27 de abr. de 2016

Felipe VI vai convocar legislativas antecipadas para 26 de Junho

Prólogo.

Daí você percebe que a Europa está numa situação ridícula, quando o Rei, uma figura sem igual numa nação como a Espanha tem que se mobilizar, para agilizar eleições, ou para poder fomentar acordos entre partidos de esquerda e direita, para que governe o país numa coalizão – um país, que é um dos berços do catolicismo, e que no passado, enfrentou uma sangrenta guerra civil promovida por ateístas revolucionários, aos gostos do Podemos, o partido patrocinado pelo Irã e a Venezuela de Hugo Chávez. Tal como a Espanha, Portugal também está na mesma, com uma oligarquia de esquerda no poder. A cultura e os valores já eram! Já se foram. O que resta agora é ser governado por incompetentes e suicidas culturais. 

E, tanto Portugal, quanto a Espanha pretendem trazer “refugiados” muçulmanos. Portugal ainda recebe poucos deles, mas a Espanha já deteve centenas que estavam diretamente ligados ao grupo terrorista Estado Islâmico. Iglesias acha que o país pode muito bem receber um número sem precedentes, para que possam fazer justiça social, com o dinheiro do contribuinte, e assim se sentirem satisfeitos. A monarquia espanhola parece satisfeita em arbitrar a destruição do país e de sua cultura.


Felipe VI e Mariano Rajoy

Publico, 27 de abril de 2016.

Por JORGE ALMEIDA FERNANDES

Sem surpresa, os espanhóis voltam às urnas. Foram quatro meses dominados pelo tacticismo num país onde se cruzam inúmeras crises. As sondagens não prevêem mudanças drásticas no tabuleiro político.
Felipe VI comunicou ao fim do dia que, à falta de um acordo entre os partidos, dissolverá as Cortes na terça-feira e convocará eleições antecipadas para 26 de Junho. É a primeira vez na Espanha democrática que tal acontece. O Rei constatou que, ao fim de quatro meses, nenhum partido reúne a maioria necessária para poder ser investido. O prazo para um acordo expirava a 2 de Maio mas a terceira ronda de consultas ontem realizada foi inútil. A decisão foi comunicada ao presidente do Congresso, Patxi López. A Casa do Rei informou também que Felipe VI não indicaria nenhum nome para tentar formar governo.
De manhã, e depois de uma iniciativa do Compromís valenciano (coligação de esquerda que se separou do Podemos e conta com 4 deputados), os socialistas apresentaram uma proposta de “última hora”, rapidamente anulada. Seria um governo de unidade de esquerda “à valenciana”, dirigido pelo Partido Socialista (PSOE) e integrando independentes próximos dos vários partidos de esquerda. Prometia submeter-se a uma moção de confiança ao fim de dois anos. Mas isto implicava a adesão do Cidadãos, (C's) que imediatamente recusou a solução: “Podemos e Cidadãos já manifestaram a sua incompatibilidade”, respondeu o vice-presidente, José Manuel Villegas.
O líder socialista, Pedro Sánchez, recusava um executivo sem o apoio do Cidadãos, com quem fez um pacto de governo, que lhe é vital para poder afirmar que não quer um governo esquerdista mas de centro-esquerda.


Depois da audiência com o rei, também Albert Rivera, líder do Cidadãos, declarou-se convencido de que a Espanha estava “condenada a eleições”. Desvalorizou as propostas do Compromís: “Vi três páginas para governar a Espanha com seis partidos distintos.” Concluiu: “A Espanha é uma democracia sã e cabe aos espanhóis decidir como termina isto e o papel de cada um de nós.”
Seguiu-se Pablo Iglesias, que centrou as críticas no PSOE por ter dito “não” a um “governo à valenciana” para não romper com o Cidadãos. Atacou pessoalmente Sánchez: “A política não é um casino nem um jogo de póquer. Temos de ser sérios e coerentes.”
Sánchez e Mariano Rajoy foram os últimos a ser recebidos. O líder socialista leu no fim uma declaração. Reconheceu que haverá novas eleições e acusou dois adversários. “Sofremos um duplo bloqueio, o do senhor Rajoy e o do senhor Iglesias. O de Rajoy entendo-o, porque queremos mudar as suas políticas. O de Iglesias parece inexplicável. Os espanhóis exigiam-nos mudança que não fosse património de uma única formação política, mas agora vamos a uma repetição eleitoral, por falta de vontade do senhor Iglesias (...) que sobrepôs a ocupação de cargos à mudança. Nunca quis pactuar com o PSOE.”
Esta troca de galhardetes anuncia uma das faces da duríssima campanha eleitoral que se anuncia e em que o PSOE e o Podemos — talvez aliado à Esquerda Unida — disputarão a hegemonia da esquerda e da oposição ao Partido Popular (PP). Sánchez e Iglesias jogam ambos as suas lideranças.
PP quer eleições
Rajoy repetiu o que disse ao rei em Fevereiro quando recusou o encargo de formar governo: “Fiz-lhe saber que não tenho apoios para ser candidato à Presidência do Governo.” Lamentou que o PSOE e o Cidadãos não tenham aceite a sua proposta de grande coligação “como na Alemanha. (....) Seria um governo apoiado por partidos em que pensam do mesmo modo sobre temas fundamentais, como a unidade de Espanha ou a política europeia. (...) O PSOE quis pactuar com dois ao mesmo tempo: com o Podemos e com o Cidadãos. Como era previsível não chegaram a parte nenhuma e os resultados estão à vista.”
O PP desejava as eleições. A sua estratégia, escreve Enric Juliana, director-adjunto do La Vanguardia, consistirá no apelo ao voto útil para recuperar sufrágios perdidos para o Cidadãos e para a abstenção. Tentará polarizar o debate contra a “ameaça” Podemos, “em detrimento dos desorientados socialistas”.
Confrontado com um elevado desgaste político decorrente dos escândalos de corrupção, não tem ilusões em obter uma grande votação. As sondagens não prevêem uma mudança drástica do tabuleiro político. O objectivo será obter uma vantagem negocial, colocando o PP “em melhores condições para pressionar o PSOE a favor de uma grande coligação” ou, se não for possível, forçá-lo à abstenção de modo a viabilizar um executivo PP-Cidadãos.

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