26 de mai de 2018

Irlanda – País vota para legalizar o aborto e revogar leis pró-vida que protegiam bebês nascituros



Lifenews, 26 de maio de 2018. 



Por Steven Ertelt



Os eleitores irlandeses votaram a favor da revogação das leis do país que protegiam os nascituros – dando lugar a possibilidade de uma nova legislação patrocinada pelo governo para legalizar o aborto de bebês com até 6 meses de idade. Depois que os dados iniciais do referendo foram expostos soube-se que foi uma derrota esmagadora para ativistas pró-vida que estavam na esperança de manter as leis pró-vida da nação no lugar, a contagem oficial de votos revela que a Irlanda votou decisivamente para legalizar o aborto. 

O resultado projetado ainda foi confirmado por uma contagem oficial, mas os relatórios iniciais da contagem parcial de votos já indicavam que o voto real estava se alinhando com os dados das pesquisas que estavam mostrando que quase 70% dos irlandeses votaram em favor da proteção legal para mulheres e nascituros. 



Durante décadas, a Oitava Emenda protegeu bebês nascituros e mães igualmente na Irlanda, reconhecendo que ambos são seres humanos valiosos que merecem o direito à vida. Mais de 100.000 bebês e mães irlandesas foram poupados da dor da morte do aborto, graças à proteção constitucional. A Irlanda se tornou um dos lugares mais seguros do mundo para mães grávidas e seus bebês, com uma das menores taxas de mortalidade materna do mundo. 

A Oitava Emenda da Irlanda reconhece o “direito à vida dos nascituros” com um “direito igual à vida da mãe”. Sem a Oitava Emenda, nada impede que os legisladores legalizem o aborto por qualquer motivo até o nascimento. 

Ativistas do aborto aplaudiram os resultados e a capacidade de legalizar abortos que matam bebês e ferem mulheres. 

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, que fez pressão pela legalização do aborto aplaudiu a decisão dos eleitores irlandeses. 

O público falou, o resultado parece ser retumbante em favor da revogação da Oitava Emenda, possivelmente conseguido por [cada] distrito eleitoral do país”, disse Varadkar no sábado. 


Este é um dia monumental para as mulheres na Irlanda”, disse Orla O’Connor, codiretora do grupo Together for Yes. “Isto é sobre as mulheres tomando seu lugar de direito na sociedade irlandesa, finalmente”. 

A votação é uma “rejeição de uma Irlanda que tratou as mulheres como cidadãs de segunda classe”, disse ela. “Isto é sobre a igualdade das mulheres e este dia traz mudanças massivas, mudanças monumentais para as mulheres na Irlanda, e não há como voltar atrás”. 

O ministro da Saúde da Irlanda, Simon Harris, disse que as mulheres irlandesas “não precisam mais de pegar um avião ou um navio” para fazer abortos no Reino Unido e serão capazes de mudar a vida de seus filhos localmente na Irlanda. 

Sob a Oitava Emenda, mulheres em gestação de risco foram informadas que deveriam pegar um avião ou barco, hoje nós lhes dizemos que tomem isso em suas próprias mãos 

John McGuirk, porta-voz do grupo Save the 8th, dedicado à defesa do direito à vida, disse que muitos irlandeses acordarão para uma nação estrangeira que entra em conflito com os seus valores. 

Alguns defensores pró-vida não se surpreenderam com os resultados, especialmente depois que o Facebook e o Google proibiram a publicidade sobre o referendo sobre o aborto. Isso essencialmente aniquilou a capacidade do lado pró-vida de divulgar sua mensagem, já que grupos pró-vida estavam se preparando para gastar muito em anúncios de mídia social para angariar votos contra a legalização do aborto. O lado pró-aborto tinha gasto pouco e já lançou sua campanha publicitária quando a proibição entrou em vigor. 

A atenção vai agora se volta para o Parlamento Irlandês, que deverá aprovar o projeto de lei do governo para legalizar o aborto de bebês de até 6 meses de idade por quaisquer motivos, como, por exemplo, “saúde mental”. A proposta que eles estão tentando empurrar já é muito extrema. Legalizaria o aborto por qualquer motivo até 12 semanas de gravidez e até seis meses em uma ampla gama de circunstâncias. 

O temor é que a lei de aborto da Irlanda espalhe o seu modelo para a Grã-Bretanha, onde uma em cada cinco gestações termina em aborto a cada ano. Na Grã-Bretanha, o aborto é permitido até 24 semanas de gestação em cinco terras. Em 2016, 97% dos abortos na Inglaterra e no País de Gales foram realizados com base na “saúde mental”. Dois por cento eram por anormalidades. 

Médicos irlandeses foram alguns dos mais francos defensores do aborto, dizendo que a revogação da Oitava Emenda por si não faria absolutamente nada para ajudar as mulheres irlandesas. As pessoas com deficiência e suas famílias também expressam temores de que a legalização do aborto poderia levar a uma descriminalização mortal e generalizada contra bebês em gestação. 

Celebridades irlandesas também pesaram no debate. Nesta semana, Jim Corr da banda de fok-rock irlandesa disse que votaria Não porque a proposta do governo é “excessivamente extrema”, segundo o The Catholic Times

Muitos estão sendo levados a acreditar que este referendo é sobre saúde e escolha, quando na realidade se trata realmente de trazer a lucrativa indústria do aborto para a Irlanda”, escreveu Corr no Twitter

Defensores pró-vida têm trabalhado duro contra uma mídia preconceituosa, políticos, celebridades e grandes doações ilegais de empresários americanos ricos [escusos] que têm a intenção de pressionar a Irlanda a adotar o aborto quando necessário. Voluntários pró-vida têm batido de porta em toda a Irlanda para salvar a Oitava Emenda e milhares de vidas de bebês nascituros. 

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2 comentários:

  1. Que DEUS cobre de cada uma destas pessoas que votaram a favor da morte e do demônio.

    E que Nossa Senhora interceda pela Irlanda.

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