3 de abr de 2017

Equador: Vitória eleitoral do comunista Lenin Moreno contestada por rival

 Prólogo. 

Prestem atenção nisso: Julian Assange tem sido idolatrado e bem recepcionado por muitos, por ter exposto Hillary Clinton nas eleições passadas. Embora sua denúncia junto com as que já estavam na mesa da justiça sejam de bom proveito, Assange por algum motivo não abria a boca para falar do seu senhorio o Equador. Como todos sabem, Rafael Correa faz parte da famigerada organização chamada Foro de São Paulo, que congrega várias organizações de esquerda, assim como grupos terroristas, e é responsável pela subversão de países tais como a Venezuela, Bolívia e Brasil, e até ontem, Argentina. Assange alega que o candidato opositor [Guillermo Lasso] que o queria fora da embaixada do país em Londres tem Offshores, no entanto, Rafael Correa tem ligações não só com Offshores, mas com grupos narcoterroristas, mas Assange incrivelmente nunca abriu a boca para falar contra ele. 


Afinal, Assange acha mesmo que o seu clamor por liberdade vale o sacrifício da democracia dos equatorianos? Se ele é alguém tão bem informado, por que não está dando com a língua nos dentes para mostrar o quão Correa é igual ao seu adversário? Julian Assange é qualquer coisa, menos um herói, tal como Edward Snowden. Cuidado! Àqueles que apoiaram Trump e viram algo de bom nas denúncias de Assange: essa é uma via de duas mãos; ou se reconhece que Assange é um criminoso, apesar dos pesares, ou se  compactua com seu apoio nada velado a organização criminosa chamada Foro de São Paulo no corpo de Rafael Correa e Lenin Moreno. Claro, as denúncias sobre Hillary são válidas, mas o crimes de Assange também valem uma exposição. Se ele fosse sensato, se entregaria, não por revelar coisas sobre Hillary, mas pelo seu apoio ao Socialismo Latino Americano com o qual está se beneficiando. 

Só para acrescentar: o Foro é aliado da Rússia; embora negue-se envolvimento de Trump com a Rússia, pelas suas alegações um tanto favoráveis ao país, alguns associados seus estavam envolvidos, como no  caso Michael Flynn e Paul Manafort . Claro, isso não significa que Trump se beneficiou de ingerências russas nas eleições para ganhar, no entanto numa eventual ruptura democrática total no Equador, essas ligações podem surgir, e podem comprometer o próprio Donald Trump e sua administração. 




Euronews03 de abril de 2017


Os primeiros resultados das presidenciais equatorianas dão a vitória a Lenin Moreno à segunda volta do escrutínio.

Segundo a Comissão Eleitoral, o candidato de esquerda recolheu 51,07% dos votos, mais de dois pontos à frente do rival de centro-direita, Guillermo Lasso com 48.93% dos sufrágios.

Um resultado ainda provisório quando os dois candidatos clamaram já vitória, após o anúncio de duas sondagens à boca das urnas com vencedores diferentes.

Apoiado pelo presidente cessante, Moreno não esperou pelos resultados definitivos para anunciar a vitória, prometendo ser o presidente, “de todos, em especial dos mais pobres”. 


Con el corazón en la mano, agradezco a todos los que en paz y armonía fueron a votar. Seré el Presidente de todos y ustedes me van a ayudar. pic.twitter.com/fGvefY21Hc
— Lenín Moreno (@Lenin) 3 de abril de 2017


Oposição denuncia fraude e quer impugnar resultados

O anúncio dos resultados provisórios foi recebido com protestos por parte dos apoiantes do ex-banqueiro, que denunciam o que consideram ser uma fraude eleitoral.

Guillermo Lasso apelou aos seus manifestantes para sair às ruas, “sem cair em provocações”, após ter anunciado que vai impugnar os resultados em dezenas de assembleias de voto.

Há relatos de várias manifestações esta noite em Quito e Guayaquil, a segunda cidade do país, onde se concentram os apoiantes do candidato conservador, frente à sede local da Comissão Eleitoral.

O presidente cessante Rafael Correa felicitou já Moreno, tendo condenado os protestos dos adversários ao afirmar esta noite, “os que não conseguiram vencer pelas urnas, querem fazê-lo pela força”.

¡Qué lástima! Brotes de violencia en Quito, Esmeraldas, Ibarra y Azogues.
Lo que no logran en las urnas, quieren lograrlo por la fuerza.
— Rafael Correa (@MashiRafael) 3 de abril de 2017


Julian Assange felicita-se com vitória de Lenin

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, reagiu igualmente ao resultado do escrutínio, do seu refúgio na embaixada do Equador em Londres.

O candidato conservador tinha prometido expulsar o ativista da representação diplomática do país caso fosse eleito.

Esta noite, Assange, “convidou” Guillermo Lasso a abandonar o país após a derrota, respondendo no mesmo tom ao candidato que tinha prometido expulsar o informático nos primeiros 30 dias de governo.

Invito cordialmente al Señor Lasso que se retire del Ecuador en los próximos 30 días (con o sin sus millones offshore) #AssangeSILassoNO pic.twitter.com/yYvw5vBWST
— Julian Assange (@JulianAssange) 3 de abril de 2017


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