14 de ago de 2016

Itália é avisada sobre célula terrorista baseada em Milão





The Local It, 14 de agosto de 2016.




Autoridades líbias têm alertado a Itália sobre uma célula terrorista do Estado Islâmico operante com base em Milão, com ligações com veteranos que estiveram no campo de batalha com o grupo extremista, informou a imprensa italiana neste domingo. 

A existência da rede teria sido revelada por documentos apreendidos por agentes líbios depois que as forças do governo findaram mais uma sede do Estado Islâmico na cidade de Sirte no início desta semana. 

Foi dito que os militantes radicados na Itália estavam associados a Abu Nassim, de 47 anos, um tunisiano que viveu na Itália por mais de 20 anos, e posteriormente foi lutar no Afeganistão e na Síria, antes de se tornar um comandante do Estado Islâmico na Líbia.

Os relatórios levantam preocupações crescentes de que os combatentes do Estado Islâmico dispersos em Sirte poderiam atravessar o Mediterrâneo em barcos de imigrantes e montar “ataques de lobos solitários” terroristas em território italiano. 



Serviços de segurança foram colocados em estado de alerta elevado para a época de férias e o ministro do interior, Angelino Alfano, intensificou a expulsão de suspeitos simpatizantes de “extremistas”. [Terroristas muçulmanos].
Na noite de sábado, Alfano disse que ordenou a deportação de Hosni Hachemi Bem Hassem, um imã tunisino com base em uma mesquita em Andria, em Puglia. 

O imã de 49 anos tinha sido inocentado das acusações de recrutamento de extremistas, mas Alfano o expulsou de qualquer jeito, com base na suspeita de incitamento ao ódio racial. 

O clérigo é o nono imã a ser expulso desde o início de 2015 no âmbito duma abordagem de “tolerância zero” à militância extremista que Alfano diz reduzir o risco de uma taque terrorista em solo italiano. 

O ministro de centro-direita assinou um total de 109 ordens de expulsão desde o início do ano passado, 43 deles em 2016, disse ele em um comunicado. 

Abu Nassim, cujo nome real é Moez Ben Abdelkader Fezzani, chegou pela primeira vez na Itália em 1989 para trabalhar na construção civil. 

Suspeito de tentar “radicalizar” e recrutar outros imigrantes árabes, despareceu em 1997 e ressurgiu no Paquistão, em seu caminho para unir forças a Osama Bin Laden no Afeganistão. 

Ele foi preso pelas forças dos Estados Unidos em 2001 e encerrado na instalação da base aérea de detenção de Bagram, que viria a ser conhecida pela tortura e morte de presos. 

Abu Nassim foi transferido para a Itália em 2009 depois que promotores apresentaram acusações relacionadas ao recrutamento de terroristas em sua estadia anterior. [Na prisão]. 

Ele foi absolvido em 2012 e deportado para a Tunísia. E foi condenado em segunda instância, no ano seguinte, a altura em que já estava lutando na Síria. 

Desde 2014, ele comandou as forças do Estado Islâmico em torno do porto líbio de Sabratha. 

A Tunísia emitiu um mandado de prisão em conexão com o ataque de março de 2015 ao Museu do Bardo em Tunis, em que homens armados mataram 21 turistas e um policial. 


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