23 de abr de 2017

Presidenciais francesas: O dia decisivo dos indecisos




Euronews, 23 de abril de 2017. 



Depois de uma campanha sem um favorito, a indecisão de alguns eleitores franceses acompanhou-os esta manhã até às assembleias de voto.

Em Lyon, no sudeste de França, a participação ao meio-dia rondava os 28%, como ao nível nacional, similar à das eleições de 2012.

Como no resto do país, mais de um terço dos eleitores afirmava não ter ainda feito a sua escolha, pelo menos até ao encerramento da campanha, na sexta-feira.


Entre os partidos tradicionais e os antissistema, o voto útil e o voto de castigo, os eleitores continuam, assim, a fazer prolongar o suspense das sondagens sobre o resultado desta noite.




Os candidatos deram o exemplo. O conservador François Fillon votou no 7.º bairro de Paris. Fillon depositou o boletim ao final da manhã, sozinho, sem a mulher que vota em Sablé-sur-Sarthe. Recorde-se que Penelope está no centro do escândalo dos empregos fictícios dados por François Fillon e que marcou esta campanha.

Do lado dos socialistas, Benoit Hamon, que de acordo com as sondagens, deve ser o grande derrotado das eleições, votou na periferia de Paris.


Aquela que pode ser a grande vencedora da noite, Marine Le Pen, a candidata da extrema-direita , votou em Hénin-Beaumont, na região de Norte-Pas-de-Calais, a cerca de 200 quilómetros de Paris. Le Pen deve ficarm em Hénin-Beaumont a acompanhar o resto da jornada eleitoral.

O centrista Emmanuel Macron votou em Le Touquet, na costa atlântica acompanhado pela mulher. O antigo ministro da economia que se candidata como independente deve seguir depois para o palácio de Congressos da Porta de Versalhes, onde deve esperar os resultados da votação.


Já Jean-Luc Mélenchon, o candidato de esquerda, exerceu o direito de voto no centro de Paris…e espera tornar-se na grande surpresa destas presidenciais. De acordo com as últimas sondagens pode conquistar 20% dos votos.




Os dois candidatos voltam a ir a votos a 7 de maio.

Segundo as estimativas do instituto Ipsos, o centrista Emmanuel Macron é o vencedor da primeira volta, com 23,7%, seguido de Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, com 21,7%. Ambos vão à segunda volta, a 7 de maio.

Em terceiro lugar, empatados, surgem François Fillon e Jean-Luc Mélenchon, com 19,5%. O socialista Benoît Hamon não vai além dos 6,2%. Os restantes candidatos não vão além dos 5%.

Outro instituto, Sofres, coloca Macron e Le Pen em igualdade, com 23%. E Fillon e Jean-Luc Mélenchon, ambos com 19%.

Entre os apoiantes de Macron reunidos Porte de Versailles em Paris, o ambiente começou a aquecer. As cerca de 300 pessoas agitaram bandeiras enquanto a televisão exibia os primeiros resultados.

A previsão é de que a participação ronde os 80%, ligeiramente acima da registada na primeira volta em 2012 (79,48%).

No total, 11 candidatos disputavam a primeira volta das presidenciais. Dez deles aguardam os resultados na região de Paris e só Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, esperava a contagem dos votos em Hénin-Baumont, no norte de França.

A maior parte das urnas fecharam às 19.00 locais (18.00 em Lisboa), mas nas zonas urbanas só fecharam uma hora depois.

Não foram feitas sondagens à boca das urnas, com as previsões a serem feitas com base na contagem em várias assembleias de voto representativas da população francesa. Este sistema costuma ser bastante fiável, com uma diferença em relação ao resultado final de cerca de um ponto percentual. Mas numa eleição tão renhida, com quatro candidatos a poucos pontos de diferença nas sondagens, a dúvida era saber se seria possível ter resultados rapidamente.

Estas são as primeiras presidenciais a decorrer em estado de emergência, que foi declarado em novembro de 2015 após os atentados de Paris. A segurança foi garantida por 50 mil polícias e gendarmes e sete mil militares da Operação Sentinela (antiterrorista).

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Fonte:http://pt.euronews.com/2017/04/23/presidenciais-francesas-o-dia-decisivo-dos-indecisos

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