EDT, 27/02/2023
Por Jon Fingas
A empresa também está criando uma equipe dedicada à IA generativa.
A Meta está se juntando ao Google, Microsoft e outros grandes nomes para apoiar a IA no estilo ChatGPT. Mark Zuckerberg revelou que sua empresa planeja desenvolver "personas de IA" a longo prazo. Atualmente, está investigando ajudantes para vários formatos de mídia. Você pode ver recursos avançados de bate-papo no Messenger e no WhatsApp, ou filtros e anúncios exclusivos do Instagram. Vídeo e conteúdo "multimodal" também podem se beneficiar, diz Zuckerberg. Num futuro próximo, você verá uma ênfase em ferramentas para criação e expressão.
A gigante da mídia social também está reunindo suas equipes de IA generativa em um único grupo para ajudar a "turbinar" os esforços no campo emergente, acrescenta o executivo. Ele não fornece mais detalhes e adverte que há "muito trabalho fundamental a ser feito" antes que os projetos mais avançados sejam concretizados.
A empresa não é nova em algum nível de IA voltada para o usuário. Ela introduziu chatbots no Messenger em 2016, por exemplo. No entanto, isso representa uma expansão significativa e não é surpreendente, dado o foco crescente do setor em IA generativa. Gigantes da Internet como o Google supostamente sentem a pressão competitiva do ChatGPT da OpenAI, já que teoricamente poderia prejudicar sua área de busca (pesquisa) e outros negócios importantes. Zuckerberg disse durante a última teleconferência sobre os resultados (de negócios) da Meta que queria que a empresa fosse uma “líder” em IA generativa, mas isso também pode representar uma ferramenta defensiva.
A mudança não vem em um grande momento, no entanto. As receitas da Meta ainda estão diminuindo, e seu pivô para o metaverso está custando bilhões de dólares em sua unidade Reality Labs. Recentemente, a empresa cortou mais de 11.000 empregos para cortar custos e enfrentar uma economia difícil. Enquanto plataformas como Facebook e Instagram continuam ganhando usuários, a empresa não é tão estável quanto antes.
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