1 de mar de 2018

Líderes do regime da Coreia do Norte usaram passaportes brasileiros com nomes falsos




Epoch Times, 01 de março de 2018. 



Por Anastasia Gubin



Com eles, a família Kim conseguiu viajar para o Brasil, Japão e Hong Kong

Fontes de segurança afirmam que Kim Jong-un, atual líder da ditadura comunista na Coreia do Norte e seu falecido pai, Kim Jong-il, obtiveram passaportes brasileiros com nomes falsos na década de 90, para poder solicitar vistos de viagem a países ocidentais.

“Eles usaram esses passaportes brasileiros, que mostram claramente as fotografias de Kim Jong-un e Kim Jong-il, para tentar obter vistos de embaixadas estrangeiras”, afirmou uma fonte de segurança ocidental sob condição de anonimato, conforme matéria da agência Reuters de 28 de fevereiro.


“Isso mostra o desejo de viajar, e revela possíveis intenções da família no poder de arranjar uma rota de fuga”, explicou a fonte.

A agência Reuters declarou que obteve as informações de cinco diferentes fontes de segurança de alto nível da Europa Ocidental.

Ao mesmo tempo, ela esclareceu que “embora se saiba que a família governante da Coreia do Norte tenha usado documentos de viagem obtidos sob falsos nomes, há poucas evidências; e que as fotocópias dos passaportes brasileiros não foram publicadas anteriormente”.

As fontes de segurança disseram que os passaportes brasileiros em nome de Josef Pwag e Ijong Tchoi correspondem na realidade a Kim Jong-un e seu pai, Kim Jong-il. Isso foi confirmado através da tecnologia de reconhecimento facial.

Ambos os passaportes possuem um selo que diz “Embaixada do Brasil em Praga”, com data de emissão de 26 de fevereiro de 1996, e eles os utilizaram para solicitar vistos em pelo menos dois países ocidentais. O que não está claro é se os vistos foram emitidos.

O passaporte de Jong-un como Josef Pwag foi emitido com local de nascimento em São Paulo, Brasil, datado de 1° de fevereiro de 1983. Jong-un não nasceu em São Paulo e sua verdadeira data de nascimento é pouco conhecida, mas ele estaria entre 12 e 14 anos quando o documento brasileiro foi emitido.

Na verdade, sabe-se que ele estudou em uma escola internacional em Berna-Suíça, como sua irmã, onde fingiram ser filhos de um motorista da embaixada.

O passaporte de seu pai, Jong-il, está com o nome de Ijong Tchoi, com local e data de nascimento em São Paulo, 4 de abril de 1940. Ele também não nasceu no Brasil.

A Reuters esclareceu que as fotos por ela publicadas são imagens de fotocópias de passaportes, então “não foi possível determinar se elas foram manipuladas”.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil abriu uma investigação a respeito e fontes disseram à Reuters que a análise dos dois documentos mostra que estes eram “genuínos e vazios” quando foram enviados aos consulados.

Com eles, a família Kim conseguiu viajar para o Brasil, Japão e Hong Kong.

Na verdade, em 2011, o jornal japonês Yomiuri Shimbun escreveu que Kim Jong-un visitou o Japão em 1991 com um passaporte brasileiro. O passaporte que agora é tornado público é válido desde 1996, sendo assim, Jong-un deve ter outro.

Não se sabe como os norte-coreanos conseguiram obtê-los e completá-los com dados pessoais falsos. Os documentos revelam que a família Kim quer garantir uma rota de fuga segura de seu isolado país.


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