27 de abr de 2018

China continua sendo maior cadeia do mundo para jornalistas



Epoch Times, 27 de abril de 2018. 


Por Paul Huang


Mais de 50 jornalistas e blogueiros chineses estão atualmente presos em condições que ameaçam suas vidas

De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a China continua sendo um dos países que mais abusam da liberdade de imprensa no mundo e aquele que prendeu o maior número de jornalistas em suas prisões. Além disso, a Agência de Controle da Liberdade de Imprensa advertiu que os países autoritários de toda a Ásia que buscam consolidar ainda mais seu governo estão copiando o modelo de controle e censura de Pequim.


Em seu recém publicado Índice Mundial de Liberdade de Imprensa 2018, Repórteres Sem Fronteiras avaliou a liberdade jornalística de 180 países e o grau em que os governos ao redor do mundo censuram sua própria imprensa. A China ocupa a posição n.º 176, com apenas a Síria, o Turquemenistão, a Eritreia e a Coreia do Norte em posição pior.

“A China é a maior cadeia do mundo para jornalistas profissionais e não profissionais”, disse Margaux Ewen, diretora executiva da Repórteres Sem Fronteiras para a América do Norte, durante a apresentação do índice 2018 da organização em Washington, D.C.

De acordo com o índice, os meios de comunicação estatais e particulares da China estão agora sob o controle estrito do Partido Comunista Chinês (PCC). Os jornalistas estrangeiros que tentam fazer reportagens na China encontram dificuldade cada vez maior devido à censura e repressão do regime.

Mais de 50 jornalistas e blogueiros chineses estão atualmente presos em condições que representam uma ameaça para suas vidas, de acordo com o índice, como demonstrado pelo fato de que dois blogueiros encarcerados morreram no ano passado por causa de um câncer não tratado enquanto estavam na prisão.

Ewen também informou que uma coisa que causa séria preocupação com a liberdade de imprensa na região Ásia-Pacífico é a exportação da “exploração do modelo autoritário de informação” do regime chinês. Camboja e Vietnã adotaram esse modelo e impuseram uma ampla repressão dos meios de comunicação.

Camboja, por exemplo, fechou mais de 30 meios de comunicação em 2017, e o primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, insultou “completa e abertamente” a mídia e a liberdade de imprensa, de acordo com Ewen. Entre os países do Sudeste Asiático, considera-se geralmente que o Camboja foi arrastado para o mais próximo possível da órbita da China.

O índice também descreve que, sob as estritas regulações da internet em Pequim, os cidadãos chineses agora podem ser encarcerados pelos comentários que fazem sobre as notícias que publicam nas redes sociais ou no serviço de mensagens, ou mesmo por compartilhar conteúdo que o regime não aprova.

O índice publicado pela Repórteres Sem Fronteiras faz eco de outro relatório publicado em 25 de abril pela Freedom House antes do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, segundo o qual a censura e a vigilância na Internet atingiram novos níveis na China em 2017. O regime chinês continuou censurando e prendendo blogueiros e usuários das redes sociais chinesas devido a seus comentários críticos na web ou por seus esforços para compartilhar informação sobre direitos humanos.

Taiwan, a nação insular democrática que Pequim insiste em dizer que é parte de seu território, ocupa o 42º posto no último Índice Mundial da Liberdade de Imprensa, o que supõe uma subida de três posições em relação à 2017, a qual é a contagem mais elevada para a liberdade da imprensa na Ásia. O índice indica que a ameaça principal à liberdade dos meios de comunicação enfrentada por Taiwan vem de China, que tem exercido uma crescente pressão econômica e política sobre os meios de comunicação taiwaneses.

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