12 de dez de 2017

Corporações norte-americanas se posicionam contra o padeiro cristão na batalha pela liberdade religiosa

Jack Phillips



LifeSiteNews, 08 de dezembro de 2017. 



Washington, DC, 08 de dezembro de 2017 (LifeSiteNews) – três dúzias de corporações recentemente se uniram para apresentar um relatório amicus em que elas tomam posição contra a liberdade religiosa em um caso agora perante o Supremo Tribunal dos Estados Unidos. 

O caso diz respeito a Jack Phillips, dono da Masterpiece Cakeshop [fabrica de bolo ou confeitaria], que se recusou a criar um bolo de casamento para um casal gay por causa de suas crenças religiosas. Em 2013, um tribunal de instância inferior decidiu que Phillips violou a lei anti-discriminação do Colorado. O padeiro foi então ordenado pela comissão de direitos civis do estado a criar um bolo de casamento para um “casal” do mesmo sexo contra a sua vontade. 


Em 2015, o Tribunal de Apelação do Colorado confirmou a decisão. Então em seguida, o Supremo Tribunal do Colorado se recusou a ouvir o caso em julho de 2016. Consequentemente, a Alliance Defending Freedom (ADF), que representa Phillips, pediu ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos que o acompanhasse [o caso]

No início desta semana, o Supremo Tribunal recebeu os argumentos orais no caso. 

Na sequência da audiência judicial, 37 corporações, organizadas pela Campanha de Direitos Humanos promovendo a agenda LGBT, uniram-se para criar o seu relatório em favor do casal gay que buscou ações legais contra Phillips por suas convicções religiosas. 

As maiorias dessas corporações são bem conhecidas: Amazon, Apple e American Airlines até PayPal, Pfizer e Price WaterhouseCoopers. 

379 versus 37: uma queda precipitada. 

Em 2015, antes do caso Obergefell v. Hodges, do Supremo Tribunal, que produziu a decisão histórica do tribunal superior que instituiu o casamento do mesmo sexo em todo o país, 379 empresas e empregadores apresentaram um relatório amicus conjunto de apoio ao casamento gay. 

Para o caso perante o tribunal, menos de 10% desse número avançaram como aliados no esforço contra a liberdade religiosa. 

Claramente, a América corporativa é menos confiante – um total de 90% menos confiante – sobre a substância e o objetivo deste caso. 


Talvez seja porque eles calcularam o perigo de ir contra a liberdade religiosa e a tolerância como sendo arriscado. Talvez eles se sintam mal por causa desse caso, o que é um anátema para muitos americanos que testemunham a liberdade religiosa como um princípio fundamental e preeminente. 

Em qualquer caso, é uma demonstração anêmica não surpreendente de apoio a uma noção impopular. 

A lista de 37 corporações que procuram negar a liberdade religiosa. 

Em ordem alfabética: 


1. Affirm, Inc.

 2. Airbnb, Inc.

 3. AmalgamatedBank

 4. Amazon.com, Inc.

 5. American Airlines

 6. Apple

 7. Ben & Jerry's Homemade Inc.

 8. Choice Hotels, International

 9. Cisco Systems, Inc.  

10. Citigroup Inc.

11. Deutsche Bank

12. Glassdoor, Inc.

13. Intel Corporation

14. John Hancock

15. Levi Strauss & Co.

16. Linden Research, Inc.

17. Lyft Inc.

18. Marriott International, Inc.

19. MassMutual

20. Mitchell Gold + Bob Williams

21. MongoDB, Inc.

22. National Gay & Lesbian Chamber of Commerce

23. NIO U.S.

24. PayPal Holdings, Inc.

25. Pfizer Inc

26. Postmates Inc

27. PricewaterhouseCoopers LLP

28. Prudential Financial, Inc.

29. Replacements, Ltd.

30. salesforce.com, inc.

31. SurveyMonkey

32. The Estée Lauder Companies

33. Uber Technologies, Inc.

34. WeddingWire, Inc.

35. Weebly, Inc.

36. Witeck Communications

37. Yelp Inc.

Preocupação seletiva pelo sofrimento emocional e danos psicológicos. 

Entre várias alegações feitas no breve relatório, as empresas alegam: 

Os diversos funcionários da Amici podem não conseguir se envolver em transações comerciais comuns, diárias, devido à sua identidade, caso os pontos de vista dos suplicantes sejam adotados. A Amici objeta tal tratamento de seus funcionários – ou qualquer indivíduo nesta questão – em primeiro lugar, e também por razões práticas. Os funcionários da Amici que estão sujeitos a essa discriminação sofrerão danos emocionais e psicológicos susceptíveis de afetar negativamente o seu desempenho e produtividade de trabalho... Assim sendo, uma decisão sobre a reivindicação dos suplicantes significará que os funcionários que optam por trabalhar para uma empresa por causa de suas políticas de não discriminação, em seguida, devem viver em um ambiente onde, como clientes, a discriminação é permitida”. 

O relatório não menciona que o “sofrimento emocional” e “danos psicológicos” que podem ser supostamente causados aos funcionários da Amici, podem afetar pessoas como Phillips, que têm fortes convicções religiosas e podem se sentir discriminadas ou silenciadas no local de trabalho. É estatisticamente impossível ter concordância sobre a subversão da liberdade religiosa entre 100% dos funcionários em qualquer corporação. 

Tampouco o relatório considera o sofrimento e o dano contra vendedores e outros profissionais tiranicamente forçados a abandonar a consciência e a religião para atender às exigências da vontade imposta pelo Estado. 

Todo americano deve ser livre para escolher qual arte irá criar e qual arte eles não criarão sem medo de ser injustamente punidos pelo governo”, disse o conselheiro sênior da ADF, David Cortman, quando a SCOTUS concordou em ouvir o caso de Phillips. “É por isso que a má decisão neste caso precisa ser revertida. Isso põe em perigo a liberdade de todos esmagando a dissidência em vez de tolerar uma diversidade de pontos de vista. Estamos todos em risco quando o governo é capaz de punir cidadãos como Jack, apenas porque não gosta de como ele exerce a sua liberdade artística. A América deve ter espaço para as pessoas que não concordam coexistir”. 

A Suprema Corte dos Estados Unidos agora tem a oportunidade de emitir uma decisão que deixa claro que o governo não tem autoridade para forçar os americanos como Jack Phillips a usar os seus talentos artísticos para comemorar eventos com os quais ele tem um desentendimento moral  e/ ou religioso”, disse Tony Perkins, presidente do Conselho de Pesquisa Familiar (FRC). “Com o juiz Gorsuch agora no banco, estamos mais otimistas de que a Suprema Corte vai defender a longa tradição de nossa nação de respeitar a liberdade dos americanos de seguir suas crenças... A Primeira Emenda há muito protegeu os americanos de serem obrigados pelo governo a defender uma mensagem à qual se objetam”. 

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