14 de mai de 2016

Varsóvia aponta a Putin e a ex-presidente pelo suspeito acidente aéreo de Smolensk. Katyn II?

IPCO


Por Luis Dufaur em 10 de maio de 2016.


Em 10 de abril de 2010, o presidente e a cúpula do governo de Varsóvia foram participar de uma cerimônia em Katyn, na Rússia, por ocasião do 70º aniversário do massacre de vários milhares de oficiais poloneses prisioneiros do Exército Vermelho comunista.

As cerimônias do 6º aniversário do misterioso desastre aéreo na Rússia que decapitou a liderança política da Polônia tiveram um acirrado tom de Guerra Fria, noticiou a agência France Presse.


O atual presidente conservador polonês Jaroslaw Kaczynski é irmão do presidente polonês Lech Kaczynski falecido no trágico acidente.

Em 10 de abril de 2010, o presidente e a cúpula do governo de Varsóvia foram participar de uma cerimônia em Katyn, na Rússia, por ocasião do 70º aniversário do massacre de vários milhares de oficiais poloneses prisioneiros do Exército Vermelho comunista.

O cruel crime de massa foi perpetrado em plena II Guerra Mundial pela polícia secreta soviética, 
KGB, onde se formou Vladimir Putin.


O avião que transportava o presidente polonês, sua mulher e 94 outras personalidades de alta patente política e militar, deveria ter pousado no aeroporto russo de Smolensk. Porém, caiu em circunstâncias suspeitas e ainda não esclarecidas.

Ninguém foi recuperado com vida, malgrado as condições da queda sugerirem a possibilidade de sobreviventes.

A Rússia cercou a área do desastre e não permite que ninguém analise os restos e outros indícios que poderiam esclarecer o caso. Na época até circularam vídeos em Youtube, de baixa definição aliás, que segundo analistas provariam que os feridos foram friamente assassinados por agentes russos.
O partido conservador Direito e Justiça que hoje governa a Polônia está convencido de ter sido um atentado concebido no Kremlin e acusa o antigo chefe de governo polonês Donald Tusk de ser “moralmente responsável” de cumplicidade com esse crime de Estado.

“O governo de Donald Tusk (hoje presidente do Conselho Europeu), é responsável, pelo menos moralmente” da catástrofe e os culpados devem ser “punidos”, declarou o atual presidente diante de milhares de seguidores de seu partido.

Ele achou deturpado o inquérito sobre a catástrofe de Smolensk feito pelo governo Tusk e que atribuiu as causas do acidente às más condições meteorológicas e a falhas dos pilotos poloneses e dos controladores aéreos russos.

O atual governo reabriu o inquérito. Missas, orações públicas e cerimônias foram feitas no país todo em memória das vítimas.

O presidente depositou publica e solenemente uma coroa de flores diante do retrato do presidente falecido e sua esposa às 8hs 41m, horário do desastre.

O chefe da nova sub-comissão de inquérito Waclaw Berczynski reafirmou a uma revista católica a tese de uma explosão provocada no avião.

Porém, há falta de provas. A Rússia não permite exumar os corpos das vitimas para efeito de autopsias e se recusa a restituir à Polônia as caixas pretas que foram recuperadas.

O ministro da Defesa Antoni Macierewicz, principal defensor da tese do atentado, falou recentemente de “terrorismo” russo.

O ex-chefe de Estado Donald Tusk é suspeitado de amizade com Vladimir Putin, e alguns até pedem que seja julgado por um Tribunal de Estado, não faltando aqueles mais radicais que reclamam para ele a pena capital.


Nenhum comentário:

Postar um comentário