra o criador da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris 2024, com temática LGBTQIA+.
Sete pessoas foram presas em diversas regiões da França nesta semana, acusadas de fazer ameaças de morte, insultos e de praticar cyberbullying contra figuras envolvidas nas Olimpíadas de 2024, incluindo principalmente o diretor artístico da criticada cerimônia de abertura, Thomas Jolly. A cerimônia chamou a atenção mundial por seus temas políticos e sociais explícitos, sendo amplamente criticada como “woke” e extravagante, além de considerada anticristã por muitos.
Os presos incluem seis homens com idades entre 22 e 79 anos e uma mulher de 57 anos. O jornal Le Figaro cita uma fonte da investigação que afirmou que “alguns” dos detidos tinham “perfis preocupantes”, e que um deles é supostamente visto pelo governo como um “instigador profissional de ódio”.
Meet the French Theater Director Behind the Olympics’ Drag Queens, Same-Sex Foreplay, Queer Last Supper Opening Ceremonyhttps://t.co/cKeyo8YvUV
— Breitbart London (@BreitbartLondon) July 27, 2024
A fonte deixou claro que outras pessoas que insultaram o criador da cerimônia de abertura das Olimpíadas e seus colegas também podem esperar a chegada de policiais em breve, declarando: “Esta é a primeira onda de prisões, haverá outras; os investigadores irão até o fim”.
A Associated Press, que descreveu a criação de Jolly como uma “audaciosa mistura de tradição francesa e expressão LGBTQIA+”, relatou que ele sofreu “abusos homofóbicos e antissemitas” devido à sua direção do espetáculo. Aqueles considerados culpados de cyberbullying podem enfrentar “possíveis penas de prisão e multas significativas”.
A investigação sobre os discursos de ódio contra a cerimônia das Olimpíadas foi liderada pelo Centro Nacional de Luta contra o Ódio Online (PNLH), e pelo Escritório Central de Combate a Crimes contra a Humanidade e Crimes de Ódio (OCLCH), da Procuradoria de Paris. Jolly, segundo relatos, apresentou uma queixa à polícia poucos dias após a cerimônia. Na época, a prefeita de Paris expressou seu apoio incondicional a Jolly, tendo declarado em resposta às críticas ao evento: “Que se danem os reacionários, que se dane essa extrema-direita, que se danem todos aqueles que querem nos aprisionar em uma guerra de todos contra todos”.
O PNLH é citado pelo governo francês como parte do “Plano Nacional para a Igualdade e o Combate ao Ódio e Discriminação Anti-LGBT”, uma iniciativa do presidente Emmanuel Macron lançada em 2017. O órgão é listado como parceiro na luta contra a “LGBTfobia”.
O procurador de Paris afirmou na sexta-feira que os ataques online contra a equipe criativa das Olimpíadas visavam supostamente “intimidar e silenciar expressões de inclusão”. As audiências para os detidos até o momento estão marcadas para o início de março de 2025.
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