13 de mai de 2018

Homens na China e na índia não conseguem encontrar esposas porque 71 milhões de meninas foram mortas em aborto ou infanticídio



LifeNews, 11 de maio de 2018. 



O desequilíbrio de gênero na China e na Ásia [como um todo] está causando o caos social. E a visão de mundo do Washington Post não permite admitir a verdadeira causa do problema. 

Li Defu, de 21 anos, trabalha duro, construindo uma casa na China rural. Enquanto os homens americanos de sua idade passam o tempo livre jogando com amigos, Li sabe que não tem tempo a perder. Sem esta casa, ele pode nunca encontrar uma esposa. 

Como Li disse ao Washington Post em uma história intitulada “Too Many Men”, no momento não há garotas da minha idade. “Eu estou construindo esta nova casa por precaução, caso eu encontre alguém”.


Mas mesmo com uma casa bonita para atrair uma noiva, não há garantias de que Li encontrará uma. O motivo: há menos 34 milhões de chinesas que homens. Homens indianos compartilham esse mesmo pesadelo demográfico: há 37 milhões menos mulheres do que homens na Índia.

Qual é a causa desse enorme desequilíbrio de gênero? 

Bem, lendo o [Washington] Post, você pode ser perdoado se não chegar à conclusão óbvia: setenta milhões de bebês não-nascidos foram abortados – mortos no útero simplesmente porque eram mulheres. Em vez disso, o Washington Post refere-se falsamente a “preferências culturais, decreto do governo e tecnologia médica moderna”. Em uma história de 5.300 palavras, a palavra “aborto” é usada exatamente uma única vez. O dano social causado pelo aborto por seleção sexual é espantoso – e, no entanto, o [Washington] Post mal consegue mencionar a palavra!

Agora, é seguro apostar que a maioria dos editores e redatores do [Washington] Post considera o aborto não apenas um direito da mulher, mas também um bem cultural. Então, por que eles estão tão relutantes em usar a palavra nesta história de primeira página? 

Eu suspeito que é porque ninguém gosta de se deparar com o fato de que sua visão de mundo é falha – neste caso, tragicamente. 

Por décadas, grupos ocidentais de planejamento familiar, como o Fundo Internacional de Planejamento Familiar [Planned Parenthood] e o Fundo de População das Nações Unidas, promoveram o aborto em larga escala para sanar muitos problemas do mundo. Eles trabalharam com líderes na China e na Índia, instando-os a derrubar seus níveis populacionais por meio do aborto e da esterilização. 

O resultado? Setenta milhões de homens, que esperavam se casar e criar filhos, estão desesperadamente solitários. “Noivas” são sequestradas de outros países. A prostituição forçada e as agressões às mulheres estão aumentando. 

Ironicamente, muitos dos pais que abortaram suas filhas em favor de filhos nunca terão netos: não há mulheres para os seus filhos se casarem. 

Os defensores do aborto retratam o aborto como um bem social que permite que as mulheres controlem os seus próprios corpos. Mas na Índia e na China – e às vezes também no Ocidente – o aborto deu às mulheres menos controle. Elas são forçadas, pelo governo ou pelos parentes do marido, a matar suas filhas não-nascidas. 

A história 70 milhões de mulheres desaparecidas nos lembra que nossa visão de mundo, como vemos a realidade, como definimos o que é bom e o que é mau, afetará a maneira como vivemos – como indivíduos e como sociedade. Como Chuck Colson muitas vezes nos instou, devemos testar a validade de qualquer cosmovisão seguindo as suas conclusões lógicas. 

A cosmovisão cristão considera as crianças de ambos os sexos uma grande bênção. No Salmos 127, lemos: “Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta”. Mas os defensores seculares do aborto acham que devemos resolver os problemas do mundo através do massacre dos inocentes. 

A boa notícia é que podemos fazer algo sobre essa tragédia em curso: podemos apoiar a campanha Save a Girl, um programa que ajuda as mulheres chinesas a manter suas filhas. 

Também podemos falar sobre o [Washington] Post com nossos vizinhos, ajudando-os a ver as trágicas consequências de uma visão de mundo mortal: neste caso – setenta milhões de mulheres desaparecidas – e os homens solitários que passarão pela vida sem elas. 

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