27 de mar de 2017

Austrália – dias depois da carnificina em Londres, líder islâmico de Sidney diz que muçulmanos apóstatas devem morrer




Daily Mail, 27 de março de 2017. 






Um líder de um grupo islâmico radical defende a lei Xaria onde ela diz que os muçulmanos que abandonam a religião devem ser condenados à morte. 

O porta-voz do Hizb ut-Tahrir, Uthman Bader, foi franco quando perguntado sobre a política do grupo em um [evento] fórum em Bankstown, no sudoeste de Sidney, na noite de sábado. 

A decisão sobre os apostatas como tais no Islã é clara, que os apóstatas atraem a pena de morte para si e não nos esquivamos disso”, disse Badar na presença de crianças. Um apóstata é alguém que decide deixar o Islã. 


Sua admissão extraordinária foi gravada exclusivamente pela câmera de um jornal da Austrália e a matéria foi levada à polícia federal australiana pelo ministro da Justiça Michael Keenan. 

Hizb ut-Tahrir na Austrália removeu referências a essa política de apostasia de seu site conforme Alison Bevege, jornalista freelance, processou o grupo por fazer ela se sentar em uma seção de reservada exclusivamente para mulheres para discussão em outubro de 2014. 

No sábado à noite, Bevege levou uma cópia impressa do projeto de constituição do estado de Khilafah do Hizb ut-Tahrir, publicado no site britânico, e que estava no site australiano do grupo até 2015. 

Nele era descrito a sua visão para um califado islâmico global, que tendo muçulmanos e não-muçulmanos que vivem sob a lei Xaria. 

Ela perguntou sobre sua política de matar pessoas nascidas em meio muçulmano que deixam a fé. 

O artigo 7c do documento dizia: “Aqueles que são culpados de apostasia (murtadd) no Islã devem ser executados de acordo com a regra de apostasia, desde que tenha por eles mesmos renunciado ao Islã”. 

Badar inicialmente respondeu dizendo que a política não estava em seu site antes de explicar como a política de apostasia do grupo era compatível com o Islã. 

A coisa toda aborda diferentes aspectos da lei islâmica da Xaria”, disse ele. 

O papel da apostasia no Islã é muito clara. Mais uma vez, esta é uma das coisas que o Ocidente não gosta, e procura mudar o papel da apostasia”. 

Uma porta-voz do ministro da Justiça Michael Keenan, condenou a linguagem que incita ou defende a violência. 

A linguagem que incita ou defende a violência não é liberdade de expressão”, disse a porta-voz. 

Este matéria foi encaminhada à AFP”. 

As observações de Badar vieram depois que ele deu a palestra principal para o fórum, que foi chamado de “Xaria e a idade moderna”. 

Ele disse que o Islã é incompatível com uma separação secular entre a religião e o Estado, democracia, direitos individuais e até mesmo o processo da ciência, que ele chamou de “cientificismo”. 

Ele comparou as clamores para ajustar o Islã dentro de uma sociedade secular como uma tentativa para domesticar um animal selvagem, colocando Hizb ut-Tharir em desacordo com muçulmanos seculares que rejeitam a lei Xaria. 

O Ocidente busca domesticar o Islã, controlá-lo, trazendo para dentro, da mesma maneira como você domestica animais”, disse ele. 

Badar descreveu os clamores para reformar o islamismo, dos muçulmanos seculares, como “perniciosos”, “insidiosos” e “perigosos” e pediu mudanças radicais. 

Sempre quando você ouvir esse tipo de clamor, o alarme deve ser soado”, disse ele. 

As pessoas dentro do Islã estão pedindo ajustes muito engendrado na modernidade. Elas estão cedendo à pressão para se conformarem.”. 

As mulheres eram segregadas dos homens do lado esquerdo da sala, na parte de trás onde estava a senhorita Bevege. 

Após a palestra, um grupo de homens seguiu o Daily Mail Australiano até um carro estacionado. 

Um homem mais velho exigia estranhamente saber se os homens e mulheres tinham igualdade na Austrália. 

Um ex-muçulmano de Bangladesh, Shakil Ahmed, participou da palestra e depois descreveu o seu desgosto com Hizb ut-Tahrir e os islâmicos, que orquestraram marchas em seu pais de origem em 2013. 

Na ocasião, os islamitas organizaram marchas na capital, Dhaka, após o assassinato de ativistas dos direitos dos homossexuais e blogueiros ateus. 

Sua principal demanda foi a morte de apóstatas e blasfemadores”, disse Ahmed, de 20 anos, ao Daily Mail Austrália. 

Ele disse que era deprimente ouvir Hizb ut-Tahrir dando apoio a morte de ex-muçulmanos na Austrália. 

O que eu senti instintivamente é que a razão pela qual eu deixei o meu país foi para que eu pudesse escapar das mesmas pessoas que eu encontrei naquela sala”, disse ele. 

Como um ex-muçulmano de Bangladesh e agora ateísta, ele era discreto sobre suas crenças. 

Além de um círculo fechado de família e amigos, nós não nos integramos com os outros, pois não sabíamos como eles reagiriam aos nossos pontos de vista”, disse ele. 

Outro estudante de Bangladesh Shubhajit Bhowmik também participou da palestra. 

O blogueiro hindu estava na mesma lista de mortes do ateu Avajit Roy, quando foi morto em 2015 em Dhaka por promover o secularismo. 

Farabi Shafiur Rahman, um blogueiro extremista e membro do Hizb ut-Tahrir em Bangladesh foi preso por estar conectado com o assassinato de Roy. 

Uma vez que você escapar da morte, dificilmente encontrará coisas que vão assustá-lo”, disse Bhowmik ao Daily Mail Austrália sobre ver os líderes de Hizb ut-Tahrir em carne e osso. 

Outro grupo islâmico de professores religiosos de madrassa, Hefazat e Islam, divulgou listas de organizações de sucesso de Bangladesh, após Hizb ut-Tahrir ter sido banido de lá em 2009.

Assim como Hizb ut-Tahrir, eles fizeram campanha em Bangladesh para desmantelar a democracia parlamentar, sucatear aspectos da constituição que contradizem a lei Xaria e derrubar os direitos das mulheres. 

A última revelação sobre Hizb ut-Tahrir na Austrália ocorreu quando os islamitas no Paquistão levaram as suas reivindicações às mídias sociais exigindo a morte do blogueiro ateu Ayaz Nizami. 

Ele e outros dois foram acusados de blasfêmia nesta semana por um tribunal em Islamabad e enfrentam a pena de morte. 

O Hizb ut-Tahrir opera em 40 nações, incluindo Austrália e Reino Unido, mas é proibido em Bangladesh, juntamente de outras nações não-muçulmanas e muçulmanas, incluindo Turquia, Egito, Jordânia, Arábia Saudita e Uzbequistão.  

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