2 de ago de 2017

Desconsiderando o perigo: A Suécia irá deportar uma cristã de volta para o Irã

Aideen Strandsson



CBN, 26 de Julho de 2017 






Estocolmo – A Suécia está prestes a deportar a atriz iraniana Aideen Strandsson de volta ao Irã, onde ela certamente vai encarar tortura, estupro e até mesmo a morte em uma prisão iraniana. 

É uma clara violação do direito internacional. Mas enquanto isso as autoridades suecas disserem a Aideen, que tornar-se uma cristã foi sua decisão, e que agora é problema seu e não deles. 

Isto de uma nação que pensa em si mesma como sendo a “superpotência humanitária” que acolheu refugiados de braços abertos, até que o governo sentiu a pressão política e decidiu que alguns teriam de ir, mesmo que isso significasse sua morte. 

Preenchimento de quota

O Conselho de Imigração da Suécia viola os seus próprios princípios declarados: que nunca irá expulsar os requerentes de asilo para uma nação onde serão prejudicados, de acordo com o advogado sueco Gabriel Donner, que ajudou cerca de 1.000 requerentes de asilo cristãos a serem deportados. 

O Conselho de Imigração tem em sua página [internet] informações sobre cada país. E na informação sobre o Irã há muitos relatórios afirmando que é padrão a prática da tortura e estupro nas prisões iranianas”, disse Donner. “Essa é a questão a qual perguntamos repetidamente ao Conselho de Imigração do porquê vocês colocam essa informação em sua página inicial se vocês não vão segui-la?”. 

Perguntamos a Donner se, no caso de Aideen, as autoridades suecas não acreditam que ela realmente seja uma verdadeira cristã ou se simplesmente não se importam. 

Eles não se importam”, ele respondeu. “São apenas números. Eles prometeram ao povo da Suécia que irão deportar mais pessoas do que antes, e então eles precisam preencher essa quota”. 

Um Sonho sobre Jesus 

Aideen Strandsson veio para a Suécia em 2014 com um visto de trabalho e adotou um sobrenome sueco. Ela estrelou filmes e uma série de TV no Irã, tornando-se um alvo ainda maior caso seja enviada de volta. 

Ela disse que se voltou para Cristo no Irã, depois de ver um vídeo de muçulmanos apedrejando uma mulher até a morte, dizendo-nos: “Eu decidi naquele momento que eu não queria mais ser uma muçulmana”. 

Então ela disse que teve um sonho. 

Eu tive um sonho com Jesus, e lembro que ele estava sentado perto de mim e pegou em minha mão”. 

No Irã, onde pode ser mortal se converter ao Cristianismo, Aideen manteve sua conversão em grande parte em segredo. Mas quando ela veio para a Suécia, ela pediu um batismo público. 

Ela disse: “Eu queria ser batizada em público porque eu queria dizer 'eu sou livre', 'eu sou cristã', e queria que todos soubessem disso”. 

A inteligência iraniana provavelmente também sabe agora. Ela já recebeu ameaças de muçulmanos nas redes sociais. 

Qual Convenção de Genebra? 

O artigo 33 da Convenção de Genebra sobre Refugiados, que a Suécia assinou, proíbe que as nações deportem os requerentes de asilo de volta às nações onde possam enfrentar perigo. 

Mas isso não parou a Suécia. 

A CBN News entrevistou vários candidatos de asilo cristãos na Suécia enfrentando o perigo devido à deportação para as nações islâmicas. 

Donner estima que há 8.000 cristãos escondidos na Suécia porque estão sob ordens de deportação. 

Ele disse que parte do problema é que as autoridades de imigração não entendem porque alguém se tornaria cristão e não entendem o que significa ser cristão. Menos de 20% dos suecos dizem que acreditam em Deus. 

Donner disse: “Isto se torna mais evidente quando chegam a eles e dizem que se converteram por causa do amor de Jesus Cristo. E eles quase zombam perguntado ao converso, o que você quer dizer com amor? É completamente estranho para eles." 

Pedido de asilo rejeitado, prisão certa. 

Um oficial de imprensa do Conselho Sueco de Migração nos disse: “Se a pessoa [tem] motivos fundados para temer a perseguição devido a crenças religiosas, ele ou ela receberão asilo na Suécia”. 

Mas o pedido de asilo de Aideen foi rejeitado e seu caso foi entregue à polícia de fronteira. Em uma audiência [tribunal], um funcionário de imigração sueco disse-lhe que não seria tão ruim para ela na prisão, conforme ela espera pegar até seis meses. 

Donner nos contou um caso semelhante no qual uma iraniana foi presa por se tornar cristã. 

Depois da libertação [da prisão] ela ficou em silêncio, ela não contou o que aconteceu. Depois de seis semanas, ela se atirou por uma janela do quarto andar e se matou”. 

Mas histórias como essa podem não ajudar a salvar Aideen da deportação. 

Ela nos disse que funcionários da imigração sueca “não se importam” com o perigo que ela enfrenta, e para eles, seis meses em uma prisão iraniana não é “nenhum problema”. 

Opiniões sobre o caso de Aideen podem ser enviadas ao Serviço de Imigração da Suécia:https://www.migrationsverket.se/English/Contact-us.html Ou a embaixada da Suécia: 2900 k St NW, Washington, DC · (202) 467- 2600

Depois que a nossa história foi postada, um oficial de imigração sueco entrou em contato com a CBN News dizendo que isso não mudaria sua decisão, não importa quantos leitores da CBN entrem em contato com eles. 

Seu caso foi apelado e processado pela Agência de Imigração e, posteriormente, pelos tribunais suecos – que também decidiram que a ela não pode ser concedido asilo”, Ulrika Langels escreveu a CBN News. 

Por favor, note que o fato de seus leitores escreverem para nós não mudará a decisão da Agência de Imigração, nem podemos mudar a decisão dos tribunais. Por favor, eu peço para você que remova isso do artigo [apelo a escrever para a Agência], pois a única resposta que podemos dar aos leitores é o que já lhes dissemos”. Langels continuou. 

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