3 de jun de 2017

Reino Unido – Tim Farron confrontado por uma ouvinte da LBC, cujo irmão morreu por consumir maconha, e pelos seus planos para legalizar as drogas

Tim Farron, de conservador a esquerdista ferrenho



Yahoo! News UK, 02 de junho de 2017. 






O líder liberal democrata Tim Farron, foi confrontado por uma mulher enlutada, que disse que por causa de seus planos e de seu partido para legalizar a maconha eles perderam o seu voto. 

Farron foi forçado a defender sua posição sobre a legalização da droga durante uma aparição no programa “Leaders Live” da rádio LBC. 

Conforme ele respondia as perguntas dos eleitores, uma convidada [ouvinte] Lucy de Reigate, disse: “Eu ia votar em você até você dizer querer legalizar a maconha”. 


Enquanto o líder do Lib Dem explicava os motivos da promessa do manifesto de seu partido, ele disse que realizaram um estudo que tenta encontrar a melhor forma de proteger as pessoas vulneráveis, impedindo que elas mudem da maconha para substâncias “mais voláteis”, prejudicando assim as gangues criminosas – fazendo com que venda da droga seja regulada. 

Ele admitiu que a política é “impopular para algumas pessoas”, e “controversas para outras” e “uma postura arriscada para todos nós”, mas que acredita que é o melhor caminho a seguir. 


Lucy não se convenceu, dizendo ao político: “Certo, você quer ver o túmulo do meu irmão em Amsterdã. Porque depois que ele passou da maconha, desenvolveu esquizofrenia. Ele está morto agora. Isso porque você pode simplesmente comprá-la. 

Não legalize, só vai piorar as coisas

O senhor Farron compartilhou suas condolências pela perda de Lucy, mas disse que, embora o Reino Unido  não seguisse necessariamente o modelo holandês, em sua opinião, a evidência sugeria que a regulamentação da maconha “reduziria massivamente” as chances de que as pessoas passassem a substâncias mais voláteis, e evitaria que elas fossem capazes de usar cepas de Cannabis ligadas à psicose. 

É fácil ridicularizar o que os democratas liberais disseram: 'as drogas são ruins, portanto você não deve regular'”, disse ele. “Na verdade, se as drogas são prejudiciais, você deve fazer o que for necessário para minimizar os danos [as pessoas], e maximizar os danos às gangues criminosas.”. 

Então, sim, é uma decisão controversa a se tomar, mas é baseada em evidências [sei!] e com base no desejo apaixonado de alguém que, como pai, viu outros sofrerem com as consequências da toxicodependência e do abuso. 

Eu quero fazer algo que melhorará as coisas, essa é uma coisa corajosa de se fazer, mas também é a coisa sábia a se fazer”. 

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