15 de abr. de 2016

Polônia diz que Rússia é maior ameaça para a Europa do que o Daesh

Prólogo


Está parcialmente certo, no entanto, não reconhece uma questão importante: Se levarmos em conta a ocupação da Rússia com o Irã, então isso se torna perigoso, realmente, mas pelo fato da Rússia usar exatamente a propaganda em torno do Estado Islâmico como uma forma de desacreditar a OTAN - e é isso o que eles esperam que aconteça - isso terá um efeito contrário, ou seja, os “patriotas” veem Putin como o líder mais lúcido, e não como um expansionista, como de fato ele é! Então, some isso mais as políticas desastrosas de imigração da União Europeia, e você terá um eleitorado cada vez mais pró-Rússia e anti-OTAN e União Europeia.

A imigração faz parte da crise de segurança interna na União Europeia, e não importa o que a OTAN diga. Aliás, quanto mais a OTAN fala, mais os europeus preferem Putin. Reflita por meio dessa analogia: A União Europeia é a frigideira, a Rússia é o fogo, e a imigração é o combustível desse processo de cozimento. Quanto mais imigração, e quanto mais políticas nesse sentido, menos os europeus vão querer governos e líderes que cooperem com o Ocidente, e muito menos com os demais países, trazendo-lhes as lembranças do que sobrar daí para frente da União Europeia.





SIC, 15 de abril de 2016.



O chefe da diplomacia polaca, Witold Waszczykowski, considerou hoje a Federação Russa uma ameaça maior para a Europa do que a representada pelo Daesh, que é "muito séria", mas "não existencial".

Durante um debate sobre o futuro da NATO, na conferência anual sobre segurança GlobSec, que abriu hoje na capital eslovaca, Waszczykowski afirmou: "É evidente que a atividade da Rússia é uma espécie de ameaça existencial, porque essa atividade pode destruir países".

O ministro polaco acrescentou que há "também ameaças não existenciais, como o terrorismo, como as grandes vagas de migrantes".


Sobre o Daesh, disse que é uma ameaça muito séria, mas que "não é uma ameaça existencial para a Europa", segundo o relato feito pela agência noticiosa polaca PAP.

Reafirmando a sua esperança de ver a cimeira da NATO, prevista para julho, em Varsóvia, reforçar a presença das forças de diferentes países membros da aliança na zona oriental, Waszczykowski classificou-a como "um símbolo da sua determinação de defender o flanco oriental", prontificando-se para "discutir a escala" do reforço.

O reforço da capacidade defensiva coletiva vai ser o ponto principal do programa da cimeira, sublinhou, por seu lado, o seu homólogo checo, Martin Stropnicky, relativizando porém que "a Rússia não deve ser isolada".

A região do Mar Báltico, onde "a Rússia está a testar as capacidades defensivas da NATO", tornou-se aparentemente um foco de tensão, com os países membros da Aliança Atlântica da região confrontados com uma pressão russa acrescida, relevou Stropnicky, segundo a agência noticiosa checa CTK, enquanto a Suécia e a Finlândia estão submetidas a uma forte propaganda russa.

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