15 de jun de 2018

Suécia – Espião chinês preso por espionar exilados tibetanos para a China

Dorjee Gyantsan



The Local SC, 15 de junho de 2018



Um homem de 49 anos foi considerado culpado de espionar os refugiados tibetanos na Suécia em nome do regime chinês. 

Dorjee Gyantsan foi considerado culpado de se infiltrar na comunidade tibetana para transmitir informações sobre suas atividades pessoais e políticas aos oficiais de inteligência chinesa em troca de dinheiro. 

O tribunal do distrito de Sodertom, perto de Estocolmo, disse em seu veredito que Dorjee “realizou uma extensa operação que colocou pessoas de origem tibetana na Suécia e suas famílias no Tibete em risco significativo”. 


Ele foi sentenciado a 22 meses de prisão. 

Dorjee deixou a China por motivos políticos e fugiu para o Nepal em 1997, antes de obter uma permissão de residência na Suécia em 2002 como refugiado de reassentamento, segundo documentos judiciais. 

Nascido de uma mãe tibetana e pai chinês, ele posou no país escandinavo como um defensor da independência tibetana. 

O tribunal descobriu que Dorjee se encontrou com um oficial de inteligência chinês na Polônia, além de ter contato telefônico, para passar informações sobre a comunidade tibetana na Suécia. 


A espionagem ocorreu de julho de 2015 a fevereiro de 2017, quando ele foi preso. 

Na época de sua prisão, Dorjee acabara de voltar de uma viagem a Varsóvia e estava recebendo US $ 6 mil em dinheiro, que os promotores argumentam que era um pagamento por suas informações. 

Este é um crime muito sério. A espionagem afetou pessoas muito vulneráveis”, disse o promotor Mats Ljungqvist à AFP em abril. 

As pessoas que fugiram para a Suécia de regimes totalitários [comunistas] devem ser capazes de se sentir seguras e sentir que podem exercer sua liberdade protegida constitucionalmente para protestar contra um regime sem medo de perseguição ou ataques contra si mesmos ou contra as suas famílias”. 

Cerca de 130 tibetanos vivem no país escandinavo, segundo a organização Comunidade Tibetana na Suécia. 

Dorjee se declarou inocente e afirmou que não sabia que o chinês era um oficial da inteligência. Ele disse que planejava apelar do veredito. 

A prova da promotoria inclui testemunhos sobre os contatos de Dorjee com a comunidade tibetana, assim como seus registros telefônicos e de viagem. 

Pequim disse que “libertou pacificamente” o Tibete em 1951 e considera-o uma parte inseparável da China.

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