6 de jul de 2016

Outros votos na região italiana reconhece a Criméia como sendo de possessão russa - Putin e os fantoches de "direita"

Prólogo

Vladimir Putin e sua incrível fábrica de fantoches políticos

O líder do partido político, Lega Nord, Matteo Salvini já anda no meu radar faz algum tempo. Salvini, como podem ver nada mais é do que um fantoche de Vladimir Putin, e um assíduo militante político anti-imigração; o que não é um crime. Como é de conhecimento de todos, eu sou contra a imigração desenfreada, pois sei que ela pode acarretar problemas como questões do aumento da criminalidade e do terrorismo. Isso é óbvio! Qualquer um com cérebro também chegaria a essa conclusão. No entanto, algo com o que eu não concordo e que infelizmente, muitas pessoas não têm prestado atenção, são líderes que fazem uso dessa questão para promover figuras políticas espúrias, travestidas de patriotas. Esse é o caso de Matteo Salvini da Liga Nord que promove rotineiramente Vladimir Putin. O problema de Salvini, é que ele não está sozinho. A chamada “extrema-direita” – um termo que continuo usando aspas para não generalizar – é, praticamente toda ordenhada por influência do Kremlin.

Já falei a respeito de figuras de "direita" que em certos aspectos até são conservadoras, mas que defendem um regime antidemocrático à custa dos temores legítimos da população, fazendo-a crer que certa figura política [no caso o Putin] está realmente sendo injustiçada, quando muito ela está se aproveitando dos temores dos outros, para acobertar os seus crimes, e com a ajuda dos seus fantoches políticos. A Lega Nord, tal como o UKIP de Nigel Farage militante pró-Brexit faz este papel, assim como o partido Front National de Marine Le Pen. O Brexit sem dúvida alguma foi um evento histórico, e de importância sem igual para a política atual e dos próximos anos. Mas isso não significa que aqueles que pretendem se mostrar como protagonistas, ou que são apontados como tal realmente são pessoas boas com boas intenções. O fato de Salvini estar fazendo lobby em diversos parlamentos regionais pelo levantamento das sanções já é uma amostra e tanto de sua lealdade. Do mesmo modo, Nigel Farage, Le Pen, Norbert Hofer, Geert Wilders, entre outros. 


Para a infelicidade de Salvini [se é que ele sentirá vergonha disso um dia], a Rússia de Vladimir Putin pelo seu histórico não pode ser tida como “combatente do terrorismo”, visto que a própria patrocina ele via armas para países ditatoriais tais como Irã, Venezuela, China, Coreia do Norte e Cuba. Fora as ligações de tais países com o crime organizado, tal como o próprio governo de Moscou. O que podemos tirar disso é que: se existe [ou existiu] um movimento conservador na Europa, este já está soterrado, pois defensores do totalitarismo que se travestem de conservadores “patriotas”, realmente, não podem ser levados a sério. Esse é o caso de Salvini da Lega Nord, e de sua patota que se opõe a imigração, mas defende a Rússia.    


Líder da Lega Nord (Liga Norte) Matteo Salvini


UT, 06 de julho de 2016. 

Depois de Vêneto e Ligúria, Lombardos aprovou uma resolução sobre o levantamento das sanções contra a Rússia [ênfase]
O Conselho regional da região norte da Itália, Lombardos, aprovou uma resolução não vinculativa, reconhecendo a Criméia como parte da Rússia. O documento também pede ao governo central para elaborar um plano para levantar as sanções de Moscou, relata a agência de notícias local IL Giorno

O reconhecimento da autodeterminação do povo da Criméia e o cancelamento das sanções impostas contra a Rússia são uma moção, aprovada pelo Conselho de Lombardos”, diz o artigo
Assim como resoluções anteriores, aprovadas por Vêneto e Ligúria, esta foi iniciada por um partido político regionalista Lega Nord (Liga do Norte), conhecido por se opor a política rigorosa da União Europeia em relação à Rússia. 
De acordo com o documento, os legisladores regionais querem retomar o diálogo com a Rússia para “reforçar a segurança internacional e a luta contra o terrorismo”. 
IL Giorno também afirma que, as restrições econômicas contra a Rússia têm causado o prejuízo de 3,6 bilhões à exportação da Itália, incluindo 1,18 bilhões de euros para a economia de Lombardos, principalmente no setor industrial. 
O governo italiano já havia batido as resoluções e se recusou a rever a sua política relativa à Federação Russa. 

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