13 de jul de 2017

A Medicina Socializada e "Compassiva" do Reino Unido quer matar Charlie Gard




Christian Post, 13 de julho de 2017 



Por Peter Heck 



Em 04 de agosto do ano passado, um bebê bem saudável, chamado Charlie Gard nasceu no Reino Unido. Oito semanas depois a sua mãe percebeu que algo estava errado. Quando o levou ao médico, seu filhou tornou-se apenas a 16ª pessoa do mundo a ser diagnosticada com uma desordem genética particular que leva a fraqueza muscular e danos cerebrais. 

Percebendo que o sistema de saúde nacional socializado na Grã-Bretanha limitou as suas opções de tratamento, a mãe de Charlie encontrou um médico americano que estava disposto a oferecer a seu filho um procedimento  experimental para salvá-lo. 

Até o dia 02 de abril deste ano, os pais de Charlie haviam arrecadado dinheiro o suficiente por meio de doações de pessoas ao redor do mundo para levá-lo em um avião médico para os Estados Unidos e cobrir todos os custos de seus cuidados. Mas nove dias depois, o Supremo Tribunal britânico decidiu que os pais de Charlie não seriam autorizados a sair do país. Eles também decidiram que os médicos britânicos estavam autorizados a desligar as máquinas de suporte de vida de Charlie matando-o. 


No final de maio, um tribunal de apelação confirmou a opinião da Suprema Corte que manteve Charlie preso no sistema britânico de saúde fazendo com que a sua mãe ficasse perturbada e implorasse: “Como eles podem nos fazer isso?” O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos se recusou a intervir no caso em 27 de junho, extinguindo o que eles acreditavam ser a sua última esperança. 

Desde então, a prolífica atenção da mídia atrasou o término da vida de Charlie e seus pais continuam a dormir ao lado dele, zelosamente segurando suas mãos pequenas. 

Se você é pai, é impossível sair desta história sem sentir as duas poderosas emoções de tristeza e raiva. Mas é crucial que todos os americanos olhem além de nossas reações viscerais e consideram o conto cauteloso que este caso oferece quanto à direção da assistência médica americana. 

Há uma razão pela qual os pais de Charlie se voltaram para os Estados Unidos como sendo a sua última esperança de tratamento experimental. Há uma razão pela qual quando todas as outras opções haviam sido esgotadas, quando todas as outras nações industrializadas do primeiro mundo haviam sido consideradas, a única que ofereceu esperança aos pais de Charlie era a América. 

Nem Noruega, Dinamarca, Canadá ou  Austrália. Os Estados Unidos possuem avanços, tecnológicos experimentais insuperáveis precisamente porque não tem sido monopolizado pelo governo. O governo não determinou os custos de cuidados de saúde, o mercado o fez. O governo não determinou a informação de médicos, o mercado o fez. O governo não determinou quais procedimentos e terapias podem ser fornecidas, o mercado o fez. 

É verdade que, em um sistema de mercado, algumas das drogas mais experimentais e raras são extremamente caras. Mas, pelo menos, elas são oferecidas. Os pais de Charlie não tinham o dinheiro para pagar por elas – mas conseguiram outros financiados por apoiadores do casal que ajudaram a levantar os fundos. Essa é a própria definição de compaixão, diferente da qual querem os políticos americanos que fazem pressão por um sistema de saúde monopolizado pelo governo ao estilo britânico no qual pretendem acreditar. Mas nem mesmo oferecer a possibilidade de procedimento é a coisa menos compassiva que você pode fazer. 

Se você duvida disso, olhe os rostos manchados de lágrimas dos pais de Charlie Gard enquanto eles acariciam o seu rosto minúsculo entre os tubos de ar. 

É importante reconhecer por que o sistema britânico não ofereceu tratamento experimental que ele precisava. Porque há apenas 16 pessoas no mundo que têm a condição de Charlie, e não era financeiramente razoável para o governo cobri-lo ou capacitar médicos para tratá-lo. Observe que o cuidado não é determinado pela compaixão e a necessidade – é um cuidado determinado por uma burocracia calculando os custos. 

Enquanto Bernie Sanders levanta imensos montantes de dinheiro para a sua campanha na disputa das presidenciais americanas que é o único país na terra que não garante cuidados de saúde para todas as pessoas como um “direito”, tenha em mente que um dos países que ele elogia como mais compassivo é a Grã-Bretanha. 

Eles garantiram a Charlie Gard o caminho “certo” para os cuidados de saúde. Mas note que, ao fazê-lo, eles – o governo – conseguiram determinar o que “cuidados de saúde” implica. E quando você como paciente, quer ou precisa de um procedimento que esteja fora do que o governo define como “cuidados de saúde”, você está sem sorte. Isso soa mesmo remotamente como sendo compassivo? 

Quando o seu filho morrendo foi colocado na cama de um hospital, aos pais de Charlie foram negados a esperança por um país que garantiu a Charlie o seu direito à assistência médica. Eu não quer fazer parte deste país. Eu quero ser este país. Eu quero ser o país que auxilia. 

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