29 de abr. de 2016

Suécia quer respostas provenientes da Rússia após ameaças do Ministro Sergei Lavrov - o expansionismo eurasista da Rússia

Prólogo.


A Suécia é um país decadente culturalmente e moralmente falando: o país enfrenta uma grave crise cultural, em que os cidadãos se envergonham de suas origens étnicas e culturais, e o que impera nessa sociedade é o Marxismo e o politicamente correto. Sucessivos líderes do país enfraqueceram-no por dentro, dando-lhe doses e mais doses de politicamente correto, tornando o Cristianismo, o que outrora foi à base dessa nação, um elo fraco, e sem consistência alguma. O país gasta mais com imigração para tentar tornar o país multicultural, do que com defesa, e os inimigos mais fortes se regozijam disso, pois sabem que países fracos culturalmente e militarmente são as prezas mais fáceis. Com a Suécia não seria diferente. 

A Noruega, embora membro da OTAN, tal como a Dinamarca e Finlândia, também não está imune, pois as mesmas políticas têm sido adotadas, e o país culturalmente está em decadência profunda. Democracias são rotativas, nelas ocorrem rodízios de poder, e cada nação é soberana, e os povos destas nações escolhem os líderes que bem lhes prouver. É por isso que, na política, a OTAN não pode fazer nada concernente à influência russa; e uma vez que os cidadãos escolhem líderes que se comprometem com a agenda da União Europeia, de redistribuir as quotas de refugiados, a inquietação e insatisfação aumentam, e grupos "nacionalistas" antagônicos a estas políticas podem ascender na política. 
Em muitos casos, tais grupos “nacionalistas” estão intrinsecamente ligados à ideia russa de que o nacionalismo é a rejeição de laços com as potencias existentes, e com as organizações internacionais de cooperação de defesa, tal como a OTAN. Vários grupos mostram-se indispostos a cooperar com a OTAN, e com os Estados Unidos por conta de sua política externa, que para eles, é o ponto de partida para as crises atuais que geram essa onda de imigração em massa. Sendo assim, internamente nos sistemas políticos de tais países, caso um antagonista dessas políticas ascenda mediante as reivindicações do público, é muito provável que a OTAN nada poderá fazer, caso o líder escolhido resolva cortar laços com a organização. É o que eu chamo de “direita putinista”, pró-Kremlin e antiocidente. 

Neste momento, a União Europeia passa por uma crise, em que vários Estados-Membros enfrentam mudanças políticas abruptas, na qual o seu público não quer mais saber dessas políticas da União. Às vezes o alto-escalão da União Europeia e da OTAN fala como se não houvesse uma decisão unilateral e soberana do público para a aceitação ou não dessas políticas, e isso é um erro. A OTAN não pode tomar decisões institucionais, e a União Europeia, está perdendo adesão e confiança exatamente por pensar o contrário disto. Eu diria que por conta dessa crise a qual a União adotou, fará com que a OTAN também saia perdendo, assim como os povos desse continente como um todo. A União Europeia é o tendão de Aquiles da OTAN e suas políticas de ambos. 

A Rússia tem meios pelos quais pode entrar na política dum país. Para os países escandinavos, infelizmente, esses meios não são fáceis de obstruir. O Kremlin tem ensaiado invasões a estes países, e como eles costumam não deixar um ensaio ser em vão, provavelmente fizeram previsões duma crise institucional que poderá dar-lhes essa oportunidade muito brevemente. A Suécia é um dos países não membros da OTAN que gasta menos com defesa. Para os russos, a situação não poderia ser mais favorável. As armas dos russos são força e persistência, assim como a subversão; já as armas da Suécia, são as armas que os russos criaram para aliená-los: o politicamente correto.

Stefan Löfven


UT, 29 de abril de 2016.

O Primeiro Ministro do país diz que Estocolmo está no seu direito soberano de aderir à OTAN
A Suécia pode tomar suas próprias decisões sobre defesa e segurança. 


Estocolmo exige que Moscou respeite plenamente este direito soberano.

O primeiro-ministro Stefan Löfven comentou sobre a recente declaração feita por Sergey Lavrov, o ministro russo de Negócios Estrangeiros. 

Lavrov disse anteriormente que a Rússia iria tomar medidas militares caso a Suécia entrasse na OTAN. Löfven chamou estas palavras de “inúteis e desnecessárias”. 

“Exigimos o respeito da mesma forma que respeitamos a decisão dos outros países sobre suas políticas de segurança e defesa”, disse o primeiro-ministro em uma entrevista.


A parlamentar Karin Enstrom, por sua vez, disse que o embaixador russo deve ser convocado para uma reflexão sobre as palavras de Lavrov. 

“Isso levanta uma série de questões, que é por isso que eu acho que é importante convocar o embaixador russo para explicar o que a Rússia e o Ministro de Relações Exteriores russo quer dizer com isso”, sublinhou Enstrom. 

Lars Adaktusson, um membro do Parlamento Europeu, também comentou sobre as ameaças do Kremlin. “As palavras de Lavrov mostram claramente por que a Suécia deve aderir à OTAN”, ele postou no Twitter. 

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