2 de ago de 2017

A trabalhadora cristã do hospital público punida por compartilhar sua fé perde novamente recurso no tribunal

Victoria Wasteney



CP, 29 de julho de 2017 


Por Samuel Smith



Uma terapeuta cristã na Inglaterra, que foi suspensa depois de ser acusada de evangelizar uma colega de trabalho muçulmana, sofreu mais uma derrota no tribunal. 

A Victoria Wasteney, ex-chefe de Terapia Ocupacional Forense em um hospital em Londres, foi emitida uma suspensão de nove meses pelo Serviço Nacional de Saúde de East London em 2014, após uma queixa de oito páginas ser apresentada contra ela por uma colega muçulmana chamada Enya Nawaz. 

Como foi relatado, Nawaz e Wasteney, uma cristã nascida de novo, desenvolveram uma relação enquanto trabalhavam no St John Howard Center em East London inclusive em pontos em que discutiam as diferenças religiosas. 

Nawaz acusou Wasteney de tentar convertê-la ao Cristianismo. Westeney teria oferecido oração a Nawaz, e dado-lhe um livro escrito por um muçulmano convertido ao Cristianismo e convidou-a para um evento organizado por sua igreja. 

Wasteney também foi acusada de colocar a mão no joelho de Nawaz enquanto orava pedindo a Deus que Nawaz obtivesse vitória contra um problema.  

Wasteney inicialmente ignorou as alegações, porque ela pensava que ambas tinham desenvolvido um bom relacionamento. Ela disse ao Daily Mail em 2015 que ela apenas colocou a mão no joelho de Nawaz para confortar Nawaz quando estava lidando com problemas de saúde. 

Eu coloquei minha mão no joelho para confortá-la e perguntei se estava tudo bem: 'você gostaria que eu orasse por você?” Wasteney disse ao Daily Mail: “Ela disse que sim, então eu pedi a Deus para que lhe trouxesse paz e cura. Ela deixou o escritório e depois disse que estava bem”. 

Wasteney negou que seu ato de dar a Nawaz um livro chamado “Eu ouso Chamá-lo de Pai [I Dared to Call Him Father], foi uma tentativa de convertê-la. 

De acordo com o The Telegraph, uma audiência disciplinar no Serviço Nacional de Saúde [NHS] em fevereiro de 2014 foi feita e manteve três acusações contra Wasteney e conclui que cinco das acusações não eram bem fundamentadas. Na audiência, Wasteney foi somente condenada por “má conduta”. 

Em outubro de 2015, Wasteney ganhou o direito de recorrer da ação do NHS no Tribunal de Apelação com base na liberdade religiosa. No entanto, a juíza Jennifer Eady decidiu contra ela em abril de 2016. 

O que o tribunal claramente não conseguiu fazer foi dizer como, no mundo politicamente correto de hoje, qualquer cristão pode entrar em uma conversa com um colega de trabalho sobre o assunto religião e não, potencialmente, mais tarde, acabar em um tribunal do trabalho”, Wasteney foi citada como dizendo na época. “Se uma pessoa lhe enviar mensagens de texto amigáveis, como é que se sabe se ela está ofendida? Não sabia que a estava perturbando”. 

De acordo com o Centro Legal Cristão do Reino Unido, Wasteney pediu um recurso contra a decisão de Eady em 2016 e compareceu ao tribunal na quinta-feira. No entanto, um tuíte do grupo de defesa na quinta-feira explicou que a “permissão de recurso de Wasteney foi rejeitada” e a “batalha legal continua”. 

Em um vídeo postado na quarta-feira, Wasteney havia dito que esperava que a audiência de quinta-feira possa-lhe conceder a permissão para solicitar uma audiência completa sobre o assunto em um tribunal de recursos. 

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