28 de abr. de 2016

Noruega promete mudar as práticas de bem-estar infantil /o Estado tomando conta da vida alheia

Prólogo

A Noruega, tal como a Suécia introduziu leis que interferem na educação dos pais. Assim como a Suécia, a famigerada lei que inibe correção física também foi introduzida, como consta no artigo. “Violência verbal e psicológica”, diz a representante da organização de Serviço de Bem-Estar Infantil Norueguesa. Na Noruega, a ideologia de gênero também é uma regra nas escolas, e resistir a ela também pode ser enquadrado como violência psicológica, caso os pais sejam os responsáveis por criar mecanismos de resistência a esta doutrinação. Portanto, uma criança que recebe dos pais uma visão cristã do casamento e das relações homem e mulher, pode muito bem ser enquadrada como vítima de “violência psicológica”, se assim o Estado compreender.

Vejam que, eles reconhecem os “erros”, e ainda ratificam que, tal como na vida dos cidadãos nativos, os estrangeiros devem se adaptar a intromissão do Estado na educação das crianças – mesmo que seja para ensinar a famigerada ideologia de gênero, que lá tem de sobra, e eu ratifico aqui. O Estado ensina gênero neutro para os seus filhos, e ainda por cima, quer que você seja punido, caso resista em por o seu filho nos trilhos tortuosos da diligência descarrilada politicamente correta. 

Aquilo pelo que o Estado norueguês compreende como “discurso de ódio” também entra nesse patamar de “violência psicológica”, ou seja, se o seu filho estiver sendo doutrinado de que não há gênero, e que ele pode ser homem ou mulher se assim desejar, no momento em que seu filho disser que o papel de homem e mulher é uma constatação biológica e bíblica, imediatamente o Estado compreende que aquilo consigna um discurso de ódio, e claro, os tutores serão responsabilizados. Na Noruega, também é crime discordar da prática e estilo de vida homossexual. 

O que alguns no Brasil não compreendem – enquanto deliram nos seus sonhos molhados dum país estrangeiro onde tudo funciona, e o único male que lá não tem é o de não poder gastar dinheiro de modo tranquilo – é que o que nós vemos aqui, lá há muito tempo já foi posto em prática. A Suécia está economicamente e culturalmente falida! E um dos motivos foi por adotar esse “progressismo” que praticamente anulou a influência dos pais e do Cristianismo
.
Enquanto isso, jornais como The Local ratificam a cada semana como os noruegueses estão a cada dia menos crentes em Deus, e menos simpáticos ao Cristianismo. No entanto, o Islã está em ascensão. O problema é que democracias têm rodízio de poder. Há um grande número de esquerdistas escandinavos, e muçulmanos aliados com eles. Cedo ou tarde, uma coalizão vai tomar as rédeas, e isso não será bom para o futuro da Noruega, que vai ser ver dançando entre os “nacionalistas” pró-Rússia, e os esquerdistas multiculturalistas.

Solveig Horne

The Local Ng, 28 de abril de 2016.

Por Justin Cremer.


Diante dos protestos globais contra a organização norueguesa Child Welfare Service (Barnevernet), [Serviço de Bem-Estar Infantil] a Noruega anunciou esta semana duas mudanças que poderiam afetar as operações futuras da agência controversa. 
Na quinta-feira, o estado disse que a ratificação da Convenção de Haia de 1996 sobre responsabilidade parental resultaria em mudanças na forma como a agência lida com casos em que uma criança tem conexões com mais de um país. 
De acordo com Dagbladet, a ratificação significa que as crianças que são retiradas dos pais na Noruega podem ser colocadas com parentes no exterior, em vez dum orfanato norueguês. 
A ratificação, que entrará em vigor em 01 de julho, daria a Noruega “um novo meio para prevenir e resolver os litígios parentais internacionais, em casos de bem-estar infantil e casos de rapto de crianças, e pode dar soluções a longo prazo para as crianças afetadas”.

“Se uma criança tem avós ou tios e tias que podem cuidar delas em outro país, e se eles próprios têm uma conexão com esse país, haverá uma possibilidade de que a família no exterior assuma os cuidados”, disse a Ministra da Infância e Igualdade Solveig Horne.
De acordo com a proposta, qualquer um no estrangeiro deve “ser prudente sobre o melhor interesse individual da criança”.  A ratificação também vai permitir que os governos estrangeiros possam solicitar o acesso a casos de crianças nos Serviços de Assistência Social.
Além da ratificação da Convenção de Haia de 1996, o governo anunciou em fevereiro que tinha introduzido novas diretrizes sobre como as autoridades locais devem lidar com casos de bem-estar infantil transfronteiriços
Além disso, Horne disse na segunda-feira desta semana que ela se encarregou da Comissão Norueguesa de Saúde para analisar um grande número de casos urgentes de bem-estar infantil. 
“Sabemos que o Serviço Social Infantil faz um trabalho muito bom, mas eles são muitas vezes criticados, tanto por intervir demasiadamente cedo ou por prevenir de forma errada, ou porque se envolvem demasiadamente tarde”, disse Horne em um comunicado do governo. 

“Queremos obter uma imagem de como o sistema funciona, como ordens de cuidados obrigatórios são tratados e o que acontece nos casos em que o sistema falha”, acrescentou. 
Os anúncios vieram após intensas críticas do Serviço de Bem-Estar Infantil, tanto dentro da Noruega, quanto no estrangeiro. 
No início deste mês, manifestações foram realizadas em mais de 60 cidades no mundo inteiro por manifestantes que acusam a agência de “sequestro de crianças”, especialmente quando um ou mais dos pais são estrangeiros.
Estimulado por um caso de grande repercussão em que cinco crianças foram removidas dos cuidados de seus pais noruegueses/dos parentes romenos através do Barnevernet, em novembro, os protestos foram organizados em grande parte por grupos romenos e evangélicos. 
Anders Henriksen, o chefe da seção da Direção Norueguesa para Crianças, jovens e Assuntos da Família (Bufdir), disse ao The Local que foram levadas um total de 1.664 crianças no ano de 2014. Destes, 424 tinham mães que nasceram no exterior. 
Ele disse que algumas das controversas remoções de crianças muitas vezes têm um elemento de mal-entendido cultural. 
“O Bem-Estar Infantil Norueguês é um sistema que pode ser difícil de os estrangeiros compreenderem quando se instalam na Noruega. Pode ser difícil para eles entender que uma instituição pública como o Bem-Estar Infantil pode intervir na vida privada duma família, e assumir os cuidados das crianças”, disse ele. 
Enquanto ele não pode discutir casos individuais, Henriksen disse que na maioria dos casos, as crianças são removidas por causa de “maus-tratos, violência, abuso de substâncias, problemas psicológicos drogas e abuso sexual”. 
“É necessário que as pessoas que vivem na Noruega obedeçam às leis norueguesas [e] é proibido por lei punir crianças na Noruega física e psicologicamente”, disse ele. 

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