15 de mar de 2018

Argentina – o presidente argentino “pró-vida” diz que não vetará a lei da legalização do aborto no país.




LifeSiteNews, 15 de março 2018. 



Por Mark Hodges



Buenos Aires, Argentina, 15 de março de 2018 (LifeSiteNews) – o movimento pró-aborto na Argentina está ganhando terreno enquanto o presidente “pro-vida” do país diz que não impedirá a legislação pró-aborto. 

O aborto é apenas legal na terra natal do Papa em caso de estupro, deformidade fetal ou quando a vida da mãe está em perigo. De acordo com a lei atual, as mulheres que procuram abortos devem se candidatar ao procedimento perante um juiz para obter permissão. 

Isso até a votação no Congresso da Argentina que ocorrerá daqui a cinco dias pondo em prática uma lei que legaliza o aborto sob demanda durante as primeiras 14 semanas de gravidez. 

O presidente autodeclarado “pró-vida” Maurício Macri prometeu na semana passada que, se o Congresso aprovar a legislação em 20 de março, ele não vetará. 

Mesmo que Macri se oponha pessoalmente ao aborto, “ele está aberto a aceitar o que [o Congresso] for decidido”, disse uma fonte do governo à La Nación

O apoio popular ao aborto aparentemente cresce no país tradicionalmente católico. 

Há mais pessoas falando sobre aborto do que nunca”, disse Marlena Pichot, uma comediante argentina pró-aborto. “Por muitos anos, havia muito poucos como eu… dispostos a falar abertamente sobre isso”. 

Milhares de mulheres – sugeriram alguns meios de comunicação que foram centenas de milhares – marcharam em 08 de março, Dia Internacional da Mulher, em Buenos Aires. A marcha centrou-se na igualdade salarial, mas muitos participantes usavam o símbolo do movimento pró-aborto, uma bandana verde. 

Em outra demonstração, as mulheres colocam meias sobre os seus rostos como se fossem máscaras. 

O chefe do gabinete, Marcos Peña, disse que o governo considerará um referendo popular sobre o assunto. Esse meio para legalizar o aborto está “sobre a mesa”, afirmou. 

Os adeptos do aborto preveem uma aprovação fácil na Câmara baixa da Argentina ao longo das linhas partidárias. Seu destino no Senado é desconhecido. 

A violência contra as mulheres é um problema importante na Argentina. A organização não governamental La Casa Del Encuentro diz que uma mulher argentina é morta a cada trinta horas – 80% das vezes pelas mãos de seu companheiro. 

Em 2015, 286 mulheres foram mortas em todo país. 

Alguns manifestantes contra a violência doméstica tornaram-se defensores do aborto. 

Muitas mulheres que não se consideravam feministas se juntaram ao movimento”, disse Pichot. 

Mas as feministas pró-aborto também são violentas. 

Em 2015, uma mulher brava do lado de fora da Catedral de Mar de Plata – algumas delas mascaradas e de topless – agrediram fisicamente homens rezando e protegendo as portas da igreja. As feministas pró-aborto atacaram a polícia e tentaram incendiar a catedral. 

Em outro caso de violência das ativistas pró-aborto, as mulheres de topless jogaram pedras na Catedral do Rei St. Ferdinand em Resistência, além de tintas vermelhas. Elas também tentaram incendiar a igreja. Elas queimaram a porta da catedral com uma pilha de lixo que deixaram em chamas e vandalizaram uma estátua da Virgem Maria em frente ao edifício. 

As mulheres pró-aborto também desfiguraram as portas da Catedral de Neuquen como parte de uma marcha “pelos direitos da mulher”. 

E no ano passado, as feministas com máscaras cor-de-rosa organizaram uma paródia de abortosangrenta” em uma mulher vestida como Virgem Maria fora de uma catedral do norte da Argentina, como parte de um protesto do Dia Internacional da Mulher. 

Nos últimos anos, mais e mais países da América Latina fizeram mudanças para legalizar o aborto. 

No ano passado, o tribunal constitucional do Chile aprovou um projeto de lei apresentado pela presidente Michelle Bachelet, legalizando o aborto em casos de estupro e “quando o feto estiver deformado”. 

Em 2012 , o Brasil legalizou abortos em casos de anencefalia

O Uruguai legalizou o aborto por demanda por qualquer motivo em 2012, mas Honduras, El Salvador, Nicarágua e Republica Dominicana 'continuam pró-vida'

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