17 de ago de 2016

Vice-Presidente dos EUA apela a mais diálogo entre Kosovo e Sérvia

Prólogo.


Não haverá paz entre a Sérvia, o Kosovo e a República Sérvia se não houver uma ação para minar a influência russa da região, principalmente na política da Sérvia. Na ocasião da guerra nos Bálcãs a Rússia fez fortuna vendendo armas para estes países, inclusive para àqueles com que estava em atrito, no entanto, sua influência permanece inabalável por aqueles lados. Ainda estão acesas as chamas das guerras nos Bálcãs, e para que essas pequenas chamas tornem-se robustas fogueiras, basta que alguém as assopre. E a Rússia tem feito isso, oferecendo-se como uma tabua de salvação ao país, para que assim mantenha sua influência sempre em alta. Não minar a Rússia no Oriente Médio pode pôr os Bálcãs mais uma vez em sua mira. Quanto mais tempo perdem os Estados Unidos, mais a Rússia vai pavimentando o caminho para estender sua influência. E a Sérvia é um elo fraco. Os Estados Unidos permanecem e permanecerão inócuos, entregando e achando que podem contar com os russos para alguma coisa. Ledo engano! 

Joe Biden


Euronews, 17 de agosto de 2016.


Por Isabel Marques da Silva

A visita ao Kosovo, esta quarta-feira, foi um momento particularmente emocionante para o vice-Presidente dos Estados Unidos.



Joe Biden fez-se acompanhar da família na cerimónia de batismo de uma estrada em Sojeve com o nome do seu falecido filho Beau.

O magistrado trabalhou no Kosovo a seguir à guerra da ex-província com a Sérvia, em 1999.

Já em Pristina, numa conferência de imprensa, Biden voltou a mencionar o filho, dizendo que “foi a sua forte crença, baseada nos momentos profundamente difíceis que aqui viveu, que me deu a certeza de que apoiar a independência deste grande país era a coisa certa a fazer”.

O Kosovo declarou-se independente da Sérvia em 2008, que não lhe reconheceu esse estatuto. Mas em 2013, as partes assinaram um acordo de cooperação mediado pela União Europeia.

Biden acrescentou que “ambos os lados têm a responsabilidade de levar à prática os compromissos assumidos no acordo de Bruxelas e de procurar novas áreas de cooperação. Esse acordo não pode ser o fim, mas deve ser o início de um processo crucial para fazer avançar a integração do Kosovo e da Sérvia na Europa. Caso contrário, essa integração não vai acontecer”.

O vice-presidente norte-americano seguiu viagem para a Sérvia, país com o qual a relação é mais difícil devido aos bombardeamentos da NATO durante a guerra dos Balcãs.

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