12 de jan de 2017

Tajani, Pitella e Verhofstadt lutam pela liderança do Parlamento Europeu




Euronews, 12 de janeiro de 2017. 



Por Isabel Marques da Silva



Antonio Tajani, de 63 anos e licenciado em Direito, foi comissário europeu na equipa de José Manuel Barroso.

O italiano regressou ao Parlamento Europeu em 2014, lutando agora pela presidência da instituição pelo Partido Popular Europeu.

O candidato de centro-direita disse que “nunca mudei de partido político e fui eleito com grande maioria como primeiro vice-Presidente do Parlamento Europeu. Estive sempre no mesmo partido, o que não é o caso de outros. Portanto, não há problemas no meu partido político".


Também italiano, o ex-medico Gianni Pittella, de 58 anos, lidera os Socialistas e Democratas, o segundo maior partido do parlamento Europeu.

O candidato do centro-esquerda à presidência dos eurodeputados quer que a instituição se adapte aos novos ventos.

Pittella disse que “o mundo mudou: houve o Brexit, a vitória de Trump e precisamos de perceber que são sinais enviados pelos cidadãos que revelam uma grande polarização”.

Queremos ser no Parlamento Europeu uma alternativa clara e civilizada entre as linhas conservadores e progressistas, fazendo parte fundamental da ala progressista”, acrescentou.

O ex-primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, de 63 anos, lidera o grupo dos liberais e é um conhecido federalista europeu.

Um fator que tornou ainda mais bizarra, e muito criticada, a sua ponderação sobre uma possível aliança com os eurodeputados italianos do Movimento 5 Estrelas, aguerridamente eurocético.

Em sua defesa, o candidato disse que “talvez eu seja um pouco ingénuo nestas questões, depois de mais de 40 anos de política. Não será o primeiro erro que cometi na minha vida política”.

Mas a tentativa de fazer uma aliança foi séria, sobretudo quando vejo que muitas pessoas se estão a voltar para os grupos pró-europeus neste momento em que debatemos. Talvez não fosse algo assim tão mau se queremos enfraquecer o euroceticismo, o populismo e o nacionalismo”, explicou.

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