27 de mai. de 2016

Sobrevivente do Bataclan rebate “islamofobia” do cantor Jesse Hughes – exercendo o politicamente correto após um ataque terrorista

Prólogo


Segundo essa acéfala, ele ter visto os muçulmanos celebrando, e ter reportado isso a imprensa é um modo de pregar o ódio, e não honra as vidas daquelas pessoas desarmadas pelo estado francês, e nem apaga o trauma, daqueles que viram os terroristas apontar suas AK-47, enquanto os seguranças não deviam ter nem uma lanterna. É bom postar sobre essa cidadã, para que as pessoas vejam que ela não é uma francesa, mas uma estrangeira – o que prova que o politicamente correto é universal, e que a imbecilidade pode entrar numa espécie de uníssono com outros que também são adeptos. 

Se dependesse dela, e do seu namorado frouxo, ambos estariam mortos, pois ao que tudo indica por sua fala, também é contra o porte de armas. E o seu namorado idiota de igual forma, pois prefere choramingar como uma garotinha, ao invés de enxergar a realidade. Mas pelo visto, o Feminismo de sua namorada está o tornando impotente.






SkyNews, 27 de maio de 2016. 



Katie Healy, que foi pega nos ataques de Paris critica o vocalista do Eagles of Death Metal, Jesse Hughes por “islamofobia”. 

Isso ocorreu depois que o músico norte-americano afirmou em uma entrevista que ele viu “muçulmanos celebrando na rua durante o ataque” os chamando de “terroristas”, por aquele dia fatídico na sala de concertos em 13 de novembro, durante a apresentação da banda. 

Katie Healy já escreveu uma carta aberta ao Hughes:

“Os meus pelos se arrepiam sobre minha pele quando eu percebo que estava no Bataclan com o meu agora noivo, David.
Estávamos de pé próximos da porta por onde os terroristas entraram.


Agora, eu acho desagradável e desnecessário que você, o vocalista do Eagles of Death Metal, cause ainda mais dor e sofrimento com sua entrevista mais recentes acerca de Paris. 
Estou magoada e confusa com suas reivindicações. Sua islamofobia aberta e incitação ao ódio são imperdoáveis – o que aconteceu com ‘paz, amor, e Death Metal? 
Quando você fala, o mundo ouve. Há uma fascinação mórbida com o terror e todas as suas palavras têm peso. Posso simpatizar com o seu trauma. Eu também vivi aqueles males inimagináveis – garças à bravura de meu noivo, que me protegeu com o seu corpo. Às vezes, a culpa do sobrevivente entra em ação e a dor é indescritível. 
Eu vi os terroristas explodindo do lado de dentro, e eu nunca vou esquecer de ver ter visto ao meu redor um homem pulverizando uma multidão com balas de forma indiscriminada. 
Os flashes de luz, o som ensurdecedor, o gosto imediato de sangue na boca e o cheiro de mil fogos de artifício explodindo debaixo do meu nariz. 
As vidas roubadas das pessoas em segundos. Corpos dos mortos e feridos caindo no chão antes que os gritos começassem. 
Nós não caímos antes dos terroristas como os deuses, como você reivindica. Estávamos presos e sendo mortos a tiros.
Lembro-me de ter deitado no chão encharcado de sangue, mantendo contato visual com um homem que estava morrendo. 
Eu queria que ele visse meu roso em foco – eu não queria que ele visse o que o rodeava. 
Eu estava constantemente dizendo a David para manter a calma, eu dizia para ele que o amava. Precisávamos olhar a morte. Nós não podíamos nos mover. 
Nós não estávamos nos entregando à morte – nós estávamos tentando sobreviver. Nós lutamos por nossas vidas como tantos outros – nós apenas tivemos sorte. 
Você não precisa ser um aficionado em armas para entender o que estava acontecendo – era muito aparente. 
Dizer que havia um grupo celebrando a investida armada, e a noção de que apenas os “caros maus” teriam sido mortos, para mim é ridícula. 
As pessoas estavam frenéticas. Bate medo em meu coração ao pensar no potencial das perdas de vidas. 
Suas palavras equivocadas eram ignorantes, incitando o ódio e rejeitando os sobreviventes e terrivelmente desrespeita aqueles que morreram. Eu vejo isso como um grito de socorro e intervenção. 
O meu noivo foi baleado para me proteger e, felizmente, ele sobreviveu. Ele lida com a dor constante e a incapacidade de viver uma vida ativa. Nossas vidas foram alteradas de forma irrevogável. 
Sabemos que somos sortudos. 
Nós nunca vamos esquecer aquela noite, mas não vamos permitir que a raiva nuble o nosso julgamento e nos transforme em pessoas cheias de ódio. Onde há vida, há esperança e eu nunca vou perder isso de vista. 
Eu já não posso apoiá-lo, não concordo com suas crenças de todo o meu coração, mas eu
lhe desejo tudo de bom.
Atenciosamente,
Katie Healy”.


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