2 de dez de 2016

Suécia – A Suécia ameaça ação para parar o “ódio e as mentiras” no Facebook

Prólogo

O governo sueco pretende agora combater aquilo que chama de notícias falsas. A premissa de que o país é mal falado por distorções em suas ações institucionais é uma meia verdade, pois embora nem tudo o que seja dito do país pode ser levado como verdade, o descontentamento e alvoroço por notícias assim não é por nada, há algo por trás, algo que mexe com os sentimentos das pessoas até mesmo dentro do país para que as revoltem. 

O governo sueco alega que são as más notícias, ou, notícias falsas que geram a má fama e a insatisfação, mas são as próprias ações do governo que busca esconder os fatos impondo medo e rótulos como “fascista” ou “nazista”, pelos tabloides e formadores de opinião bem pagos, que geram essa insatisfação do público, e a má fama, e não as supostas mentiras, mas fatos que são muitas das vezes distorcidos, ou varridos para debaixo do tapete. 

Por exemplo, um exemplo recente: saiu uma pesquisa noticiada pelo próprio The Local em que dizia que o público da Suécia tem pouca ou quase nenhuma confiança na polícia local. Principalmente nas capitais onde crimes de estupro são os mais altos, como na capital de Malmo, por exemplo, assim como em Estocolmo.
Antes dessa pesquisa feita e noticiada pelo The Local, o jornal havia trazido outra, na qual supostamente os suecos acham que a imigração era maravilhosa, e que ela torna o país mais forte, e que elas estão satisfeitas. Não me levem a mal: mas isso é uma contradição! Há uma pesquisa onde os suecos aceitam bem a imigração, e a acham proveitosa, e noutra, estão desconfiadas de sua polícia?

Outra questão é ainda outra pesquisa onde os suecos se dizem mais preocupados com o aumento da criminalidade do que dos impostos. Como podem estar satisfeitos com imigração, desconfiando de sua própria polícia, e ao mesmo tempo estando mais preocupados com a criminalidade, do que com o aumento dos impostos? 

Há muito tempo as mídias suecas e o próprio governo sueco tentam esconder o fato de que os imigrantes [muitos deles] são criminosos e sanguessugas do Estado sueco, e que têm mais privilégios que os suecos pagadores de impostos, que, aliás, são aqueles que mantém os privilégios deles.

Outra coisa é o anticristianismo: a questão das luzes de natal pode realmente ter uma explicação razoável, e ao ser noticiada, os fatos podem sim terem sido alterados; no entanto, isso não significa que não tenha havido algo nesse sentido, de boicotar a religião em nome de uma minoria. Há provas abundantes do anticristianismo da Suécia, não a nível estadual, mas a nível federal! Fora a própria igreja sueca que é uma verdadeira fonte de desesperança para quem quer ser um cristão. 

Na Suécia também há uma lei em vigor que põe os valores cristãos no limbo. Um país que contraria direitos de uns para satisfazer outros, não pode se dizer democrático. A Suécia é tudo, menos democrática hoje em dia, assim como os demais países escandinavos que tornaram-se mais anti-liberdade do que nunca.

A questão real não é que não existam notícias falsas ou mal dadas a respeito da Suécia, mas a questão real é o que exatamente o governo sueco considera falso? Algo que é explicito e vivido cotidianamente pelos seus cidadãos? Cujos centros policiais sempre tende a lidar? O governo sueco pode seguir em frente no afã de reprimir “notícias falsas”, pressionando até mesmo o inovador Facebook para lhe fazer o trabalho sujo, mas o seu intento confunde-se com o intento do jornalismo sério e da entrega dos fatos como eles são, cujo teor o governo quer evitar a todo custo. No fim, o governo sueco vai acabar usando os poderes repressores para tentar limpar as suas próprias merdas. 



The Local SC, 02 de dezembro de 2016. 


A Suécia poderia impor obrigações legais ao Facebook como um último recurso se a rede social não reprimir os discursos de "ódio" e "notícias falsas", ameaçou a ministra da cultura e da democracia. 

Alice Bah Kuhnke disse ao tabloide Expressen que ela pretende convidar os representantes do Facebook para vir à Suécia discutir o recente debate acusando a gigante mídia social de permitir que os seus usuários usem a plataforma para [supostamente] compartilhar notícias falsas e discurso de ódio sem fazer nada para reprimi-los.

O Facebook tem grande responsabilidade por seu produto e sua plataforma, tem responsabilidade por todas as coisas fantásticas lá, mas também pelo ódio e mentiras espalhadas por lá”, disse ela.

Eu estou convencida de que eles não querem ser uma arena para ameaças, ódio e notícias falsas”.

O debate sobre as notícias manufaturadas que circulam online e nas mídias sociais chegou ao epicentro durante a campanha eleitoral dos Estados Unidos, mas teve um impacto ainda mais amplo – por exemplo, na Suécia, onde relatos “falsos” foram recentemente compartilhados alegando falsamente que na Suécia foram proibidas as luzes de Natal por motivos religiosos.

Alice Bah Kuhnke em seu escritório. Reparem na bandeira "nada política" e imparcial dela. 

A ministra falou depois que o comediante e comentarista sueco Jonas Gardell escreveu uma carta aberta ao fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, instando-o a considerar a sua própria posição no chamado mundo pós-verdade e sugerindo que haja a nomeação de um editor em cada país que seria legalmente responsável pelo site.

E Bah Kuhnke sugeriu que ela não se opunha a legislar contra o Facebook como um último recurso, se ele não tomar medidas ativamente para parar os seus usuários de compartilhar o discurso de ódio ou conteúdo “falso”.

“Há muitos que veem que ele cruzou a linha, mas todos nós queremos que o processo de mudança seja voluntário. Se isso não tiver sucesso, somos muitos os governos e ministros nos países nórdicos que estão preparados para dar o próximo passo”, ela disse ao Expressen.

Quando lhe perguntaram o que seria, ela disse: “O próximo passo seria desenvolver ações a executar, mas também interferiríamos nas liberdades e oportunidades que temos usado. Não é uma estrada que queremos trilhar, eu realmente quero enfatizar isso, mas não podemos nos manter indefesos diante do ódio”.

O The Local entrou em contato com a equipe de relações públicas do Facebook na Suécia. Zuckerberg escreveu em um post no mês passado que ele e sua equipe estavam trabalhando em uma estratégia para evitar o compartilhamento de “desinformação.”  

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