9 de jul. de 2022

Colômbia – ex-presidente colombiano, responsável pelos acordos de “paz” com as FARC, defende a legalização das drogas

George Soros e o ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos



Prêmio Nobel da Paz diz que só a legalização das drogas acabará com o narcotráfico


LH, 08/07/2022 



O ex-presidente da Colômbia disse que toda a luta que promoveu não serviu para acabar com as máfias do narcotráfico e por isso propõe outra "solução".

RIO DE JANEIRO. O ex-presidente da Colômbia e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, garantiu que somente a legalização das drogas acabará com o tráfico de drogas, em entrevista publicada em 8 de julho de 2022 pelo jornal brasileiro Folha de São Paulo.

Segundo o ex-presidente, que antes de chegar à chefia de Estado do país vizinho exerceu funções de ministro nas pastas da Defesa e das Finanças, de nada serviu a luta que tem sido travada para acabar com estas máfias.

Santos destacou que esses grupos criminosos atuam em regiões abandonadas pelo Estado, como a Amazônia, onde concentram seu poder e se tornam um Estado paralelo ao qual as comunidades que ali vivem acabam recorrendo.

Trabalhei para destruir plantações de coca com produtos químicos destrutivos para a natureza e para o homem, fiz prisões de pessoas por conta do tráfico de drogas, extraditei mais de 1.400 narcotraficantes e, no entanto, o negócio do narcotráfico continuou e continua, ainda maior do que antes", disse Santos em a entrevista.

"O que isso me ensinou? Que essas soluções não enfraqueçam as máfias. E que a solução é a legalização das drogas", acrescentou.

O ganhador do Prêmio Nobel confirmou que junto com o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso estão fazendo uma campanha mundial para acabar com a proibição da comercialização de drogas, algo pelo qual foi duramente atacado na Colômbia quando fez essa proposta como presidente.

"Disseram que ele queria envenenar as crianças. Mas foi isso que os Estados Unidos fizeram quando legalizaram o álcool. É possível", assegurou.

Santos, que governou a Colômbia entre 2010 e 2018 e participa de evento dedicado aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, também revelou a fórmula que aplicou em seu país para reduzir a pobreza - que ao final de seus dois mandatos caiu de 37,2%. para 27%-, e isso se resume na forma como o indicador é medido.

Não consiste em medir quanto ganha uma família ou uma pessoa, mas em quais necessidades básicas estão ou não satisfeitas”, destacou.

O fato de uma pessoa ganhar US$ 100 ou US$ 800 não garante que ela terá acesso a cuidados de saúde ou educação, dependendo de como e onde mora. Mas se medirmos o que falta às pessoas, regionalmente, chegamos a um cálculo mais preciso, e o Governo pode concentrar o seu esforço e os seus investimentos onde é realmente necessário”, explicou.

Apoio a Petro

Na entrevista, Santos falou também do novo governo que chega à Colômbia pelas mãos de Gustavo Petro, com quem o país terá pela primeira vez um presidente de esquerda.

Santos, que recebeu o Nobel graças aos seus esforços para assinar um acordo de paz após 52 anos de conflito armado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia ( FARC ), a maior e mais antiga guerrilha do mundo, afirmou que apoia totalmente a Petro em suas propostas de paz e justiça restaurativa, algo que até agora só foi aplicado com as FARC.

Petro garantiu publicamente que quer voltar aos planos de paz de Santos, desde a implementação integral do acordo assinado com as FARC até a retomada das negociações com o ELN, a segunda maior guerrilha do país,  que foi interrompido há quatro anos após a chegada do "conservador" Iván Duque ao poder. 

Apoio 100% o novo presidente da Colômbia em sua determinação de implementar o processo de paz e ter a Justiça Especial para a Paz ( JEP) como modelo para a pacificação do país ”, afirmou.

Nota do editor do blog: Juan Manuel Santos defender a legalização das drogas não é surpresa, muito menos FHC estar envolvido em sua empreitada: ambos fazem parte do Diálogo Interamericano, um Think Tank que foi criado por políticos americanos em conluio com várias figuras políticas e empresariais latino-americanas. Por trás da entidade existem centenas de fundações poderosas, como a  Fundação Ford, e o CFR, Esses grupos têm o interesse de manter a América Latina no status quo, para que jamais avance economicamente, e se tornem celeiros do mundo controlado, e modelo de dependência da nova  governança global, e seu modelo econômico de Crédito Social. Não permitir que a região se desenvolva é importante, pois uma vez que isso aconteça, a resistência ao programa da agenda globalista também aumenta. Juan Manuel Santos e FHC enquanto presidentes serviram exatamente para este propósito: impedir que seus respectivos países se desenvolvessem. FHC foi quem habilitou a guerra contra o agronegócio através do MST, a quem ele legitimou nos anos 90, e que lançou ataques direitos contra proprietários de terras, usando brechas naquele pedaço de lixo que chamamos de constituição. Santos, que diz que combateu o narcotráfico, mas não conseguiu ver suas ações surtir efeito, não só não combateu o narcotráfico enquanto ministro da defesa, como também não o fez como presidente, pois sempre poupou áreas inteiras de cultivo da coca, com a desculpa de que não queria aumentar o dano ambiental, além de permitir que as famílias pudessem fazer parte de um programa de substituição da cultura local (cultivo). De Álvaro Uribe até Iván Duque: nenhum ex-presidente colombiano realmente quis acabar com o narcotráfico, mas trazer os grupos guerrilheiros para a mesa para que fossem introduzidos no cenário político. O motivo do narcotráfico perdurar é exatamente por este. Assim como os Estados Unidos não destruíram a imensa área de cultivo de papoula no Afeganistão,  durante a ocupação do país, assim também o governo colombiano poupou as plantações de coca, em supostas  áreas "pobres" do país. Todo cenário político atual na Colômbia pode ser descrito como "etapas". Desde o final da Segunda Guerra Mundial, sucessivos governos colombianos negociaram com terroristas na tentativa de fazê-los entrar no cenário político, em favor de um projeto supranacional. Uma vez que o exército colombiano perdeu sua autonomia para o poder político, os políticos passaram a podar o poder do exército, e a usar o estado para acomodar grupos terroristas revolucionários. Uribe anistiou membros do M19 (nos anos 90), do qual Petro fazia parte, Santos implementou os acordos de paz com as FARC, acordados nos anos 90 no Foro de São Paulo, e Duque os cumpriu sem mudar uma linha. Santos não conseguiu legalizar as drogas, porque era controverso na época, mas já demonstrava sua intenção. Duque sempre defendeu a legalização, mas ele não podia expor isso, pois precisava da complacência dos colombianos para complementar os acordos, e sair da presidência. Um sinal mais claro de Duque na presidência (antes ele já sinalizava, mas enquanto senador) querer legalizar as drogas aconteceu em fevereiro deste ano, quando ele legalizou o uso industrial da Maconha. Soros tem uma startup que faz uso industrial da maconha, e ironicamente ela atua na Colômbia, onde ele tem investido pesado nos processos de paz com as FARC, e na legalização das drogas. Petro é a favor, e isso é uma vitória para Soros e as FARC, uma vez que ambos investiram na chegada dele ao poder. As FARC através dos políticos ligados ao Foro, e Soros através de Uribe e Santos. 

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Fonte:https://www.lahora.com.ec/mundo/nobel-paz-legalizacion-drogas-acabara-narcotrafico/

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