4 de abr de 2017

Empresas norte-coreanas sancionadas pelas autoridades norte-americanas têm laços com Cuba, China, Rússia e Vietnã




MartinNotícias, 03 de abril de 2017. 



“Isso poderia ser um sinal de que Trump planeja fechar mais canais de aquisição e fontes de financiamento para a Coreia do Norte em países de terceiros, incluindo China, Rússia, Vietnã e Cuba”, disse Victor Cha, um especialista de Estudos Estratégicos Internacionais. 

O Departamento do Tesouro colocou na lista de empresas sancionadas uma empresa de comércio da Coreia do Norte e 11 pessoas com elas relacionadas, dos quais 10 são do exterior, não só da China e da Rússia, onde as operações comerciais norte-coreanas do regime comunista são ativas, mas também em Cuba e no Vietnã, disse a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Isso poderia ser um sinal da administração Trump planejando fechar mais canais de aquisição e fontes de financiamento para a Coreia do Norte em países de terceiros, incluindo China, Rússia, Vietnã e Cuba,” disse à mídia sul-coreana Victor Cha, um especialista do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais. 


Essas pessoas foram sancionadas por facilitar a contínua violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e fornecerem apoio financeiro e oferecer serviços para empresas da Coreia do Norte em países terceiros”, disse Cha. 

As últimas sanções dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte poderiam ser um aviso de que haverão“sanções secundárias” as empresas chinesas de negociações com o regime comunista antes do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o presidente chinês Xi Jinping esta semana, disse o  especialista. 

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estava relutante em impor sanções secundárias por medo das relações azedas com a China, disse a agência sul-coreana. E afirma que é esperado que o seu sucessor Dnald Trump siga em larga medida estes passos, conforme tem sido muito crítico de Pequim por não ajudar a resolver o problema da Coreia do Norte. 



A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na segunda-feira uma petição ao Departamento de Estado para que volte a incluir a Coreia do Norte na lista de países patrocinadores de terrorismo, de que saiu em 2008.

Com 394 votos a favor e apenas um contra, a Câmara Baixa adotou este pedido que chegou semanas depois de Pyongyang ter realizado testes para `rockets` intercontinentais e de mísseis, além de ensaios nucleares.

A Coreia do Norte saiu da lista de países patrocinadores de terrorismo -- onde figuram o Sudão, Síria e Irão -- em 2008, numa tentativa do então Presidente George W. Bush de negociar o desarmamento de Pyongyang.

Na lista de países patrocinadores de terrorismo, realizada pelo Departamento de Estado, já estiveram Cuba, Iraque, Líbia e Afeganistão.

A Câmara dos Representantes aprovou também, com 398 votos a favor e três contra, uma resolução que condena o programa norte-coreano para desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental.

O Presidente da Câmara Baixa, Paul Ryan, disse que os dois textos aprovados refletem "medidas concretas" para que a Coreia do Norte preste contas das suas ações e criticou a política do ex-presidente Barack Obama para com Pyongyang, que classificou como "falhada".

O pedido surge a menos de um mês de o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, presidir a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte.

Os Estados Unidos têm a presidência do Conselho de Segurança em abril, o que vai permitir ao Presidente Donald Trump expor as suas prioridades em matéria de política externa. A reunião sobre não-proliferação e a Coreia do Norte acontece a 28 de abril.

Trump participará na sua primeira cimeira com o Presidente chinês Xi Jinping na Florida esta semana, e a Coreia do Norte estará entre as prioridades.

Washington tem-se queixado que a China não está a tomar as medidas necessárias para `controlar` a Coreia do Norte, que no ano passado realizou dois testes nucleares e mais de 20 testes com mísseis balísticos.

Quando estiver nas Nações Unidas, Tillerson deverá encontrar-se com o secretário-geral António Guterres, que tem manifestado preocupação com possíveis cortes dos Estados Unidos ao financiamento da organização mundial.

Um porta-voz da ONU indicou que decorrem negociações para organizar o primeiro encontro presencial entre Guterres e Tillerson, mas nada foi ainda agendado.

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