4 de mai. de 2016

Hungria e Polónia consideram que multas para quem recuse pedidos de asilo são "inaceitáveis"





SIC, 04/05/2016




A Hungria e a Polónia, contrárias ao sistema europeu de quotas para o acolhimento de refugiados, consideraram hoje que as multas propostas por Bruxelas para os países que recusem pedidos de asilo são "chantagem", "inaceitáveis" ou "uma piada".A Comissão Europeia propôs hoje que os Estados-membros da União Europeia (UE) que recusem aceitar a quota de refugiados que lhe foi atribuída sejam obrigados a pagar uma "contribuição solidária" de 250.000 euros por cada pedido de asilo rejeitado.
 
"É chantagem, é inaceitável e é um tipo de proposta não-europeia", disse à imprensa o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, após uma cimeira de países do centro e leste da Europa em Praga.
"O conceito de quotas é um beco sem saída e eu gostava de pedir à Comissão para não levar isto para um beco sem saída", acrescentou o ministro.

Já o homólogo polaco, Witold Waszczykowski, afirmou ter "dúvidas se é uma proposta a sério", por considerar que "parece uma piada do dia das mentiras".

Os quatro países do chamado Grupo de Visegrado -- Eslováquia, Hungria, Polónia e República Checa -- opõem-se ao mecanismo europeu de fixação de quotas para a distribuição dos refugiados pelos seus membros.

A Hungria e a Eslováquia recorreram nomeadamente ao Tribunal de Justiça do Luxemburgo para contestar o mecanismo e Budapeste conta ainda levar a questão a referendo, afirmando que o sistema viola a sua soberania nacional.

Nota do editor 

No tocante a Viktor Orbán, eu sei que ele o faz não por patriotismo, mas por conveniência política para a crise política que a União Europeia enfrenta, e uma ainda maior, a qual deverá enfrentar. Orbán tem 10 bilhões de motivos para poder ser contra as quotas de refugiados, mas não por motivos nobres, creio eu. Já a Polônia, para mim, torna-se uma incógnita, pois o país faz parte da OTAN, e para poder manter-se segura, precisa se entender com os seus homólogos europeus, mesmo se tratando de psicopatas suicidas que aceitam de modo indiscriminado estrangeiros na zona de Schengen. A integração dos países da Europa Oriental pode não significar nada para os avarentos, mas num sentido de estabilidade, no pós-guerra, torna-se uma questão imprescindível que eles se mantenham do lado ocidental. No entanto, conforme o Oriente Médio arde, o fluxo de refugiados não para, e a crise política na União Europeia se estende. A Polônia deve ser prudente, rejeitar quotas impositivas, mas afastar-se de Orbán e dos russos. Ou não dar margem para que eles lhes estendam a mão.

 

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