4 de nov. de 2026

"Clínicas de extermínio": nova e perturbadora indústria se espalha silenciosamente pelos EUA




ZH, 02/11/2026



Por Tyler Durden



Uma nova e controversa indústria está gradualmente se estabelecendo em diversas partes dos Estados Unidos. Segundo o Daily Mail, as chamadas “clínicas do me mate” estão cobrando milhares de dólares de pacientes com doenças terminais para pôr fim às próprias vidas.

Em Nova York, onde o suicídio assistido se tornou legal em agosto, uma clínica exclusiva chamada Quietus está cobrando dos pacientes até US$ 12 mil para ajudá-los a encerrar suas vidas. A clínica foi fundada por David Atkins, ex-profissional de cuidados paliativos que passou mais de uma década vivendo em templos budistas na Coreia do Sul. Atkins disse ao Daily Mail que 15 pessoas já morreram por meio dos serviços de sua clínica, enquanto outras 40 a 50 entraram em contato com a empresa ou foram encaminhadas a ela.

“Você toma esse corpo emprestado do universo. É como um carro alugado e, em determinado momento, precisa devolvê-lo”, afirmou Atkins.

Os pacientes recebem a prescrição de uma combinação letal de medicamentos, que devem consumir em casa. Geralmente, perdem a consciência em poucos minutos e morrem dentro de uma hora. No entanto, há relatos de pessoas que levaram horas ou até mesmo dias para morrer.

A Quietus cobra US$ 11 mil por seus serviços, além de outros US$ 1 mil pelos medicamentos. Empresas concorrentes na Califórnia e no Novo México anunciam preços que variam de US$ 2.500 a US$ 3 mil. O surgimento dessas clínicas provocou preocupações de que o suicídio assistido esteja se transformando em um negócio lucrativo, com críticos alertando que os incentivos financeiros podem colocar pacientes vulneráveis em risco.

“Infelizmente, não é nenhuma surpresa ver clínicas do ‘me mate’ surgindo em Nova York, porque a maioria dos médicos não quer nem chegar perto do suicídio assistido”, disse Jessica Rodgers, da organização Patient's Rights Action Fund, ao Daily Mail.

Rodgers acusou alguns prestadores desse tipo de serviço de estabelecerem suas atividades “para obter lucros exorbitantes às custas de pacientes assustados”.

Atkins rebateu as críticas, insistindo que sua clínica já recusou pacientes que não estavam em estágio terminal e, em vez disso, os encaminhou para receber assistência em saúde mental. “O objetivo é que aqueles que podem pagar por isso compensem os custos daqueles que não podem”, afirmou.

De acordo com a legislação de Nova York, os pacientes precisam ser adultos com doenças terminais e expectativa de vida de seis meses ou menos, passar por uma avaliação de saúde mental e administrar os medicamentos letais por conta própria. No Canadá, onde a prática foi legalizada em 2016, 16.499 pessoas receberam assistência médica para morrer em 2024, o equivalente a 5,1% de todas as mortes registradas no país, segundo dados do governo.

Diferentemente do que ocorre em Nova York, os canadenses já não precisam ter uma doença terminal para se qualificarem ao procedimento. Essa possibilidade há muito tempo desperta preocupações entre os opositores da prática, que questionam até que ponto os critérios de elegibilidade poderão ser ampliados no futuro.

Alguns dos casos que vêm à tona no Canadá são simplesmente aterrorizantes.

Como noticiamos em setembro, uma avó cristã de 83 anos de Ontário, Brigitte Stegemann, teria sido submetida à eutanásia neste verão, por meio do programa canadense de Assistência Médica para Morrer (Medical Assistance in Dying — MAID). Sua família afirma que ela nunca deu seu consentimento final.

Familiares alegam que Stegemann, uma cristã devota, já havia recusado o MAID por considerar que a prática contrariava sua fé. Uma primeira tentativa de uma enfermeira de inserir um acesso intravenoso fracassou, deixando sangue sobre Stegemann, sua roupa de cama e o chão. Quando o médico chegou e perguntou sobre a administração de um “medicamento”, sua neta, Kranendonk, afirmou que a avó não falou, não assentiu com a cabeça nem abriu os olhos, enquanto mantinha as mãos unidas em oração. O médico prosseguiu com a eutanásia, e Stegemann morreu em aproximadamente dez minutos.

Os profissionais de saúde envolvidos sustentam que Stegemann consentiu legalmente com o procedimento, e a polícia de Belleville confirmou que há uma investigação em andamento.

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Fonte:https://www.zerohedge.com/medical/kill-me-clinics-disturbing-new-industry-quietly-spreads-across-america 

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