4 de jun de 2017

Áustria – tribunal austríaco condena um grupo de pais por terem levado os seus filhos para viver sob o governo do Estado Islâmico

Imagem meramente ilustrativa, não dizendo respeito aos supracitados



The Local AT, 03 de junho de 2017. 



Um tribunal austríaco na sexta-feira sentenciou até 10 anos de prisão um grupo de casais que levou os seus filhos para viverem em uma parte controlada pelo Estado Islâmico na Síria onde mostravam-lhes vídeos de execuções. 

Os dois homens e suas esposas viajaram para a Síria com os seus oito filhos – sendo o mais jovem de dois anos de idade – em dezembro de 2014, o julgamento foi no sul da cidade de Graz. 

Abrigados pelo grupo extremista Estado Islâmico, as crianças tiveram que assistir aos vídeos chocantes, e um em particular onde se mostrava a iniciação de um menino de sete anos que estava presente em uma decapitação. 


O réu Hasan O., negou no tribunal ser um membro do Estado Islâmico e disse que só trabalhou como um massagista no tratamento de combatentes lesionados. 

Eu ouvi na mesquita (em Graz) que você pode viver de acordo com o Islã lá, com liberdade para as mulheres e crianças”, disse ele ao julgamento. 

Ele só queria passar “10 ou 12 dias” lá, disse ele. 

O sonho logo ficou azedo, no entanto, a família fugiu para a Síria em abril de 2016. A Turquia os extraditou para a Áustria e as crianças logo foram levadas sob cuidado. 

Todos os quatro – Hasan O., sua esposa Kata O., Enes S., e sua esposa Michaela S.,  – foram condenados por pertencer a uma organização terrorista e por maltratar e negligenciar as crianças. 

Eles foram sentenciados a ficar 10 anos atrás das grades, exceto Kata O., que recebeu nove anos. Todos, exceto a austríaca convertida ao Islã, Michaela S., eram da Bósnia, mas todos tinha cidadania austríaca. 

O juiz disse que as sentenças tinha como objetivo mostrar “que o estado da Áustria não aceitará algo assim”. 

Até agora, a Áustria foi poupada da onda de ataques [uhum!] extremistas islâmicos sofridos nos últimos anos por outros países europeus. 

No entanto, cerca de 300 pessoas da nação de 8,7 milhões de habitantes viajaram para a Síria desde que a guerra civil síria começou, um dos maiores números per capto da União Europeia. 

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