21 de dez de 2018

Colômbia – autoridades colombianas expulsam suposto espião do regime de Maduro

Carlos Manuel Pino de preto e agentes colombianos ao lado



Panampost, 20 de dezembro de 2018 






A Agência de Migração da Colômbia expulsou Carlos Manuel Pino García, que poderia ter servido como uma espécie de “espião” naquele país. Segundo o governo de Iván Duque, a presença de Pino “atentava contra a segurança nacional”. 

A presença no território nacional do senhor Carlos Manuel Pino García é negativa, já que as atividades realizadas por ele violam a segurança nacional, a ordem pública e a tranquilidade social na Colômbia”, informou a Agência de Migração da Colômbia. 

Enquanto o documento não fornece dados adicionais, o jornal colombiano El Tiempo constatou que veio das agências de inteligência a informação de que Pino, de 62 anos, participou de reuniões com cidadãos cubanos, na Nicarágua e Bolívia, em que os planos de desestabilização do tecido social e da ordem pública seriam postos em prática na Colômbia. 


A infiltração se daria em marchas dos estudantes e protestos em dos assentamentos de migrantes”, acrescenta a informação que eles também estavam atacando o projeto de lei que visa bloquear as empresas colombianas ligadas ao regime de Maduro, permitindo uma espécie de “Lista Clinton’. 

De acordo com essa informação, Pino, que atuou como assessor político da missão diplomática da Venezuela na Colômbia, estaria supostamente ligado a grupos que acompanham as redes abertas às atividades do Tribunal de Justiça no Exílio e a promotora no exílio, Luisa Ortega Díaz. 

Segundo o diretor da Agência de Migração da Colômbia, Christian Kruger, “toda a operação foi realizada dentro do marco legal a fim de evitar qualquer risco para a população colombiana". 

No entanto, Glória Flórez, esposa de Pino, membro do Colômbia Humano (movimento político de Gustavo Petro) e ex-congressista do Pólo Democrático esquerdista disse que isso é um falso positivo e negou todas as acusações. 

Meu marido é um funcionário da embaixada local e ele acompanhou o meu trabalho como advogado e líder político. Ele faz resumos de imprensa para a embaixada. Faz gestão para reuniões com políticos, jornalistas e outras pessoas. Ele é o pessoal de apoio da embaixada”, explicou Flórez em entrevista à W Rádio. 

Ele é um bode expiatório em reuniões tensas com a Venezuela. Meu marido pode ser vítima de uma complô. Eu lutarei contra esse falso positivo”, disse a ex-congressista. 

Quem é Carlos Manuel Pino García? 

Pino García é casado com Glória Inés Flórez, ex-deputada e secretária do Polo e secretária do governo de Alcaldía, do então prefeito Gustavo Petro entre 2014 e 2015. Além disso, teria sido associada a guerrilha colombiana. 

Segundo o jornal El Tiempo, em maio de 1999, uma operação militar nas selvas de Vichada resultou na renúncia de Josué Elíseo Prieto, conhecido como Esteban González, considerado o “Ministro das Finanças das FARC”: 
Durante a operação, o então brigadeiro general Francisco René Pedraza, comandante da Sétima Brigada do Exército, assegurou que junto com Prieto havia quatro cidadãos venezuelanos, supostamente ligados à guerrilha colombiana. Entre eles estavam Carlos Manuel Pino Garcia, Pedro Guzmãn Tambor, Miguel Salaar Hernández e Carlos Félix Zambrano. 
Na época, o governo venezuelano exigiu a deportação imediata dos cidadãos. Caracas afirmou que os quatro detentos não se conheciam e que dois deles estavam realizando investigações na universidade. Nessa data, Pino García tinha 44 anos e era funcionário da Universidade Central da Venezuela. 

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