1 de jun de 2018

Irlanda: uma cronologia da Descristianização

O cartaz diz: "Não a igreja, não o estado, mas nós decidimos nosso próprio destino". E dos bebês, que não podem escolhê-lo.



Church Militant, 01 de junho de 2018


Um passo a passo para a infiltração do mal moral na Irlanda


Com tristeza, a Catholic Action League of Massachusetts publica agora uma versão ampliada e atualizada deste documento, emitida pela primeira vez em 28 de maio de 2015, após o referendo na República da Irlanda, que deformou a definição do casamento civil naquele país infeliz. 

A rejeição da Lei Divina e Natural e a lei civil criminal histórica, respeitando a santidade e dignidade da vida humana inocente no útero, foi o culminar de uma série de traições incrementais, durante um período de 46 anos, que secularizou o Estado Irlandês e a sociedade irlandesa. A cronologia desses eventos é apresentada abaixo: 


1972: Os eleitores irlandeses aprovam no referendo, por uma margem de 84% uma emenda constitucional que revoga o Artigo 44 da Constituição irlandesa, que reconheceu “a Santa Igreja Católica Apostólica Romana como guardiã da Fé professada pela grande maioria dos cidadãos”.

1973: A Suprema Corte irlandesa declara o direito à privacidade conjugal, que inclui o uso de contraceptivos, mas se recusa a derrubar as leis que proíbem a venda de contraceptivos.

1979: A Lei de Saúde (Planejamento Familiar) torna-se lei, permitindo que os farmacêuticos forneçam contraceptivos àqueles que tenham uma receita de um médico.

1985: A Lei de Reforma da Saúde (Planejamento Familiar) torna-se lei, permitindo a venda de preservativos e espermicidas no balcão para qualquer pessoa acima de 18 anos.

1987: O primeiro funcionário público abertamente homossexual da Irlanda, David Norris, é eleito para o Senado. Defensor da pedofilia e fanático anticatólico, Norris chamaria o papa São João Paulo II de “instrumento do mal” e o papa Bento XVI “um nazista”. Sua campanha presidencial de 2011 implodiria depois que foi revelado que ele procurava clemência para um estuprador homossexual condenado que havia sido o seu parceiro na sodomia.

1988: No caso Norris vs Irlanda, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos determina que a lei irlandesa que proíbe a sodomia viola o Artigo 8 da Convenção Europeia de Direitos Humanos.

1989: A Proibição do Incitamento ao Ódio se torna lei, que proíbe o chamado discurso de ódio contra a chamada orientação sexual.

1990: Mary Robinson, ex-senadora que defendeu a legalização da contracepção, divórcio e homossexualidade, é eleita a sétima presidente da Irlanda. Robinson foi o candidato do Partido Trabalhista, mas também foi endossado pelo Partido Operário Marxista-Leninista.

1992: A Emenda de Saúde (Planejamento Familiar) se torna lei, permitindo a venda irrestrita de contraceptivos para qualquer pessoal acima de 17 anos.

1992: No caso Procuradoria-Geral v.X. a Suprema Corte irlandesa declara o direito ao aborto decorrente da ameaça à vida da mãe, incluindo desejos suicidas.

1992: Os eleitores da Irlanda rejeitam, por uma margem de 65%, uma proposta de emenda à Constituição irlandesa que anula a decisão do X.

1992: A Décima Terceira Emenda à Constituição Irlandesa é aprovada, por uma margem de 62% no referendo, estabelecendo um “direito de viajar” para fora do país com o propósito de obter um aborto. Entre 6.000 e 8.000 mulheres irlandesas vão à Inglaterra a cada ano para matar os seus filhos ainda não nascidos.

1992: A Décima Quarta Emenda à Constituição Irlandesa é aprovada, por uma margem de 59%, estabelecendo o direito de obter informação sobre o aborto. 

1993: A lei Penal (Crimes Sexuais) torna-se lei, descriminalizando a sodomia na Irlanda.

1995: A Décima Quinta Emenda à Constituição Irlandesa revogou, por uma margem de 50,2%, a proibição constitucional contra o divórcio, e permitiu a dissolução civil do casamento.

1998: A Lei da Igualdade no Emprego torna-se lei, proibindo a discriminação no emprego com base na chamada orientação sexual.

2000: O Equal Status Act torna-se lei, proibindo a discriminação em acomodações públicas com base na chamada orientação sexual.

2003: A Convenção Europeia sobre os Direitos Humanos se torna lei, pela qual a Irlanda aceita o código legal radicalmente anticristão da União Europeia.

2007: No caso Foy vs Irlanda, o Supremo Tribunal irlandês decide que o direito irlandês viola o artigo 8º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem ao recusar reconhecer como mulher um homem que foi submetido à chamada cirurgia de mudança de sexo. 

2010: A Lei de Parceria Civil e Certos Direitos e Obrigações dos Coabitantes torna-se lei, sem registro nominal, estabelecendo uniões civis para casais do mesmo sexo.

2011: A República da Irlanda fecha sua embaixada na Santa Sé. As relações diplomáticas com o Vaticano são mantidas através da Embaixada da Irlanda na República Italiana e da Nunciatura Apostólica na Irlanda.

2011: Os primeiros Tds (membros do parlamento) abertamente homossexuais – Jerry Buttimer, John Lyons e Dominic Hannigan – são eleitos para o Dáil.

2013: A Lei de Proteção da Vida Durante a Gravidez se torna lei, legalizando o aborto em casos de intento suicida pela mãe.

2015: A Lei de Relacionamentos de Crianças e Famílias se torna lei, permitido que parceiros homossexuais adotem crianças.

2015: A Trigésima Quarta Emenda à Constituição Irlandesa é aprovada, por uma margem de 62%¨permitindo que duas pessoas firmem um contrato de casamento “sem distinção de sexo”.

2015: O primeiro-ministro de gabinete abertamente homossexual, Leo Varadkar, filho de um imigrante indiano, torna-se Ministro da Saúde.

2015: A Lei de Reconhecimento de Gênero se torna lei, permitindo que os indivíduos definam o seu próprio gênero.

2015: A Lei de Emenda à Igualdade no Emprego torna-se lei, que estende a lei antidiscriminação aos homossexuais e os chamados transgêneros e escolas e hospitais católicos e outras instituições religiosas.

2016: Katherine A. Zappone, nascida nos Estados Uindos, torna-se a primeira-ministra de gabinete abertamente lésbica da Irlanda, quando ela foi nomeada Ministra da Infância e da Juventude. Zappone é civilmente “casada” com Ann Gilligan, uma ex-freira católica com quem ela se envolveu romanticamente enquanto ambas estudavam na faculdade administrada pelos jesuítas em Boston.

2017: Leo Varadkar se torna o primeiro primeiro-ministro homossexual da Irlanda. 

2017: As Nações Unidas recomendam que as escolas irlandesas introduzam educação sexual obrigatória, que deve incluir “educação sexual abrangente para meninas e meninos adolescentes cobrindo comportamentos sexuais responsáveis e focada na prevenção de gravidez precoce, e garantindo que seja cientificamente objetiva e sua entrega pelas escolas seja monitorada de perto e avaliadas”.

2018: O Dáil Eireann passa, em sua segunda leitura, a Proposta de Lei de Educação Sexual Objetiva, que, se promulgada, forçaria as escolas católicas a doutrinar crianças católicas com propaganda validando o aborto, a contracepção, e a disforia de gênero e a sodomia.

2018: O Departamento de Educação da Irlanda ordena que as escolas católicas mudem as regras de classes com ensino religioso, tornando opcional a adesão ao ensino.

2018: O governo irlandês propõe uma emenda à Lei de Status, que proíbe as escolas católicas de dar preferências às matrículas aos estudantes católicos.

2018: A oitava emenda à Constituição irlandesa, que garantia o direito à vida de crianças em gestação, é revogada em um referendo nacional por uma margem de 66,4%. 
Nota: em um artigo escrito por um colunista do The Guardian é explicado de modo didático como se dá a intromissão da União Europeia o âmbito jurídico dos países, eu recomendo! Clique aqui! 

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