6 de mar de 2018

Unidade antiterrorista britânica investiga intoxicação de espião duplo russo




Euronews, 06 de março de 2018. 



Ex-coronel dos serviços de informação russos, foi sentenciado a 13 anos de prisão em 2006 por transmitir informações secretas ao Reino Unido.

A unidade antiterrorista da policia britânica está investigar as causas da intoxicação de um antigo espião duplo russo e da filha em Salisbury, cidade do Reino Unido.

De acordo com a agência Reuters, trata-se de Sergei Skripal, antigo coronel dos serviços secretos militares russos.



O ex-coronel dos serviços de informação russos, foi sentenciado a 13 anos de prisão em 2006 por transmitir informações secretas ao Reino Unido.

Encontra-se hospitalizado em estado crítico. Os dois foram encontrados inconscientes num banco da cidade. O acesso ao local foi proibido.

Citada pela agência AP, a polícia local disse, em comunicado, que ambos estão “num estado crítico” e em terapia “intensiva”, acrescentando que ainda não é possível “determinar se foi cometido um crime”.

Os médicos confirmam que ainda não foi detetada a substância que causou a intoxicação de Skripal, de 66 anos, e da sua companheira.

"Era como se estivessem mortos. As pernas dela estavam muito duras. Sabe, como quando os animais têm rigor Mortis? Quando as pessoas a puxaram as pernas dela ficaram juntas e quando estava no chão os olhos estavam todos brancos, estavam bem abertos mas apenas brancos e espumava da boca. Depois foi o homem que ficou rijo. Os braços dele deixaram de mexer, ficou paralisado a olhar em frente", explica Jamie Paine, testemunha que alertou as autoridades.

Como precaução, uma pizaria do centro da cidade foi encerrada. Apesar de não saberem ou não quererem revelar a substânica que fez adoecer o casal, as autoridades dizem não existir perigo conhecido para o público.

Este incidente faz lembrar o caso Litvinenko, um antigo agente do FSB, opositor a Vladimir Putin, envenenado em 2006 com polonium-210, uma substância radioativa altamente tóxica.

Londres ameaça Moscou no caso do espião intoxicado


Londres considera boicotar o campeonato do mundo de futebol deste ano na Rússia caso se confirme existir implicação do Kremlin na intoxicação do antigo espião duplo, Sergei Skripal, no domingo.

Londres ameaçam boicotar o campeonato do mundo de futebol na Rússia caso se confirme que Moscovo esteve por detrás da intoxicação do antigo agente duplo russo em Salisbury, Inglaterra.

As câmaras de segurança mostram alegadamente Sergei Skripal e a filha no centro da cidade no domingo antes de terem sido encontrados em estado critico num banco. As autoridades referem não saber o quê e quem esteve na origem da intoxicação. Uma coisa é certa, a unidade antiterrorista da policia está no terreno.


No parlamento o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, deixou um aviso sério ao Kremlin.

"Seria errado tirar conclusões precipitadas, mas quero assegurar o parlamento, que caso se confirme uma responsabilidade de estado, então o governo de sua majestade irá responder de forma apropriada e robusta", declarou.

Boris Johnson colocou mesmo em causa participação britânica no mundial deste ano.

O caso faz lembrar o envenenamento do agente do KGB Alexander Litvinenko em 2006 com polónio 210.

Sergei Skripal de 66 anos foi coronel dos serviços secretos militares russos. Em 2006 foi condenado a 13 anos de prisão, acusado de espiar para o Reino Unido.

A Rússia alegou que o MI6 lhe pagou 100 mil euros pelas informações que passadas desde os anos noventa.

Em julho de 2010 foi perdoado pelo então presidente Dmitry Mdvedev e foi, juntamente com outros dois individuos, trocado por 10 espiões russos detidos pelo FBI.

Depois da troca de espiões ao melhor estilo da guerra fria no aeroporto de Viena, Skripal manteve um perfil baixo. Mas seriam anos trágicos os que se seguiriam.

A mulher morreu num acidente de carro depois de comprarem uma casa geminada em Salisbury em 2011. Cinco anos mais tarde e de acordo com o jornal The Sun, pensa-se que o filho perdeu a vida num acidente de viação quando passava férias na Rússia.

Nenhum dos acidentes foi considerado suspeito na altura. Em todo o caso, existem registos não confirmados de que Skripal teria indicado à policia que temia pela vida.

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