21 de ago de 2018

El Salvador rompe relações diplomáticas com Taiwan por pressão da China




Observador, 21 de agosto de 2018 


Por David Chang 


Esta rutura significa que apenas 17 Estados, incluindo o Vaticano, reconhecem a ilha, com um Governo autônomo da China desde a revolução comunista de 1949.

Taiwan anunciou esta segunda-feira o corte de relações diplomáticas com El Salvador, que vai reconhecer a China, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros da ilha, Joseph Wu. Wu condenou a atitude da China e denunciando a “diplomacia do dólar” de Pequim, que pretende atrair os aliados da ilha, com ajuda financeira e investimento.


Esta rutura significa que apenas 17 Estados, incluindo o Vaticano, reconhecem a ilha, com um Governo autónomo da China desde a revolução comunista de 1949. O El Salvador é o terceiro país em 2018, a abandonar Taiwan para beneficiar da cooperação com a China. Em maio passado, o Burkina Faso rompeu as relações diplomáticas com Taipé, depois de a República Dominicana ter anunciado, em 01 de março, a rutura com Taiwan.

Em dezembro de 2016, São Tomé e Príncipe também rompeu relações diplomáticas com Taiwan e passou a reconhecer a República Popular da China. Após a rutura do Burkina Faso, a Suazilândia é o único país africano a manter relações com Taipé. Desde 2000 que diversos países africanos, incluindo o Chade e o Senegal, que recebiam ajudas de Taiwan, romperam as suas relações com a ilha para beneficiar da cooperação chinesa. Pequim tem exercido forte pressão internacional para isolar as autoridades de Taiwan, que considera parte integrante do seu território.

Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista tomar o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China, mas Pequim considera-a uma província chinesa e ameaça usar a força caso declare independência.

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