18 de mar de 2019

Nova Zelândia – “Guerra ao Terror” e o desarmamento politicamente correto

Prólogo 


Antigamente, diziam que a Guerra ao Terror tomaria o lugar da emblemática Guerra Fria, e que ela tomaria todas as forças dos países ocidentais. Isso após o 11 de Setembro. Embora isso fosse verdade, o termo em si e sua lógica não tem muito sentido, se nós observarmos como se dá sua imprecisão. O Marxismo Cultural, que transporta a culpa do algoz para a vítima, fez com que os proponentes do Terror ficassem isentos dentro dessa guerra, e que suas reais motivações fossem vistas de uma maneira diferente. A Teoria Crítica transformou o terrorismo islâmico na resposta a opressão Ocidental, e os ocidentais em eternos culpados, que deveriam não reconhecer o terror islâmico como injusto e baseado em mentiras e hipocrisia, mas como sendo “oprimido vs opressor”, como a “resposta social” de uma nação uma vez oprimida pelos privilegiados. Com base nessa visão, pessoas na mídia, na academia, e no entretenimento disseminaram a visão de que o Ocidente sempre foi imperialista, escravagista e supremacista, e que tem uma dívida com os povos islâmicos. Mas somente o Ocidente.

Sendo assim, do 11 de Setembro aos atentados em Londres – passando pelos últimos atentados –, tudo é justificável pelo fato de supostamente nós, ocidentais, termos pilhado e explorado a “minoria islâmica”. Com base nessa visão, a extrema-esquerda no âmbito cultural criou o estereótipo do “homem branco e cristão”, que explora o meio ambiente impiedosamente, que impõe padrões morais e religiosos a sociedades tribais “felizes”, e que “oprime a mulher” e as minorias sexuais reprimindo seu comportamento por meio de “coerção” social. Toda a estrutura do Cristianismo e da filosofia Ocidental foi alvo da Teoria Crítica, e logo os direitos naturais passaram a ser “cultura de opressão e privilégio baseado na exploração”. Hoje eles denominam a defesa do direito natural e constitucional como sendo “supremacia”. A primeira-ministra neozelandesa realmente acredita nisso, e de tal forma, que ela acha realmente que a regulação das armas é um passo para coibir a violência, e garantir a segurança da comunidade, pois, segundo a sua visão marxista, a posse e o porte de armas são parte dessa cultura de “opressão” e "supremacia". 

Agora junte isso ao fato de que, para a esquerda ocidental, o Islã deve ser superprotegido, pois outrora foi explorado pelo “imperialismo supremacista” judaico-cristão nas cruzadas. Na visão de Jacinda, a primeira-ministra, as armas são um fator preponderante de ação dos “supremacistas”. Ela de fato acredita nisso, pois se declara uma social-democrata a favor de um estado grande e inchado. Os atos terroristas contra as mesquitas devem ser repudiados, sem dúvida, mas a clara distorção dos fatos para caber em uma narrativa a ser usada contra um grupo político sempre será o fator desestabilizador, que os esquerdistas nunca vão admitir. A mídia seguiu o roteiro, e culpou habilmente a “supremacia branca”, que é sinônimo de “qualquer conservador que se oponha a imigração ilegal ou exacerbada, ou que se opõe a Jihad islâmica”, de modo a criar a narrativa de que aqueles que denunciam ou expõe o Islã de forma crua incitam comportamentos como aquele. E tudo isso mesmo com o Manifesto do terrorista mostrando uma série de posições completamente contraditórias. Ao passar a narrativa, a mídia cumpriu a sua missão e, a primeira-ministra socialista, ao promulgar ações em favor do desarmamento, cumpriu a sua. Logo defender o direito ao porte e a posse de armas não será mais considerado um direito, mas "supremacia branca" e "incitamento ao ódio". 




Governo da Nova Zelândia toma decisões de princípio sobre reforma das leis das armas


Expresso, 18 de março de 2019




Tentativas anteriores para alterar a legislação falharam devido ao lobby das armas e à cultura de caça. Atentados a duas mesquitas em Christchurch fizeram pelo menos 50 mortos sexta-feira

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou esta segunda-feira que o seu Governo tomou decisões de princípio relativamente à reforma das leis das armas. Em conferência de imprensa em Wellington, Ardern prometeu mais detalhes antes de o Executivo se voltar a reunir dentro de uma semana. A decisão surge na sequência dos dois ataques a mesquitas em Christchurch, na sexta-feira, que fizeram pelo menos 50 mortos. 

Isto significa que no prazo de 10 dias desde este horrível ato de terrorismo teremos anunciado reformas que, acredito, vão tornar a nossa comunidade mais segura”, referiu, citada pela Euronews. A chefe do Executivo declarou ainda que será feita uma investigação ao que precedeu os ataques e o que poderia ter sido feito de forma diferente.

No domingo, a primeira-ministra já tinha prometido que as leis das armas seriam endurecidas. “Não podemos ser dissuadidos do trabalho que precisamos de fazer quanto às nossas leis das armas. Elas precisam de mudar”, disse.

APÓS EMISSÃO DE LICENÇA, PROPRIETÁRIOS PODEM COMPRAR QUANTAS ARMAS QUISEREM

A associação da polícia neozelandesa apelou à proibição das armas semiautomáticas, noticiou a Radio New Zealand. Tentativas anteriores para alterar a legislação falharam devido ao grande lobby das armas e a uma cultura de caça.

Estima-se que existam 1,5 milhões de armas de fogo detidas por privados no país. Todos os proprietários devem ter uma licença mas a maioria das armas individuais não precisa de estar registada – a Nova Zelândia é, de resto, um dos poucos países onde isto se verifica.

Segundo o site GunPolicy.org, a idade mínima legal para se ter uma arma no país é de 16 anos, ou 18 anos para armas semiautomáticas de estilo militar. Os requerentes de licença têm de passar por uma verificação de antecedentes criminais e registos médicos. No entanto, uma vez emitida a licença, os proprietários de armas podem comprar quantas quiserem.

“PERGUNTAS PARA SEREM RESPONDIDAS” SOBRE PAPEL DAS REDES SOCIAIS NA DIFUSÃO DE VÍDEO DE ATAQUE

As escolas e as empresas reabriram esta segunda-feira no país enquanto as homenagens às vítimas prosseguiam. O comissário da polícia Mike Bush anunciou um reforço da presença policial, com mais 200 agentes ao serviço.

O australiano Brenton Tarrant, um suspeito "supremacista" branco, foi acusado de homicídio no sábado e ficou em prisão preventiva sem recurso. Tarrant volta ao tribunal a 5 de abril.

A primeira-ministra disse que o suspeito enviou um manifesto para o seu gabinete nove minutos antes dos tiroteios. Um dos ataques foi parcialmente transmitido em direto no Facebook antes de ser removido. Há “perguntas para serem respondidassobre o papel das redes sociais na circulação deste vídeo, avisou ainda a chefe de Governo.

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Fonte:https://expresso.pt/internacional/2019-03-18-Governo-da-Nova-Zelandia-toma-decisoes-de-principio-sobre-reforma-das-leis-das-armas?fbclid=IwAR3Rl4F_WlekIG3FqkOANFs5EjTbfBx_jDKuih6pIv8kKfUQx5hK90Is_a8#gs.230y5r 

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