31 de mar. de 2016

Proliferação e nova corrida às armas dominam cimeira nuclear

Prólogo. 

Barack Obama prepara o palco para mais um show de demagogia. No período em que o Irã estava supostamente implementando o seu programa nuclear, Obama recuou, não permitindo que Israel atacasse as bases nucleares do Irã. Bush, anos antes, também havia recuado. Durante esse período de 2010 a Rússia estava auxiliando os iranianos, com todo o aparato essencial para construir fábricas e moldar a tecnologia como bem entendesse. No fim, o programa acabou sendo mais de ressarcimento, do que nuclear. 

Desde esse período Israel alertava os Estados Unidos de Obama para a ameaça, mas não recebeu a resposta desejada para intervir. Então, dois anos depois o governo israelense se decidiu, e resolveu avisar com antecedência os Estados Unidos e o Pentágono que iria atacar as bases nucleares do Irã, com ou sem o seu consentimento. Foi daí que surgiu Sargei Lavrov, o Ministro de Relações Exteriores avisou que se Israel atacasse o Irã, aquilo consignaria numa atitude terrível e precipitada, e que a Rússia se veria obrigada a agir. Foi uma ameaça direta a Israel e o seu aliado, os Estados Unidos. 

Bom, como sempre acontece, e eu creio que vocês já imaginam, Obama agiu com a disposição dum juiz que recebeu suborno antes do jogo começar: Obama não fez absolutamente nada. Israel, pelo contrário foi ameaçado pela administração Obama no lugar da Rússia. É por isso que eu acho bem engraçado que alguns americanos se dizem pró-Israel, e até mesmo alguns judeus também, sendo que os mesmos defendem Vladimir Putin que foi parceiro de Ahmadinejad, durante a sua empreitada atômica, e que agora é parceiro vitalício do regime dos Mulas do Irã. A Rússia ameaçou Israel, porque queria terminar o programa nuclear do país; embora alegasse que o programa nuclear do Irã tinha fins pacíficos de produção de energia atômica. 

No entanto, eu devo ressaltar que o Irã não obteve tecnologia nuclear, ou armas nucleares durante esse período, é sabido que o Irã já tem essa tecnologia e esse arsenal antes mesmo dessas negociações. É por isso que em outra postagem eu ratifiquei que essas negociações não são nada mais do que meros repasses, em que os Estados Unidos abrem sanções, e depois o Irã supostamente preenche os requisitos do acordo, e então a administração Obama, junto com a União Europeia ressarci Teerã para que reparta o dinheiro com a Rússia. Isso se consta por um fator lógico, pense bem nisso: é sabido que a Rússia é parceira do Irã desde a era soviética, e assim como a Coreia do Norte e a China, a transferência de tecnologia nuclear veio cedo. Os Estados Unidos de Jimmy Carter acabaram com o Xá Mohammad Reza Pahlavi do Irã, ascendendo assim a Revolução Iraniana do Mula Khomeini. 

Portanto, é claro que a Rússia já passou há muito tempo essa tecnologia para o Irã, o que ocorre agora, nada mais é do que repasses de dinheiro para levantar os países que estão dispostos a dominar o Oriente Médio, e a dominar os países ocidentais. O Brasil, é claro, não está de fora, servindo como mordomo sua matéria prima para essas potencias. O Brasil, como eu já disse uma vez: não passa dum depósito para danos eventuais, caso algum país precise se abastecer. É isso aí! Somos o posto Ipiranga do mundo, ou bazar, se você preferir. Quando o Partido dos Trabalhadores ascendeu ao poder, nós, eventualmente, nos tornamos um tipo de celeiro para os países que estavam montando o palco para estes conflitos. O Irã se preparou durante anos, e o Brasil estava lá para servir tanto ao país muçulmano, quanto para os demais países infinitamente superiores ao nosso no quesito militar.

Os receios de Obama nada mais são do que um prenúncio, de que o Estado Islâmico já tem essa tecnologia, ou que gentilmente alguém doará para eles. 



Obama e líderes

DN, 31-01 de março de 2016.

Ameaça norte-coreana e receio de ver o Estado Islâmico obter uma "bomba suja" estão no centro de encontro que surgiu em 2010 por iniciativa de Barack Obama. E que pode ser o último.

A redução dos arsenais atómicos, a segurança das instalações nucleares pelo mundo fora, a possibilidade de o Estado Islâmico (EI) se dotar de arsenal radioativo (as chamadas "bombas sujas"), a ameaça da proliferação e os perigos de uma Coreia do Norte com a bomba atómica, são os principais temas da 4.ª Cimeira sobre Segurança Nuclear, ontem iniciada em Washington.

As expectativas de resultados não são elevadas. A reunião foi boicotada pela Rússia, segundo potência nuclear no mundo, no quadro das tensões entre os dois países, nomeadamente no conflito no Leste da Ucrânia. Todavia, estão em Washington cerca de 50 chefes do Estado e do governo. Um dos principais tópicos é o cenário de o EI tentar obter tecnologia e ingredientes necessários para construir uma "bomba suja", ou seja, um engenho convencional com a capacidade para, com a explosão, dispersar elementos radioativos.

A anteceder a cimeira, o presidente americano publicou um artigo no The Washington Post em que salienta serem os "nossos enormes arsenais da época da Guerra Fria inadequados para enfrentarem as ameaças atuais". Noutro ponto do texto, Obama argumenta a favor de uma nova negociação entre os EUA e a Rússia para "reduzir ainda mais" os respetivos arsenais.

A cimeira surgiu por iniciativa de Barack Obama, na sequência de um discurso na capital checa, Praga, em 2009, tendo-se realizado a primeira reunião em 2010. O objetivo era libertar o mundo de todo o armamento nuclear, o que está bem distante de suceder. Pelo contrário, como mostra a insistência norte-coreana em se dotar de uma bomba nuclear ou, como recordava ontem a Reuters, a diversificação do arsenal do Paquistão, que está a multiplicar os mísseis nucleares táticos. Por outro lado, estava ontem a ser dado como duvidosa a continuação das cimeiras com o sucessor de Barack Obama.

Sobre o alcance destas reuniões, era ontem notado que se Obama conseguiu persuadir alguns países a suspender programas nucleares e a garantir a segurança ou a eliminação de arsenais atómicos, importantes questões sobre a segurança de instalações nucleares continuam por responder e assiste-se a nova corrida aos armamentos.

A ONG americana Nuclear Threat Initiative divulgou um relatório sobre as condições de segurança em instalações nucleares, como reatores, ou no transporte de materiais radioativos é insuficiente em sete dos 24 países objeto de estudo. Entre eles, a Bélgica e a China, cujos critérios de segurança estão abaixo do mínimo exigido, designadamente em matéria informática.

No segundo caso, os EUA estão a construir novas gerações de submarinos, bombardeiros, mísseis e ogivas nucleares ao mesmo que a Rússia procede à modernização e substituição dos sistemas de armas suscetíveis de utilização com armamento nuclear. Analistas sublinham que algo semelhante está a suceder com a China e que não é de esperar que Índia e Paquistão desistam da corrida às armas nucleares em que estão envolvidos. Um cenário, que com a ameaça resultante de uma Coreia do Norte nuclear, são os fatores mais desestabilizadores na cena internacional.

Para responder a esta última ameaça, Obama manteve um encontro trilateral com a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, e com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tendo sido acordada a aplicação das novas sanções do Conselho de Segurança da ONU decididas após o quarto ensaio nuclear do regime de Pyongyang, a 2 de março. Além deste encontro, Obama teve reuniões individuais com o presidente chinês, Xi Jinping, e com François Hollande.

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