1 de abr. de 2016

Cerca de 4.000 europeus juntaram-se a grupos extremistas







CM, 01/04/2016




Bélgica, Reino Unido, França e Alemanha são os principais fornecedores de jihadistas.

Cerca de 4.000 europeus viajaram para a Síria e Iraque para se juntarem a grupos extremistas, a maioria dos quais são de apenas quatro países da União Europeia (UE), segundo um estudo divulgado esta sexta-feira.

Dos 3.922 a 4.294 combatentes estrangeiros que se calcula serem de Estados membros da UE, 2.838 vieram da Bélgica, Reino Unido, França e Alemanha, informou o Centro Internacional de Contraterrorismo em Haia.
Utilizando dados fornecidos por 26 dos países do bloco europeu, o centro de reflexão independente determinou que cerca de 30% já regressaram a casa e que à volta de 14% foram mortos em combate.

O centro descobriu ainda que não existe "um perfil claro" de combatente estrangeiro. Cerca de 17% do grupo eram mulheres e até 23% eram convertidos ao islamismo.

Mais de 90% vieram de grandes áreas metropolitanas, bastantes dos mesmos bairros sugerindo que o "processo de radicalização" é curto e "frequentemente envolve círculos de amigos que se radicalizam como grupo e decidem partir em conjunto para a Síria e Iraque".

O relatório - realizado antes dos atentados de 22 de março em Bruxelas - reitera que a Bélgica conta com o maior número de combatentes estrangeiros 'per capita' da União Europeia.

Reforço da segurança nacional e controlo fronteiriço

Entre setembro de 2014 e setembro de 2015 existiriam cerca de 30.000 combatentes estrangeiros de 104 países no Iraque e na Síria.

"Especialistas e responsáveis da administração têm vindo cada vez mais a alertar para o potencial de ameaça à segurança que tal pode colocar à Europa e não só", refere o relatório.

Segundo o Centro Internacional de Contraterrorismo, embora os países europeus tenham reforçado a segurança nacional e os controlos fronteiriços, apenas em nove tornar-se um combatente estrangeiro foi criminalizado.

Também são poucos os países que têm qualquer tipo de programa de reintegração para os que regressam das zonas de conflito.

Além disso, a mudança de padrão dos combatentes estrangeiros, incluindo a radicalização de mulheres e dos muito jovens, assim como dos com possíveis problemas mentais, ainda não se traduz em políticas orientadas.

O Centro Internacional de Contraterrorismo recomenda que a UE crie um sistema de informação interno, considerando existir "uma clara necessidade de um enquadramento efetivo (e centralizado) de monitorização e avaliação" para analisar o impacto das políticas existentes.
Nota do editor

Além de trazerem para dentro os que serão mais tarde os soldados mais cruéis do terrorismo, os países europeus, por meio de sua veia “humanitária” e “tolerante” permitem que se prolifere por entre os bairros, as mesquitas, e centros de recrutamento, assim, fazendo com que os seus jovens além de dhimmis, se tornem também assassinos em massa.

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