12 de abr de 2017

Rússia pede clarificação aos EUA sobre conflito sírio




Euronews, 12 de abril de 2016. 



Em Moscovo, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, exprimem o desejo de clarificar as respetivas posições sobre o conflito sírio.

O Kremlin exorta a admnistração Trump a não os obrigar à “falsa escolha de estar a favor ou contra” os EUA em decisões ou iniciativas que digam respeito à guerra na Síria.

O chefe da diplomacia russa qualificou de “ilegal” o recente ataque dos EUA contra uma base aérea síria e assegurou que para Moscovo “é primordial não permitir a repetição de ações similares no futuro”.



Lavrov declarou que para a Rússia “é muito importante entender a postura dos EUA e as verdadeiras intenções da administração” e espera que as suas dúvidas sejam esclarecidas.

Tillerson concordou e manifestou esperança de que o “encontro sirva para impulsionar um diálogo aberto e sincero” para que os dois países possam desenvolver as suas relações “numa direção positiva”.

A nossa reunião surge num momento importante das nossas relações e espero objetivos comuns, áreas de interesses comuns mesmo quando nossas aproximações táticas são talvez diferentes”.


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que os níveis de confiança entre Moscovo e Washington se degradaram desde que o presidente americano, Donald Trump, tomou posse.

O ataque norte-americano a uma base militar síria na semana passada provocou uma escalada da tensão entre os Estados Unidos e a Rússia, aliada do regime de Bashar al-Assad.

Washinton explicou ter apenas reagido a um ataque do governo sírio com armas químicas na cidade de Khan Sheikhounm, que é controlada por rebeldes anti-Assad, deixando mais de 80 mortos.

A Rússia afirmou que os americanos utilizaram falsos pretextos para atacar e defende que o regime sírio se desfez do arsenal de armas químicas.

Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis sobre a Síria na madrugada desta sexta-feira em retaliação ao suposto ataque químico, atribuído ao governo sírio, que matou pelo menos 80 pessoas, entre elas 27 crianças, na última terça-feira.

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