11 de fev de 2019

México – comunistas mexicanos articulam para colocar aborto e ideologia de gênero na nova constituinte

Andres Manuel López Obrador



Actuall, 11 de fevereiro de 2019. 




Eles buscam interpretar os direitos humanos por meio de uma “perspectiva de gênero” e promover o aborto por meio da “autonomia reprodutiva”. Nenhuma dessas questões foram promovidas durante a campanha eleitoral de López Obrador, mas fazem parte da agenda “Sánchez Cordero”. 

Entre as irregularidades que podem passar despercebidas pela opinião pública, o projeto de reforma da constituição a favor do aborto e da ideologia de gênero promovida pelo partido Morena do presidente mexicano, Andres Manuel López Obrador, sofreu dois contratempos graves na última semana. 

O militante do Morena, Porfirio Muñoz Ledo, presidente da Câmara dos Deputados e, portanto, do Congresso da União do México, apresentou a proposta da emenda constitucional que abriria as portas ao aborto, a ideologia de gênero, e o chamado “casamento gay”, a eutanásia e a legalização das drogas no país. 


Na última semana, devido à pressão pública enorme, especialmente por meio das redes sociais com a hashtag #NoAlaReformaPorfirio, o partido de López Obrador, que têm a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado, decidiu suspender a discussão das polêmicas propostas de Muñoz Ledo nas Comissões de Igualdade de Gênero e no Comitê de Pontos Constitucionais. 

Em uma entrevista com a CNA, Rodrigo Ivan Cortes, presidente da Frente Nacional para a Família (FNF), explicou que a reforma constitucional de Muñoz Ledo é “uma caixa de Pandora”, porque “introduz termos como livre desenvolvimento de personalidade, autonomia reprodutiva, igualdade substantiva e outros os quais ele tenta colocar na Constituição por meio de termos-chave que irão conduzir as coisas de maneiras concretas, como o aborto como um direito, até mesmo a eutanásia – o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a legalização do uso recreativo de drogas”

Muñoz Ledo propõe modificar os artigos 1 e 4 para que a interpretação dos direitos humanos seja “sob a perspectiva de gênero” e “igualdade substantiva”, com os artigos 3 e 123 elevando o “livre desenvolvimento da personalidade” como um direito humano ao status constitucional e o artigo 29 para estabelecer “autonomia reprodutiva”, “direitos sexuais abrangentes” e direitos iguais para todas as modalidades familiares.  

Cortes lembrou que nenhuma dessas questões foram promovidas durante a campanha eleitoral de López Obrador, mas parte do que ele chama de “Agenda Olga Sánchez Cordero”, referindo-se a atual secretária do Interior do México. 

O presidente da FNF advertiu que o fato de que a iniciativa de reforma constitucional é promovida por Muñoz Ledo “tem sua relevância”, porque como presidente da Câmara dos Deputados “quando se reúne ambas as câmaras ele se torna o Presidente do Congresso”. 

Ele também observou que “em uma reunião de Porfirio Muñoz Ledo com os grupos mais radicais da ideologia de gênero e pró-aborto, ele lhes disse que já não fazem tanto barulho, e que ia fazer tudo em um único conjunto de reformas e que eles nem se dariam conta, tornando-se seu paladino”. 

Cortes disse que Muñoz Ledo queria “fazer isso passar despercebido”, porque “eles fizeram a convocação, sem cumprir os regulamentos internos, na sexta-feira, 1º de fevereiro no fim de semana do SuperBowl, de modo a ser discutido na Comissão para a Igualdade no dia 5 de fevereiro, um feriado”. 

Isso muito delicado, pois fizeram isso de uma forma tão traiçoeira para estar em vantagem, para que ninguém pudesse fazer algo ou sequer notar”, disse ele.

 

No entanto, os cidadãos perceberam “e começaram a se mobilizar” disse ele, e lembrou que a hashtag #NoALaReformadePorfirio se tornou a primeira no TT nacional no Twitter

Em 07 de fevereiro, eles nem incluíram as propostas de Muñoz Ledo na agenda da Comissão de Pontos Constitucionais. 

No entanto, Cortes advertiu que “não vamos baixar a guarda”. 

Estamos fazendo uma campanha convocando todos os grupos relacionados à vida e à família, e estamos oferecendo a eles argumentos específicos para exigir que os legisladores tenham a responsabilidade de decidir”, disse ele. 


Com este material, disse ele, os cidadãos poderão procurar os legisladores de seus estados para “exigir que os representem e rejeitem a reforma de Porfirio”.


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