29 de mai de 2018

Colômbia – Colômbia torna-se o primeiro país latino-americano parceiro global da OTAN




DW, 26 de maio de 2018. 


Santos anuncia que Colômbia será parceiro global da OTAN


País será o primeiro latino-americano a fazer parte da organização internacional de defesa. Presidente diz que entrada vai melhorar imagem da Colômbia, que também passará a fazer parte da OCDE.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta sexta-feira (25/05) que seu país ingressará na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como "parceiro global", se tornando o primeiro representante da América Latina no bloco.



O presidente formalizará o ingresso do país na Otan em Bruxelas, no próximo dia 31 de maio, quando também se reunirá com o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.

"É muito importante o ingresso da Colômbia na Otan na categoria de parceiro global. Seremos o único país da América Latina com esse privilégio", disse Santos em declaração na Casa de Nariño, sede do Governo.

"Ser parte da Otan melhora a imagem da Colômbia e nos permite ter muito mais presença no cenário internacional", acrescentou o presidente sobre a organização, da qual fazem parte potências internacionais como Alemanha, França e Estados Unidos.

A Otan constitui um sistema de defesa coletivo no qual os Estados-membros concordam em defender-se mutuamente caso sejam atacados por um país de fora do bloco. Entre os objetivos da organização estão os de salvaguardar a liberdade e a estabilidade e preservar a paz e a segurança nas nações que dela fazem parte.

Também nesta sexta-feira, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovaram a entrada da Colômbia no organismo, ao final de um processo de adesão iniciado há mais de sete anos.

"Ser membros da OCDE nos permitirá fazer as coisas melhores, ao nos indicarem o que deu errado e o que funcionou em outros países. Em resumo, nos permitirá melhorar as nossas políticas públicas", afirmou Santos.

Um porta-voz do organismo em Paris disse à agência de notícias Efe que a adesão será efetiva assim que a Colômbia cumprir com uma série de passos internos, em particular a ratificação pelo Parlamento da convenção da OCDE.

A organização, formada por mais de 30 países, tem como objetivo compartilhar experiências para solucionar problemas e promover a melhor maneira de se alcançar o bem-estar econômico e social. Dois outros países latino-americanos fazem parte do seleto grupo: Chile e México.


Nota: quando foi proposta essa "adesão", 7 anos atrás, Santos já era presidente. Fora esse fato curioso, existem alguns outros, por exemplo: a maioria dos países-membros da OTAN, que também são membros da União Europeia apoiaram os acordos de paz entre o governo colombiano e as FARC. A própria União Europeia deu dinheiro para as FARC com desculpa de financiar a paz na Colômbia. Santos fez um acordo no qual as FARC literalmente teriam meios legais de tomar o poder no país e, diferentemente dos líderes europeus, os colombianos não enxergaram essas ações de Santos como dignas de um nobel, mas de pena capital. Porém, cada país democrático que cooperou e incentivou os acordos de paz não emitiu nenhuma condenação ao fato de que o presidente Nobel da Paz desrespeitou o referendo no qual os colombianos rejeitavam o acordo. Pelo contrário: o felicitaram como alguém que segue um rumo político de acordo com o espírito da Comunidade Internacional que sempre o apoiou. O fim do mandato de Santos veio com uma “vitória” e reconhecimento de uma organização de importância sem igual no mundo. Isso é no mínimo curioso, visto que o mesmo mundo reconhece os acordos de paz com sendo uma vitória tanto para eles, quanto para a Colômbia, que, diga-se de passagem, os rejeitou, mas foi ignorada. 
Não sou de fazer juízo de pessoas, mas se tratando de Brasil, eu preciso esclarecer algumas coisas que podem surgir das mentes iluminadas e férteis, por exemplo: algumas pessoas podem achar que a parceria do país latino-americano com bloco pode ser uma desvantagem para as FARC e o Foro de São Paulo, mas isso na prática não tem sentido. O objetivo da OTAN é proteger unicamente os seus membros de invasores externos, questões internas dificilmente serão resolvidas pela organização, pois, se ela fizesse isso, seria vista como intrusiva em questões internas. Além disso, a Colômbia não é membro vitalício, mas apenas um parceiro, sem regalias adicionais.  
A OTAN politicamente é nula, e esse é o seu tendão de Aquiles, e um bom exemplo é a Turquia, que é membro vitalício da organização e que ajuda terroristas e tenta suplantar soberanias, como da Grécia, por exemplo. A OTAN tem feito pouco para punir a Turquia, porque considera o país estrategicamente bem posicionado para suas forças, e expurgá-la seria uma perda tremenda. Outra questão é o Separatismo: embora o separatismo Catalão não tenha tomado proporções bélicas, é um fato que se por um acaso isso tivesse acontecido a OTAN seria incapaz de fazer qualquer coisa, visto que em seu estatuto não tem nenhum procedimento para agir nesse caso. Cada país faz sua própria segurança interna, enquanto a segurança externa é planejada e compartilhada com países-parceiros e membros. Enfim., existe uma série de razões para compreender esse movimento da OTAN e da Colômbia. Essa é a minha especulação, você pode concordar ou não com ela, mas há fatos interessantes ai. No fim, eu acredito que essa ação de ambos os lados têm um teor mais político do que militar. 
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