9 de fev de 2018

Caso holandês mostra os graves perigos de se legalizar a eutanásia




Instituto Cristão, 08 de fevereiro de 2018. 



Um caso perturbador de uma mulher de 29 anos que foi submetida à eutanásia na Holanda levou políticos a se pronunciarem contra a mudança na lei do Reino Unido. 

Aurelia Brouwers foi morta por uma injeção letal no mês passado depois de argumentar que ela tinha “direito a uma morte digna” por causa de sua “vida podre”. 

Brouwers manteve um blog online sobre as suas experiências de sofrer de depressão e um transtorno de personalidade limítrofe. 


Horrorizado. 

Lorde Carlile de Barriew da campanha Living and Dying Well, disse que estava “horrorizado” com essa morte. 

Este é um caso que ilustra os graves perigos apresentados pela eutanásia e o suicídio assistido”. 

A MP Fiona Bruce descreveu isso como “trágico” e apontou que um em cada quatro britânicos “experimenta problemas de saúde mental em algum momento de sua vida”. 

Tratamento e não tratamento terminal. 

O que é necessário, como foi para essa jovem mulher, não é o tratamento terminal”. 

Ela acrescentou: “A tragédia de sua situação mostra por que seria tão perigoso para nós, neste país, atender as vozes – poucas e estridentes – daqueles que pedem que a eutanásia seja legalizada aqui”. 

A Holanda tornou-se o primeiro país do mundo a legalizar a eutanásia em 2002. 

Pacientes com demência. 

Mas um administrador holandês de eutanásia abandonou recentemente seu trabalho em protesto contra os assassinatos de pacientes com demência. 

Berna van Baarsen disse que não poderia apoiar “uma grande mudança” na interpretação da lei da eutanásia para permitir injeções letais em pacientes com demência. 

No ano passado, um médico holandês escapou de uma punição [jurídica] após a “eutanização” de um paciente com demência. 

A [paciente] mulher já havia manifestado o desejo de eutanásia, mas disse que não queria morrer várias vezes nos dias que antecediam a sua injeção letal. As autoridades admitiram que o médico tivesse “passado dos limites”, dando-lhe a droga e não deveria ter persistido depois que ela mostrou resistência, mas ainda assim [ele] foi absolvido. 

Votação no Reino Unido. 

No Reino Unido, os ativistas alertaram sobre as perigosas consequências da legalização do suicídio assistido. 

De acordo com a lei na Inglaterra, no País de Gales e na Irlanda do Norte, uma pessoa que encoraja intencionalmente ou auxilia o suicídio ou a tentativa de suicídio de outra pessoa comete um crime que é passível de pena máxima de prisão de 14 anos.

Um projeto de lei para legalizar o suicídio assistido foi totalmente derrotado na Câmara dos Comuns em 2015 por 330 votos a 118.  

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