4 de abr de 2018

Detido na França imã radical e alegado mentor de jihadistas




DN, 04 de abril de 2018. 



O imã coordenou o Centro Islâmico de Bruxelas e foi condenado por terrorismo em Itália em 2009, tendo sido libertado em 2012

Foi detido em França um imã radical de Molenbeek, Bélgica, considerado pelas autoridades francesas e belgas como o mentor de muitos 'jihadistas' e formalmente acusado de crimes ligados ao terrorismo, noticiou hoje a imprensa francesa.

Bassam Ayachi, de 72 anos, foi detido na última semana no norte de França, ao abrigo de um mandado de detenção emitido dias antes por um juiz de Paris, segundo fontes judiciais.


O imã do Centro Islâmico de Bruxelas foi hoje presente a um juiz, que o acusou formalmente de "associação de malfeitores relacionados com ação terrorista criminosa". Foi condenado por terrorismo em Itália em 2009 e libertado em 2012, e viajou para zonas de combate controladas por 'jihadistas' na Síria em 2013. As fontes citadas pelos 'media' franceses disseram reconhecer quando regressou à Europa.

Bassam Ayachi voltou a aparecer no filtro judicial em março, na sequência da detenção de um 'jihadista' francês de 29 anos, repatriado a 8 de março depois de ter passado pela Síria e pelo Japão. Foi um juiz de instrução que apreciou o caso desses 'jihadistas' que emitiu um mandado de detenção contra o imã, considerado o 'jihadista' mais velho da Bélgica, com base na relação que os dois homens terão tido na Síria.

Bassam Ayachi nasceu na Síria e nos anos 1960 viajou para França para estudar, tendo obtido a nacionalidade através do casamento com uma francesa. Nos anos 1990 e 2000 coordenou o Centro Islâmico de Bruxelas, situado no bairro de Molenbeek, onde residiam vários dos autores dos atentados terroristas de novembro de 2015 em Paris, sendo que esse centro entretanto foi dissolvido por ordem judicial por servir de base a uma célula de recrutamento de combatentes para o Afeganistão, o Iraque e a Síria. Em 2009 foi detido no sul de Itália com um jovem convertido ao Islão, após a polícia ter descoberto imigrantes clandestinos dentro da sua autocaravana.

A justiça italiana acusou Bassam Ayachi de criar uma "rede de apoio logístico a uma organização terrorista internacional", ligada à Al-Qaida, e ambos acabaram por ser condenados. Três anos depois, foram ilibados em segunda instância e em julho de 2012 regressaram à Bélgica.

Em 2016 a televisão France 2 emitiu um documentário intitulado "Em nome do pai, do filho e do 'jihad', sobre a partida da família Ayachi para a Síria, em 2013, para combater o regime de Bashar al-Assad.

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