29 de ago. de 2022

Scholz e von der Leyen defendem grandes reformas na UE: perestroika globalista




Euronews, 29/08/2022 



Por Sandor Zsiros 



Uma União Europeia com mais de 30 membros e a decidir muitas vezes por maioria em vez de total unanimidade, nomeadamente em política externa.

A proposta do chanceler da Alemanha foi detalhada num discurso em Praga, na Chéquia, na qual Olaf Scholz explicou que a invasão da Ucrânia pela Rússia tornou mais urgente fazer reformas profundas, e enumerou os países do leste que devem entrar o mais cedo possível.

"Defendo a expansão da União Europeia para incluir os Estados dos Balcãs Ocidentais, Ucrânia, Moldávia e, no futuro, também a Geórgia".

Há anos a fazerem reformas, os estados- membros Croácia, Roménia e Bulgária devem integrar o chamado espaço Schengen de livre circulação, defende o chanceler.

Um sistema de defesa aérea comum e outra ideia para reforçar a segurança: "Um tal sistema de defesa aérea europeu não seria apenas mais barato e mais eficaz do que quando cada Estado-membro constrói o seu próprio sistema antiaéreo, mais caro e altamente complexo. Seria também um benefício para a segurança da Europa e um excelente exemplo do que queremos dizer quando falamos do reforço do pilar europeu na NATO", disse.

Reformas acompanham planos de emergência energética

A presidente da Comissão Europeia, também instou a Europa a enfrentar os desafios colocados pelos adversários geopolíticos Rússia e China.

Ursyula von der Leyen disse que a prioridade é acabar com a dependência dos combustíveis fósseis russos e reformar o mercado da eletricidade.

"Foi desenvolvido para circunstâncias completamente diferentes. E com objetivos completamente diferentes. Já não se adequa às necessidades atuais. E é por isso que nós, a Comissão, estamos agora a trabalhar numa intervenção de emergência e numa reforma estrutural no que respeita ao mercado da electricidade", afirmou num um discurso no Fórum Estratégico de Bled, na Eslovénia.

O Conselho Europeu anunciou a realização de uma reunião extraordinária dos ministros da energia dos 27 países, no final da próxima semana, para analisar a crise energética que tem um enorme impacto econômico e social.

Nota do editor do blog: essa reforma servirá a uma série de propósitos não-declarados, mas muito bem definidos. Primeiro, a desculpa da invasão na Ucrânia como sendo o fator principal do encarecimento do consumo de energia, serve ao propósito de fazer reformas que visam implementar a agenda verde, e o crédito social de pegada de carbono. Uma vez que a União Europeia considera os combustíveis fósseis um problema, independente se adquirido na Rússia, ela poderá forçar os países que não querem seguir a agenda verde a cumpri-la, pois estarão dentro do contexto de racionamento pela proibição de compra do gás russo. Assim sendo, eles estarão cumprindo a agenda verde por tabela. Isso reforça a implementação de um crédito de carbono, e da automatização do trabalho, bem como uma mudança na mobilidade urbana  – no transporte de modo geral. Outro propósito nessa reforma é a integração do espaço de Schengen: ao reformar o espaço de circulação, a União Europeia obriga os países membros a abrir mão de sua soberania nacional, no que tange as fronteiras, e quem pode ou não permanecer no país. Isso facilita a vida dos burocratas europeus que querem repôr a população europeia decadente demograficamente, com requerentes de asilo do Oriente Médio e África. O que causará o mesmo efeito dos anos anteriores; atividades terroristas e criminosas. E por fim, as reformas no mercado de eletricidade: ao fazer uma reforma no consumo energético, os países que concordarem estarão colocando sua política energética nas mãos dos burocratas de Bruxelas. Isso fará com que a União Europeia possa implementar meios de medir o consumo individual, uma vez que ela será o órgão regulador. Isso acarretará não só uma mudança no consumo, como a questão dos combustíveis fósseis, mas também acarretará mudanças na forma como o governo se limita a não interferir na vida dos cidadãos, ou seja, graças a isso os governantes poderão cada vez mais se intrometer na vida privada dos cidadãos. E para concluir, a reforma no espaço aéreo e defesa: isso forçará os países a abrir mão do seu espaço aéreo, e com que a União Europeia tenha um controle ainda maior dele, além de fazer com que os países membros se tornem obrigatoriamente membros da OTAN, e participantes de suas ações militares, sejam elas quais forem. A UE não veem esses países como novos mercados em potencial para se integrar, mas sim seus povos como mais recursos humanos para guerras inúteis no exterior. 

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Fonte:https://pt.euronews.com/my-europe/2022/08/29/scholz-e-von-der-leyen-defendem-grandes-reformas-na-ue

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