31 de ago de 2016

O governo chinês flexiona os músculos na mídia, dando ordens para acabar com notícias de "entretenimento fútil"





Asian Correspondent, 31 de agosto de 2016. 



A China emitiu uma diretiva aos meios de comunicação do país instruindo-os a parar de arejar notícias de entretenimento que não contém “energia positiva” [doutrinação] ou valores estéticos corretos e elevados. 

Em uma circular, a Administração Estatal de Imprensa, Publicações, Rádio, Cinema e Televisão (SAPPRFT) disse que as notícias sociais e entretenimento devem ser dominados pela ideologia dominante e a “energia positiva”, que também refletem o sentimento público. 

A nova diretiva aplica-se a todas as plataformas de mídia em rádio, televisão, e nos novos canais de mídia, a CRI Inglês (via Agência de Notícias estatal Xinhua) relatou. 

O conteúdo para as duas categorias de notícias, de acordo com a circular, deve evitar piadas impróprias sobre as tradições [Comunismo] ou a promoção e admiração pelos estilos de vida ocidentais. 

Os meios de comunicação também não devem ser vistos defendendo artistas do momento, ou o mostruário de opulência ou hedonismo, entre outros.  

Uma violação a nova diretiva resultaria em sanções mais duras para as empresas de radiofusão e até mesmo o cancelamento de suas licenças de transmissão, conforme forem proibidas de separar a produção e distribuição do conteúdo.  

No início deste mês, o governo chinês disse que está segurando os principais editores de sites de notícias pessoalmente responsável pelos conteúdos depois que vários portais este ano foram vistos postando materiais embaraçosos sobre o presidente Xi Jinping. 

A mídia estatal informou que as novas regras atribuiriam responsabilidade diretamente sobre os editores chefes, dizendo que sites de notícias devem monitorar o seu conteúdo 24 horas por dia para garantir a “orientação correta, com exatidão factual e fornecimento adequado”. 

As regras vieram num momento em que Xi está rearmando-se com o controle sobre a mídia chinesa e o ciberespaço. 

Tecent, um dos sites mais populares da China, demitiu seu editor chefe depois que uma manchete de julho erroneamente disse que Xi entregou um “furioso” – em vez de “Importante” – discurso comemorando o aniversário do Partido Comunista. Em março, um portal online chamado Wujie apareceu publicando inadvertidamente uma carta pedindo a renúncia de Xi. 


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