22 de mar de 2019

Dinamarca em Colapso Abafado pela Mídia

Gatestone, 21 de março de 2019









  • A definição oficial de estatística sobre "descendentes" compreende apenas a primeira geração subsequente do primeiro imigrante. De modo que os dados oficiais não revelam a realidade de fato.
  • Se as estatísticas populacionais continuarem seguindo esse paradigma, os dinamarqueses autóctones, cuja taxa de natalidade é muito menor do que a dos imigrantes não ocidentais, se tornarão minoria por volta do ano 2.065. Segundo um levantamento realizado em 2017 pela Statistics Denmark, somente cerca da metade dos imigrantes não ocidentais entre 16 e 64 anos de idade estavam empregados (53% dos homens e 45% das mulheres).
  • Em 2017 um terço de todos os beneficiários que dependiam do sistema básico de bem estar social da Dinamarca eram imigrantes, configurando um salto de 82% em meros sete anos. Os dados mostram que as despesas públicas ligadas à imigração acabarão, no longo prazo, esfarelando o estado de bem estar social.


A maneira como a mídia retrata a Dinamarca como país hostil e desumano em relação aos migrantes é equivocada, para não dizer totalmente espúria.

Uma das razões desse quadro despropositado é o fato dele ser pintado pelo forte viés político dos jornalistas. Outra é que as estatísticas oficiais confiáveis da Dinamarca sobre o problema migratório no país são escassas e dificílimas de interpretar. Outro problema é a falta de levantamentos confiáveis, isso na melhor das hipóteses, na pior, são os dados propositadamente distorcidos.

A leitura a seguir mostra que em vez de estar mais relativamente livre das consequências da migração em massa do que outros países europeus como um todo e os países escandinavos em particular, a Dinamarca encontra-se em estado de colapso social. Não obstante as inúmeras leis de Copenhague que governam a migração e que afetam os imigrantes, o povo dinamarquês tem experimentado uma grande mudança cultural e política em seu tradicional modo de vida.

Projeções Populacionais

Em 1960 a população da Dinamarca era de 4.580.708 habitantes. Hoje a população soma 5.768.712 habitantes. O crescimento ao que parece se deve em grande medida à imigração.

Em 2016 a Statistics Denmark projetava que o país teria 507 mil imigrantes "não ocidentais" até 2060 e 342 mil "descendentes de não ocidentais."

No entanto enquadra-se na categoria "descendentes" apenas a primeira geração subsequente a do primeiro imigrante. De modo que os dados oficiais não revelam a realidade de fato.

Em 1989 a "The Danish Association", uma organização privada, publicou uma projeção alternativa como parte de uma edição especial do periódico do grupo Danskeren (setembro de 1989, p. 3, não está disponível na Internet.) O artigo publicado anonimamente, revela o grau de correção política e autocensura exigido na Dinamarca já naquela época prevendo que a imigração permaneceria relativamente estática, independentemente dos previsíveis e insuficientes esforços de endurecer a legislação. A previsão revelou ser até certo ponto, mas não totalmente, correta até o momento.

O artigo previa que haveria cerca de 1,1 milhão de imigrantes por volta de 2020, conforme pode ser constatado nas estatísticas atuais, caso seja incluída a terceira geração dos recém-chegados bem como o número provável de estrangeiros não registrados.

Se as estatísticas populacionais continuarem seguindo esse paradigma, os dinamarqueses autóctones, cuja taxa de natalidade é muito menor do que a dos imigrantes não ocidentais, se tornarão minoria por volta do ano 2.065. É altamente provável que isso aconteça, visto que os imigrantes retratados como "refugiados" continuam entrando no país além de outros, uma vez que familiares e "penetras" raramente têm condições de retornar aos seus países de origem.

Emprego e Bem Estar Social

Segundo um levantamento realizado em 2017 pela Statistics Denmark, somente cerca de metade dos imigrantes não ocidentais entre 16 e 64 anos de idade estavam empregados (53% dos homens e 45% das mulheres). Quando separados por países de origem, no entanto, vêm à tona diferenças monumentais entre os migrantes, visto que o índice de emprego ser particularmente baixo daqueles vindos do Iraque, Líbano, Somália e Síria.

Ao analisar os dados da Statistics Denmark, a Confederação dos Empregadores Dinamarqueses constatou que em 2016 a percentagem de imigrantes não ocidentais, que dependiam da assistência social, era de 41,5%, ao passo que apenas 17,5% dos dinamarqueses autóctones dependiam dos mesmos benefícios. Em 2017 um terço de todos os beneficiários que dependiam do sistema básico de bem estar social da Dinamarca eram imigrantes, configurando um salto de 82% em meros sete anos.

Os dados mostram que as despesas públicas ligadas à imigração acabarão, no longo prazo, esfarelando o estado de bem estar social.

Educação

De acordo com o mesmo levantamento de 2017 da Statistics Denmark, 49% dos descendentes de não ocidentais do sexo masculino e 70% do sexo feminino completaram cursos profissionalizantes em alguma área com vagas a empregos comparado com 73% de dinamarqueses autóctones do sexo masculino e 81% de dinamarqueses autóctones do sexo feminino.

Além disso, as crianças de etnia dinamarquesa pontuaram mais alto nos exames finais do que os filhos de imigrantes e seus descendentes de primeira geração (com notas de 6,7 para meninos e 7,4 para meninas, em comparação com 5,3 e 5,9 respectivamente para descendentes não ocidentais de primeira geração). Os que tiraram as piores notas foram os descendentes de primeira geração de pais imigrantes da Turquia e do Líbano.

Um levantamento de 2018 do Ministério da Educação da Dinamarca constatou uma discrepância parecida até em descendentes de migrantes de terceira geração. O estudo causou queda de braço, mas os resultados factuais permanecem. Eles indicam que muitos dos descendentes de imigrantes não ocidentais que estão há muito tempo na Dinamarca terão dificuldades em competir em uma sociedade ocidental moderna e altamente industrializada.

Lamentavelmente os levantamentos na Dinamarca cada vez mais acabam como o atual: se as autoridades publicarem algo que contradiz os contos de fadas dos bons-samaritanos, os jornalistas tomarão providências amedrontando o transgressor, de modo ele irá reformular o que disse sem corrigir diretamente suas palavras.

Economia

Segundo um estudo realizado em fevereiro de 2018 pelo Ministério da Fazenda da Dinamarca, a despesa anual líquida do governo com imigrantes não ocidentais em 2015 foi de 36 bilhões de coroas dinamarquesas, aproximadamente US$5 bilhões. Como há cerca de 5 milhões de dinamarqueses autóctones, o custo pago por cada indivíduo, na realidade, atingiu a casa dos US$1.000 por ano ou seja US$4.000 para uma família de quatro pessoas.

Esse dado no entanto se refere somente a orçamentos públicos diretamente relacionados aos imigrantes. Ele não inclui os adicionais indiretos de dinheiro público gastos com segurança pública, escolas, administração da previdência social e demais matérias relacionadas por conta da presença de imigrantes não ocidentais.

Não é factível, a longo prazo, financiar a disparada dessas despesas.

Criminalidade

Segundo o levantamento da Statistics Denmark, o índice de criminalidade em 2017 foi 35% mais alto entre os imigrantes não ocidentais do sexo masculino e 145% mais alto entre os descendentes de imigrantes não ocidentais do sexo masculino do que na população geral masculina da Dinamarca. Vale a pena lembrar que os dados são enganosos, uma vez que os descendentes de imigrantes de terceira geração são considerados dinamarqueses inclusive nesse contexto. Os descendentes de imigrantes do sexo masculino do Líbano, muitos dos quais são, segundo o levantamento, palestinos apátridas, seguidos por descendentes de imigrantes do sexo masculino da Somália, Iraque, Paquistão, Marrocos e Síria, são considerados os de mais alto risco de cometerem crimes.

Pesquisas de opinião

Foram realizadas enquetes no meio imigratório. A título de exemplo: em 2006 jovens adultos muçulmanos na Dinamarca mostraram ser mais religiosos que seus pais, metade deles chegou a pensar que a liberdade de expressão deveria dar lugar à reflexão sobre regras e tradições religiosas (relatado em Jyllands-Posten 21 de maio de 2006). Somente 59% dos muçulmanos acham que a constituição por si só deveria ser a base da legislação dinamarquesa. Acima de um terço dos muçulmanos na Dinamarca se sentem mais ligados aos seus países de origem do que à Dinamarca (Jyllands-Posten13 de maio de 2006). Quatro em cada dez meninos de origem turca e libanesa querem que sua mãe esteja em casa para cuidar da família e dos filhos (Jyllands-Posten12 de novembro de 2008). Cerca da metade dos muçulmanos entrevistados acham que Israel não tem o direito de existir. Outros levantamentos mostram o mesmo quadro deprimente.

Sequela Política

Não se deixe enganar pela propalada proibição do uso da burca que entrou em vigor na Dinamarca em agosto de 2018. Simplesmente porque foi raramente posta em prática, apenas 13 multas em meio ano. Além do mais, aqueles que se opõem à ideia de igualdade entre homens e mulheres são livres para irem aos países onde tais códigos de vestuário são bem aceitos.

Também não confie em outras histórias da mídia que se valem dos mesmos preceitos. Refugiados passando pelo inferno austral não são forçados a viver numa ilha remota. Somente criminosos estrangeiros "condenados por crimes, com ordem de deportação segundo os termos das sentenças" são enviados para aquele lugar. E eles até têm direito a passeios de balsa para o continente, sob o pretexto de que isso é necessário em decorrência de "convenções internacionais.

Os refugiados não são "despojados" de seus objetos de valor na fronteira. Joias e bens que excederem o valor de 10 mil coroas dinamarquesas (US$1.500) devem ser entregues às autoridades para ajudar a financiar os candidatos a asilo. Assim como os dinamarqueses não recebem nenhum provento da assistência social caso possuam objetos de valor que possam sustentá-los. As ações das autoridades de controle de fronteiras estão sujeitas ao controle dos tribunais.

Há um bocado de exemplos de desinformação patrocinado pela mídia na Dinamarca.

O clima político na Dinamarca é tal que até o ex-primeiro-ministro Poul Schlüter (que esteve no poder de 1982 a 1993), conservador, numa época em que houve um debate em 1989 no sentido de reverter a catastrófica legislação de imigração aprovada, foi impedido pelo Conselho Dinamarquês para Refugiados, organização privada porém fortemente subsidiada, de se encontrar com um representante da mais importante organização anti-imigração. [1]

Acima de tudo, devido em grande parte à mídia de esquerda, a maioria dos dinamarqueses não entende a gravidade do problema que o país está enfrentando por conta do influxo de não ocidentais, cujos filhos e netos em contingentes inquietantes, ao que tudo indica, não incorporam a cultura e os valores dinamarqueses e aparentam resistir à assimilação. Portanto, é altamente improvável que algum partido político que se oponha à imigração conquiste o apoio dos eleitores para influenciar a legislação o suficiente para atender às necessidades urgentes do país.

Ole Hasselbalch é professor de direito na Universidade de Aarhus na Dinamarca.

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